Dia Europeu dos Parques Naturais | 24 de maio


Dia Europeu dos Parques Naturais | 24 de maio

O Dia Europeu dos Parques foi lançado pela Federação EUROPARC com o objectivo de potenciar a biodiversidade nas áreas protegidas da Europa.

Foi comemorado pela primeira vez em 1999, com a realização de vários eventos em áreas protegidas, com o objectivo de sensibilizar todos os cidadãos para a necessidade de os proteger.

Tais eventos foram celebrados na Europa, numa base anual no dia 24 de Maio, data que foi escolhida, para comemorar a criação dos primeiros Parques Naturais da Europa, nove parques nacionais na Suécia, em 24 de Maio de 1909.

in http://www.florestas2011.org.pt

MAPA

http://www.icnf.pt/portal/naturaclas/ap/rnap

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Expo’98


Expo’98

Expo'98

Expo’98

Comemoram-se os 15 da inauguração da Expo’98.

Para os que lá estiveram poderem recordar e para que aqueles que não tiveram a oportunidade de disfrutar, aqui ficam alguns apontamentos sobre a última Exposição Mundial do século XX.

Na minha memória, está bem viva como um conjunto irrepetível de momentos bem passados mas também como prova daquilo que a Nação é capaz de fazer quando se propõe a por um projecto de pé. Um exemplo de quão inúteis são os detractores mas igualmente de como quando o método e a vontade se aliam a vida se transforma.

Expo'98

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Como nasceu a EXPO’98

A ideia de organizar em Lisboa uma exposição internacional nasceu nos primeiros meses de 1989, com o objectivo de celebrar o quinto centenário das viagens dos navegadores portugueses dos séculos XV e XVI.

A ideia da realização de uma exposição internacional foi apresentada ao Governo e por este escolhida positivamente no outono de 1989.

Pensava-se numa exposição internacional especializada, construída num recinto de cerca de 50 ha, situado em Lisboa e capaz de acolher 60 países. O pedido formal de registo da data de 1998 foi apresentado Bureau International des Expositions (BIE), com sede em Paris, em finais de 1989.

Assim, propôs-se uma ambiciosa plataforma temática, que visava colocar os oceanos, a sua diversidade, a sua função essencial no equilíbrio planetário, sob as atenções da comunidade internacional, a quem a participação numa exposição deste género interessa em primeiro lugar.

Expo'98

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A escolha do local considerando a necessidade de transformar a cidade

A opção foi pela zona oriental de Lisboa  num vasta área degradada e poluída, ocupada por instalações industriais antiquadas, depósitos petrolíferos, velhos armazéns militares, um matadouro obsoleto e até uma lixeira a céu aberto. A realização da Exposição seria a oportunbidade para criar um novo conceito de ocupação do espaço que permitisse, no futuro, devolver à cidade de Lisboa uma importante faixa de território de cerca 5 km de extensão, situada à beira do rio Tejo.

A 23 de junho de 1992 a candidatura de Lisboa foi aceite, cabendo assim à capital portuguesa ser o palco da última exposição do seu género – internacional e temática – a realizar no século XX.

A partir de 1993, o projeto entrou em fase acelerada de conceção e desenvolvimento: planeou-se o desdobramento temático no recinto, desenhou-se a estratégia de promoção internacional, lançaram-se as primeiras campanhas de sensibilização interna, negociou-se a desocupação de espaço onde a Exposição viria a ser construída.

Ainda neste mesmo ano foi constituída a empresa Parque EXPO ’98, S.A., encarregada de lançar e executar o empreendimento, aprovado o plano geral de
urbanização de uma área de 330 ha, dentro da qual ficaria situado o recinto da exposição, então projetado para cerca de 50 há, e o lançamento, no âmbito da UNESCO, da ideia de proclamar 1998 Ano Internacional dos Oceanos, o que viria a ser aprovado pela ONU, em finais de 1994.

Já neste último ano foi a vez de da aprovação do plano de conteúdos do recinto, com os seus pavilhões temáticos e zonas internacionais, a negociação da construção de módulos que seriam postos gratuitamente à disposição dos participantes, com aproveitamento posterior pela Feira Internacional de Lisboa, a definição da “joia da coroa”, o mais moderno aquário do Mundo, o Oceanário de Lisboa, cuja contratação e construção começou em finais de 1994 e o início dos trabalhos de desmantelamento do recinto.

Os anos de 1995 e 1996 foram de consolidação e construção. Pouco a pouco, o terreno, limpo de instalações obsoletas, foi ganhando forma, à medida que se iniciava a construção das Áreas Internacionais Norte e Sul, do Pavilhão de Portugal, do Pavilhão do Futuro, do Pavilhão do Conhecimento dos Mares, da Estação do Oriente, grande plataforma intermodal de transportes que constitui, o “pulmão” do acesso em transporte coletivo à EXPO ’98. De igual forma, estabeleceu-se um novo objetivo da participação em 100 países e organizações (número que acabou por se fixar em 160), alargou-se o recinto de forma a conter um maior número de participantes e definiram-se os grandes sistemas de acesso viário, enquanto prosseguiam os trabalhos da nova linha de metropolitano que conduz à Exposição e deu-se início à construção, a norte do recinto, da Vila EXPO, conjunto de prédios de apartamentos destinados a acolher os funcionários e participantes internacionais.

Em1997 começou a construção do Teatro Camões, do Pavilhão da Realidade Virtual e do Vídeo-Estádio/Praça Sony, dando-se igualmente início à montagem dos conteúdos, a aprovação do Programa do Festival dos 100 Dias, o desenho da Animação, as negociações com os concessionários dos restaurantes, o calcetamento dos pavimentos e as encomendas de Arte Urbana.

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Apreciação dos Visitantes

Segundo os inquéritos realizados, 52% dos visitantes da Expo’98 gostou da Exposição e 43% gostou muito, ou seja, 95% de opiniões francamente positivas. Os restantes 5% distribuem-se igualmente pelo “assim-assim” e pelo “não gostei”.

Numa classificação de 0 a 20 valores, cerca de 70% dos visitantes classificou a Exposição entre 16 a 20, 82% dos visitantes manifestou intenção de regressar e 97,5% anunciou recomendar a visita a outras pessoas. Cerca de 65% dos visitantes disse que a EXPO ’98 contribuíu muito para o desenvolvimento de Portugal.

O número total de visitas efetivamente realizadas foi de 10.128.204, não se incluindo aqui. as entradas no Recinto de pessoas acreditadas, as quais totalizaram um aumento do referido número de visitas de 2.080.000, elevando a presença global para um pouco mais de doze milhões e duzentas mil pessoas.

O número de visitas ficou porém aquém das expectativas devido a dois fatores que ocorreram parcialmente em simultâneo: a agressividade do tempo durante o mês de maio e praticamente durante todo o mês de junho, e a realização do Campeonato Mundial de Futebol em França. .

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Oferta Cultural e Desportiva

Comemorando o tema da EXPO, Os Oceanos, Um Património Para o Futuro, o destaque foi para os pavilhões temáticos e respetivos conteúdos expositivos, Pavilhão dos Oceanos, Pavilhão do Conhecimento dos Mares, Pavilhão do Futuro, Pavilhão da Utopia e Pavilhão de Portugal, para as áreas temáticas, Exposição Náutica, Jardins Garcia de Orta, Jardins da Água, Alameda dos Oceanos, Vulcões de Água e a Doca dos Olivais, para os frequentes momentos de Arte Urbana, para o aproveitamento da frente ribeirinha do Tejo e a Exibição Náutica, com a presença de 320 embarcações e onde muitos países prolongaram os seus pavilhões.

No Recinto da Exposição a oferta cultural de animação e espetáculos concretizou-se em mais de 10.000 sessões, contados os diferentes espetáculos realizados ao ar livre, no Teatro Camões, na Marina Show ou no Espaço Adrenalina, incluindo as atuações dentro dos Pavilhões dos Participantes.

As intervenções artísticas de natureza temporária realizadas nos espaços cénicos existentes tiveram a presença de mais de 16,5 milhões de espetadores. A oferta de espetáculos permanentes assentou em três produções: Olharapos, Peregrinação e Acqua Matrix, tendo-se verificado a realização de 1.908 sessões às quais assistiram 8,7 milhões de espetadores.

Ainda em termos culturais, destaque para dois festivais realizados no exterior do Recinto:

O Festival dos 100 Dias constituíu-se como prelúdio da Exposição Mundial, assinalando a contagem decrescente para o início do evento. Foi uma viagem à criação cultural do século XX nos seus mais diversos aspetos: música, bailado, ópera, cinema, literatura, teatro.

O Festival Mergulho no Futuro, envolvendo também ele diversas disciplinas – dança, teatro, música, vídeo, performance -, foi marcado pela mostra das inquietações do final do século e do milénio, bem como pela revitalização estética das várias disciplinas apresentadas, para lá dos caminhos abertos pelas várias tecnologias e transformações consequentes ao nível da experimentação e reinvenção de novos projetos estéticos.

Finalmente, a programação desportiva viria a integrar uma centena de eventos, entre a competição e a exibição pura e simples: provas de atletismo, regatas de vela, canoagem, campeonatos de caiaque, corridas e exibições diversas (“barcos-dragão”), shows de ginástica e de fitness, a chegada do “Round The World Rally” e a partida da regata “Odisseia do Milénio”, Open Internacional de Squash, Prémio Mundial de Balão, hipismo, desportos acrobáticos, Mundialito de Futebol, street basket, “Lisbon Sail ’98”.

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Funcionamento da Exposição

A operação da Exposição Mundial de Lisboa consistiu em assegurar o funcionamento de todos os serviços necessários ao bom desempenho do Recinto e tendentes a garantir aos participantes as condições de participação exigidas e aos milhões de visitantes uma presença com garantia de absoluta qualidade e segurança.

O número médio de trabalhadores envolvidos nas “Operações” e distribuídos por quatro turnos, foi de 3.638, 51,4% dos quais mulheres. Deste universo, 36,1% das mulheres eram licenciadas ou detentoras de bacharelato e apenas 1,2% possuíam habilitações literárias inferiores ao 9º ano de escolaridade. Nos homens, e para os mesmos quesitos, a situação era de 21,4% e 3,8%, respetivamente.

Em termos etários, 49,9% das mulheres tinham entre 21 e 25 anos, correspondendo nos homens à percentagem de 47,5%. Das principais Unidades Operacionais, um destaque particular para o Centro de Operações e Controlo, que teve como objetivo principal a obtenção e tratamento de toda a informação operacional sobre o funcionamento do Recinto, tendo em vista a tomada de decisões e a coordenação da Exposição.

Texto extraído de

http://www.parqueexpo.pt/conteudo.aspx?lang=pt&id_object=692&name=EXPO’98

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Vadia e Kama Sutra – Coisas que se aprendem por aí 1


Vadia e Kama Sutra – Coisas que se aprendem por aí 1

 

De acordo com o Dicionário Online Priberam, a definição de vadia ou vadio é “ aquele que não tem ocupação ou que não faz nada. = OCIOSO, TUNANTE, VAGABUNDO ou que ou aquele que não gosta de trabalhar ou de se empenhar. = MALANDRO”.

Com origem no latim *vagativus,  “o que anda sem destino”, de vagare, “andar sem propósito, sem destino”, a palavra ganhou novos significados ao longo dos séculos, nomeadamente, no sentido pejorativo. Quem de nós nunca atribui o epíteto de vadia a uma profissional do sexo?

Encontrar um explicação social ou histórica para a associação desta palavra às mulheres menos discretas no que respeita aos seus relacionamentos amorosos não é tarefa fácil. Contudo, não deixa de ser interessante que, na Índia, país onde Portugal marcou uma forte presença durante alguns séculos, exista uma localidade onde, por tradição, todas as mulheres são prostitutas. As bisavós, as avós e as mães foram e as filhas, as netas e as bisnetas prepetuam esta actividade profissional pouco respeitada.

Recentemente, os habitantes da referida localidade, situada no estado de Gujarat, têm feito diversas tentativas para inverter esta tradição, nomeadamente, com a realização de casamentos, a única forma que tem permitido às jovens abandonar o sexo como profissão. No entanto, a tradição ainda é o que era.

O nome desta terra indiana? Vadia.

Ainda a propósito da fascinante ciência que é a etimologia e da longínqua nação indiana, lembremos a palavra “cama”.

O mesmo Dicionário refere que cama, do latim tardio cama, -ae, tem diversos significados:

Conjunto formado pelo móvel usado para dormir, pelo colchão e pela roupa que geralmente o reveste. = LEITO, nome genérico de tudo sobre que o homem ou o animal se deita para dormir, camada de coisas macias sobre a qual se põem objectos.objetos.objetos frágeis, parte em que se nota o jeito que o objecto.objeto.objeto tomou por ela assentar no chão, sítio dos paus (no jogo da bola), pequena elevação de terra para certas sementeiras, efeito de acamar, camada, lugar onde há abundância de coral ou, na região do Douro, mergulhia.

Avançam alguns especialistas que o termo cama terá uma provável origem ibérica.

Já na Índia, com a diferença de apenas uma letra (na escrita ocidental) e com uma fonética muito semelhante, kama é a primeira palavra de um dos livros mais conhecidos do planeta, o Kama Sutra. E o que significa Kama? Amor e prazer, sendo o nome do deus hindu do amor.

Mesquita Central de Lisboa


 Mesquita Central de Lisboa

 Mesquita Central de Lisboa

Mesquita Central de Lisboa

A Mesquita Central de Lisboa é a principal mesquita da comunidade islâmica portuguesa, situando-se na zona da Praça de Espanha.

O edifício, inaugurado  a 29 de Março de 1985, começou a ser construído em 1979, segundo um projecto dos arquitectos António Braga e João Paulo Conceição, e é composta por uma área de acolhimento num pátio interior, a sala de oração, um espaço dedicado à madrassa, sala fúnebre, uma biblioteca e um restaurante, entre outros.

A sua edificação resultou da contribuição de diversos países islâmicos.

O actual imã da mesquita de Lisboa é o sheik David Munir.

 Mesquita Central de Lisboa

Mesquita Central de Lisboa

 

 Mesquita Central de Lisboa

Mesquita Central de Lisboa

 Mesquita Central de Lisboa

Mesquita Central de Lisboa

 

 

Pitcairn, o país mais pequeno do mundo


Pitcairn, o país mais pequeno do mundo

PitcairnIsland - Foto in http://www.government.pn/

PitcairnIsland – Foto in http://www.government.pn/

As Ilhas Pitcairn  são um agrupamento remoto de ilhas no Pacífico Sul, longe de qualquer continente e mesmo de outras ilhas habitadas. Elas são a última Colônia Britânica no Pacífico Sul. A acidentada ilha principal foi ocupada pela tripulação amotinada do navio Bounty e pelos polinésios que os acompanhavam, sendo que a maioria dos habitantes da ilha hoje em dia são seus descendentes. Eles formam a entidade de menor população a possuir um código ISO de país (O ISO 3166-1 é parte da norma ISO 3166 que sugere códigos para os nomes de países e dependências.)

Ilha Pitcairn – a única habitada do arquipélago

Ilha Henderson – a maior de todas, e tombada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO devido às espécies ameaçadas de pássaros que lá habitam

Ilhas Oeno e Sandy – par de ilhas próximas e local de “descanso” dos locais.

Ilha Ducie – distante das outras, com bastante pássaros exóticos

Adamstown, uma vila formada por casas dispersas, localizada no alto da Montanha da Dificuldade, acima da baía de Bounty. É a capital.

Pitcairn ou foi habitada ou visitada com freqüência pelos polinésios há muitos séculos, pois há diversas inscrições nas pedras. Foi também visitada durante curtos períodos por exploradores portugueses e britânicos, um dos quais lhe deu o nome. Permaneceu deserta até 1790, quando os tripulantes amotinados do Bounty e seus colegas taitianos se estabeleceram na ilha sob liderança de Fletcher Christian. Eles queimaram e afundaram o navio na baía que recebeu seu nome. O lugar foi escolhido por não haver outro onde o navio (ou o que restou dele) pudesse ser escondido. Foi então fundada uma vila em Pitcairn. De início era uma comunidade sem lei, dominada por bêbados violentos, até que John Adams, o último amotinado a sobreviver, converteu as mulheres e as crianças ao cristianismo. A população permaneceu anônima durante 24 anos, até ser redescoberta pelos britânicos, os quais permitiram a permanência da comunidade. Pitcairn foi a primeira ilha do Pacífico a se tornar colônia britânica, em 1838, e assim permanece até os dias de hoje, como o último vestígio daquele império do Pacífico Sul. O pico populacional aconteceu em 1937, quando chegou a ter 233 habitantes. Os principais motivos do decréscimo populacional são a emigração para as Ilhas Norfolk e a Nova Zelândia, ocorrida no século passado, bem como a quase proibição da imigração.

O clima é úmido e tropical, com o Trópico de Capricórnio passando um pouco ao norte das ilhas; as temperaturas médias são 16ºC no inverno e 30ºC no verão. A precipitação é moderada, sendo o inverno ligeriamente mais chuvoso. A região está sujeita à passagem de tufões entre novembro e março, mas eles não ocorrem com freqüência.

Cada ilha do arquipélago é única, inclusive com origens diversas.

Pitcairn tem formação vulcânica, com muitos penhascos e poucas praias, seu pico mais alto mede 337 m e é a única com fonte de água doce.

Henderson, a maior delas, é plana e formada por corais, apesar de sua elevação (entre 15 e 30 m acima do nível do mar) dever-se a atividade vulcânica. Há muitas cavernas na costa. Não tem água doce.

Oeno é pequena, plana, circulada por recifes de corais; é uma típica ilha paradisíaca do Pacífico Sul, com palmeiras, praias e lagoa interna. Próximo a ela fica uma pequena ilha de areia, conhecida por “Sandy Island”. Não tem água doce.

Ducie fica longe das demais, a 200 km de Henderson e a 350 km de Pitcairn; é circulada por recifes, e há muitas aves marinhas. Leve água.

O isolamento de Pitcairn, a irregularidade do terreno, a burocracia e a escassez de recursos se juntaram para fazer dali um lugar muito difícil de ser visitado. Qualquer um que queira ficar na ilha por qualquer período de tempo deve requerer uma licença do governador, pois a irregularidade dos transportes implica em ter que ficar na ilha por várias semanas, às vezes meses. Essas licenças exigem atestado de saúde, prova de deixar a ilha ao final da visita, como uma passagem no navio seguinte, um mínimo de NZ$300 por semana para cobrir os custos de viagem, dentre outras condições, além de uma taxa de NZ$100; a validade da licença é de seis meses.

Não há pista aérea nas ilhas, as quais se encontram também fora de alcance dos helicópteros de qualquer outro lugar; logo, voar não é uma opção. A única área plana do local onde caberia apenas uma pista bem curta fica na remota ilha de Henderson, mas nada pode ser construído lá, por ser santuário ecológico e lugar tombado pela UNESCO. O aeroporto mais perto fica em Mangareva nas Ilhas Gambier, a 530 km.

A ilha principal é acessível a turistas por meio de um número pequeno de navios de cruzeiro e por iates particulares. Velejar da Polinésia Francesa é relativamente prático; de qualquer outro lugar, como Nova Zelândia ou Chile, significa atravessar milhares de milhas náuticas no Oceano Pacífico.

Pacific Expeditions – R/V Bounty Bay, Rarotonga, nas Ilhas Cook, +682-52400. [3] Oferece viagens de Mangareva, nas Ilhas Gambier, para Pitcairn.

Ocean Voyages, +1 415-332-4681 [4] agenda charters para a região.

A ilha localiza-se a meio caminho entre a Nova Zelândia e o Canal do Panamá, próxima à principal rota marítima; então viajar num navio de carga é possível. Contate o escritório de Administração de Pitcairn na Nova Zelândia (tel. +64-9 366-0186) para arranjar passagem (tarifas entre US$800 e US$1000, ida apenas).

Não há um cais seguro para navios de médio e grande porte; visitantes acessam a ilha em botes, que chegam à baía de Bounty, enquanto os navios ficam ancorados ao largo.

Há apenas uma via pavimentada na ilha principal, que vai da baía de Bounty à Adamstown, subindo a Montanha da Dificuldade. A maioria dos caminhos na ilha são trilhas de terra, em geral muito acidentadas. Caminhar ou andar de motorbikes (de 4 rodas) são os principais meios de locomoção; alugam-se bicicletas.

Inglês é a língua oficial e falada por todos. O pitkern — mistura de inglês do século 18 com taitiano e gírias de navio (ex. all hands para everyone, todo mundo) — é falado entre os nativos.

O novo museu em Adamstown, com artefatos do navio afundado, selos, exemplares da revista National Geographic sobre as ilhas, dentre outras atrações. Planeja-se exibir ainda um dos quatro canhões do navio.

O túmulo de John Adams, aquele que cristianizou a comunidade.

A caverna de Fletcher Christian.

Uma tartaruga de Galápagos, chamada Mrs Turpin, deixada na ilha no começo do século 20, vive agora em Tedside, na costa noroeste da ilha.

Taro Ground, no sul, é a área mais plana da ilha, com a estação de rádio.

Flatland é um pequeno platô, acima de Adamstown, com quadra de tênis, vôlei e estrutura para pic-nic.

Garnet’s Ridge, a 300 m de altura, proporciona uma ótima vista da ilha, de leste a oeste; o ponto mais alto da ilha fica a 337 m.

Down Rope, um penhasco na borda sudeste da ilha, com inscrições polinésias nas rochas e uma praia isolada e de areia na sua base.

Gudgeon é uma caverna no nível do mar no lado sudeste da ilha, onde se esconde uma praia larga e ampla de areia, cavada pela maré.

Quem ficar mais de um dia na ilha deve arranjar com o prefeito um lugar para dormir; solitários e casais normalmente ficam na casa dos locais; grupos ocupam o lugar do governo conhecido como “The Lodge”. É necessário arranjar lugar para ficar antes de obter a licença para visitar a ilha.

A economia local baseia-se no escambo (troca direta), com os habitantes da ilha produzindo a maior parte de seus alimentos, fazendo trocas com cargueiros passantes ou pescando comunitariamente. Quando dinheiro é usado, empregam-se dólares neozelandezes. Entretanto, dólares americanos, australianos ou libras esterlinas também são facilmente aceitos.

Os principais itens produzidos no lugar são cestas, modelos do Bounty, pequenas esculturas da vida selvagem do país, mel e selos postais. Tudo mais precisa ser importado e custa de acordo.

Não há trabalhos disponíveis para não-residentes, e apenas alguns serviços profissionais básicos, como professor, enfermeira, assistente social, são contratados pelo governo na Nova Zelândia, além do pastor adventista, designado pela própria igreja. Por outro lado, todos que estão na ilha temporariamente devem arranjar um meio de sustento e de ajudar a comunidade, como, por exemplo, trabalhar nos barcos que vão até os cargueiros buscar suprimentos.

Periodicamente, equipes médicas passam um tempo na ilha examinando os habitantes. Pitcairn conta com um pequeno centro de saúde, com equipamento de dentista, de raio X e medicamentos de emergência. Além disso, a mulher do pastor trabalha como enfermeira. Entretanto, problemas mais sérios não podem ser tratados na ilha, e alguém numa situação de emergência pode ter que esperar dias ou semanas, até que um navio forneça transporte ou estrutura médica adequada.

A quase totalidade da população é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Embora as cerimônias tenham diminuído, a doutrina da igreja é altamente influente tanto na prática pública como nas leis civis. Por exemplo, o álcool era proibidio até recentemente; dançar, demonstrar afeto e fumar cigarros em público são desaprovados; os sábados são sagrados e dias de descanso, podendo-se apenas orar; as pessoas vestem-se com modéstia.

Não leve abelhas ou equipamento de apicultura para a ilha, pois o país tem suas abelhas certificadas como livres de doenças e a produção de mel é uma das suas principais atividades econômicas. Além disso, a competição que se estabeleceria entre as abelhas locais e as que foram introduzidas poderia provocar graves desequilíbrios ecológicos.

Existe um único telefone por satélite na ilha, com secretária eletrônica: + 872 76-233-7766.

Eletricidade (240V) apenas durante pouco tempo pela manhã e algumas horas à noite. Não há rádios ou TVs.

Os serviços de correio são via Nova Zelândia, irregulares, às vezes demorando meses para entrega. A agência do correio abre três dias por semana, durante uma hora.

Graças ao serviço de monitoramento sísmico em Pitcairn, a ilha agora está conectada à internet, via satélite, a 128 kbps, com conexão sem fio grátis em toda Adamstown.

In Wikipédia

http://www.government.pn/

Heróis Populares Portugueses 26 – Álvaro Cunhal


Heróis Populares Portugueses 26 – Álvaro Cunhal

Álvaro Cunhal(estudante Direito) Imagem propriedade do PCP

Álvaro Cunhal(estudante Direito) Imagem propriedade do PCP

Álvaro Cunhal nasceu em Coimbra (freguesia da Sé Nova) em 10 de Novembro de 1913. Passou parte da sua infância em Seia. A família mudou-se entretanto para Lisboa, onde Álvaro Cunhal começou por frequentar o Liceu Pedro Nunes e, mais tarde, o Liceu Camões.

Concluídos os estudos liceais, ingressou na Faculdade de Direito de Lisboa onde iniciou a sua actividade revolucionária. Participou no movimento associativo estudantil, tendo sido eleito em 1934 como o representante dos estudantes no Senado Universitário. Foi militante da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas (FJCP) sendo eleito seu secretário-geral em 1935. Membro do Partido Comunista Português desde 1931, a partir de 1935 passou a integrar o quadro de militantes clandestinos.

Preso em 1937 e em 1940 e submetido a torturas, voltou imediatamente à luta logo que libertado depois de alguns meses de prisão.
Participa na reorganização do PCP de 1940/41 e é membro do Secretariado de 1942 a 1949, período durante o qual dá uma contribuição decisiva na actividade e definição da orientação e identidade do Partido que faz do PCP um Partido profundamente enraizado na classe operária e nos trabalhadores, com forte influência na intelectualidade e na juventude, grande partido nacional e dirigente da luta antifascista.

Preso de novo em 1949, passa toda a década de 50 nas prisões fascistas. Levado a julgamento, fez no Tribunal fascista uma contundente acusação à ditadura fascista e a defesa da política do Partido. Condenado, permaneceu 11 anos seguidos nas cadeias fascistas, dos quais cerca de 8 anos em completo isolamento. Transferido da Penitenciária de Lisboa para a prisão-fortaleza de Peniche, evadiu-se em 3 de Janeiro de 1960 com um grupo de outros destacados militantes comunistas.

O período desde o início dos anos 60 até à Revolução de Abril de 1974 é extraordinariamente intenso. Integrou novamente o Secretariado do Comité Central, foi eleito Secretário-geral do PCP em Março de 1961. Interveio decididamente para a correcção do desvio de direita e para o combate ao oportunismo de direita e a tendências sectárias e esquerdistas do radicalismo pequeno-burguês. Deu uma contribuição decisiva na análise da situação nacional, na caracterização do regime fascista, no traçar da orientação, na definição das tarefas e na direcção da acção política do Partido, criando condições para a Revolução de Abril e influenciando o seu desenvolvimento.

Após o derrubamento da ditadura fascista em 25 de Abril de 1974, depois de quase quarenta anos de luta na clandestinidade ou na prisão, pôde desenvolver a acção política nas condições de liberdade que a Revolução proporcionou. Foi Ministro sem Pasta nos primeiros quatro Governos Provisórios e eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e à Assembleia da República nas eleições realizadas entre 1975 e 1987. Foi membro do Conselho de Estado de 1982 a 1992. A sua intervenção na fase do desenvolvimento do processo revolucionário, e posteriormente na defesa das conquistas da revolução atingidas pelo processo contra-revolucionário, é profundamente marcada pela avaliação e o estímulo ao papel da luta da classe operária, dos trabalhadores, das massas populares.

No XIV Congresso do PCP, em 1992, no quadro de renovação e nova estrutura de direcção deixou de ser Secretário-geral e foi eleito, pelo Comité Central, Presidente do Conselho Nacional do PCP. Em Dezembro de 1996, no XV Congresso do PCP, extinto o Conselho Nacional, manteve-se membro do Comité Central do PCP.

Continuou a ter, até ao fim da sua vida, uma intervenção activa na acção política, na actividade cultural e artística, na afirmação confiante do projecto comunista.

Morreu aos 92 anos em 13 de Junho de 2005 e o seu funeral no dia 15 de Junho com a participação de centenas de milhar de pessoas, uma extraordinária homenagem dos comunistas, dos democratas e patriotas, dos trabalhadores e do povo a quem Álvaro Cunhal dedicou a sua vida, constituiu uma manifestação que foi em si mesma uma afirmação de determinação, empenho e confiança na continuação da luta pela causa que abraçou.

Autor de vasta obra publicada, no plano político e ideológico, de que são exemplos trabalhos como «As Lutas de Classes em Portugal nos Fins da Idade Média», «Contribuição para o Estudo da Questão Agrária», «Rumo à Vitória», «A Revolução Portuguesa – O Passado e o Futuro», «O Partido com Paredes de Vidro», «A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril (A contra-revolução confessa-se)», «A Questão do Estado, Questão Central de Cada Revolução», «O Radicalismo Pequeno-Burguês de Fachada Socialista», «Acção Revolucionária Capitulação e Aventura», «A Arte, o Artista e a Sociedade», entre muitos outros, e centenas de informes/relatórios, de discursos, de colóquios, entrevistas, debates, conferências, artigos em várias publicações; prefaciou e traduziu diversas obras, que fazem de Álvaro Cunhal um intelectual que enriqueceu criativamente o pensamento político, económico, social e cultural numa permanente relação dialéctica com a sua acção prática de organizador e dirigente comunista.

Álvaro Cunhal foi também o homem, o comunista, o artista com um apaixonado interesse por todas as esferas da vida, nomeadamente pela actividade de criação artística, quer no plano da literatura, nomeadamente com o pseudónimo de «Manuel Tiago», com o romance e o conto («Até Amanhã, Camaradas»; «Cinco Dias; Cinco Noites»; «A Estrela de Seis Pontas»; «A Casa de Eulália»; «Fronteiras»; «Um Risco na Areia»; «Os Corrécios»; «Sala 3»; «Lutas e Vidas»; «Os Barrigas e os Magriços») e a tradução («Rei Lear» de Shakespeare), quer no plano das artes plásticas, com o desenho e a pintura («Desenhos da Prisão», «Projectos»), quer ainda no plano da reflexão teórica sobre a estética e a criação cultural («A Arte, o Artista e a Sociedade»).

In http://alvarocunhal.pcp.pt/