Vilar de Perdizes – Noite das bruxas com «queimada» do padre Fontes


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Vilar de Perdizes – Noite das bruxas com «queimada» do padre Fontes

A aldeia de Vilar de Perdizes, em Montalegre, vai aproveitar a Noite das Bruxas, a 31 de Outubro, para esconjurar os males do corpo, da alma e, sobretudo, da crise económica, com a preparação da «queimada» pelo padre António Fontes.

Café Portugal/Lusa | quarta-feira, 31 de Outubro de 2012

Personagens bizarras, bruxas, diabos, duendes e mafarricos vão encher, na noite de quarta-feira, as ruas de Vilar de Perdizes, para pregar «sustos de morte» aos visitantes, num alegre hino à bruxaria.
O ponto alto da noite, como vem sendo habitual, é a preparação da «queimada», licor feito à base de aguardente, canela, maçã e açúcar pelo padre António Fontes, conhecido por «Dom Bruxo», com efeitos, alegadamente, esconjurativos de todos os males do corpo e da alma e, nomeadamente, da crise económica.
Antes de servir a «queimada» – «mistela abençoada» – o «Dom Bruxo» faz o esconjuro da bebida, recitando a ladainha «mochos, corujas, sapos e bruxas, demónios, trasgos e diabos, espíritos das enevoadas veigas», livrando-a de maus-olhados, feitiços e bruxedos.
O sacerdote explicou que a queimada é uma brincadeira, uma fantasia e um entretenimento.
«Sou anti-bruxo, anti-magia e anti-feitiçaria. As pessoas cultivam essa imagem de mim porque, na verdade, também me exponho a essa convicção», relembrou.
Para assinalar a data, os moradores decoram as casas e estabelecimentos comerciais com abóboras iluminadas e vassouras.
Os restaurantes de Vilar de Perdizes, decorados com motivos ligados ao azar, têm preparado um jantar «endiabrado» que promete deliciar e assustar os convivas com animação a cargo do grupo de teatro Filandorra.
No final do jantar, segue-se um cortejo «embruxado» com os participantes a viverem situações inesperadas, com a presença de personagens ocultas à luz de velas a provocar muitos percalços e sustos.
No final do desfile pelas ruas, será eleita «a melhor bruxa», «o melhor diabo» e «a melhor máscara».
Noite dentro realizar-se-á um baile de bruxos.
A Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes, organizadora do evento, adiantou que esta iniciativa é uma forma de atrair gente de norte a sul do país, potenciar a economia local e proporcionar uma «noite do outro mundo».

Local: Vilar de Perdizes Horários: 15h00-24h00

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Samhain – Halloween


Samhain

Samhain (Festa de Todos os Santos, All Hallows, Mischief Night, Hallowmas, Noite de Saman, Samaine, Halloween, All Hallows Eve)

Samhain (pronuncia-se Sou-ein) é festejado a 31 de Outubro, celebrando a última das colheitas. Popularizada como a Noite das Bruxas, ou Halloween, nos países anglo-saxónicos, esta noite é também aquela em que o véu que separa o mundo material do espiritual é mais fino, facilitando o contacto com os nossos antepassados. Os Portões das Sidhe, que dividem os dois mundos, estão abertos e nem os humanos nem as fadas precisam de senhas para entrar e sair. O Outro Mundo concilia-se com o nosso à medida que a luz do Sol baixa e o crepúsculo chega.

Entre os diversos rituais associados a este festival está a realização de uma ceia em silêncio, através da qual se tenta contactar com aqueles que já cruzaram os portais entre os dois mundos. De igual forma, é tradicional deixar um lugar à mesa destinado aos antepassados, servindo os respectivos pratos como se eles estivessem fisicamente presentes na ceia.

Para aqueles que não têm família para celebrar seus ancestrais, é comum deixarem-se alimentos no exterior da casa, na porta de entrada, em homenagem aos familiares e amigos desencarnados.

Nesta época do ano, o pico do Outono no hemisfério Norte, o frio cresce e a morte vaga pela Terra. O Sol enfraquece rapidamente, enquanto a sombra cresce e as folhas das árvores caem, anunciando a chegada do Inverno. O Sol está em seu ponto mais baixo no horizonte, segundo as medições feitas na antiga na Britânia e na Irlanda, razão pela qual os celtas escolheram esta celebração, em lugar do Yule, o Solstício de Inverno, para representar o Ano Novo.

Na Antiguidade, os europeus assinalavam esta época das últimas colheitas com o sacrifício dos seus gados, uma forma de aproveitar a carne dos animais que não conseguiriam sobreviver aos rigores do Inverno. Deste modo, apenas os mais fortes seriam mantidos para o ano seguinte.

No sentido mais espiritual, a noite de Samhain marca o momento em que o Velho Rei morre e a Deusa Anciã lamenta sua ausência nas próximas seis semanas. Apesar da morte do Deus, que se torna no Senhor da Morte e das Sombras, a sua alma permanece viva na criança ainda por nascer que crescer na Deusa e que simboliza a nova vida. Este momento simboliza a morte das plantas e a hibernação dos animais.

O Halloween é também um festival do fogo, facto que é assinalado com o acender de fogueiras que servirão para iluminar o caminho dos espíritos para o Outro Mundo, também chamado País de Verão.

Para que os espíritos encontrem o caminho para o nosso mundo, bem como sejam guiados na sua jornada de regresso, é habitual colocar uma vela acesa na janela da casa.

Sendo esta considerada como a noite mais mágica do ano, o Samhain é igualmente tido como sendo um momento muito favorável para as práticas divinatórias, nomeadamente, no que concerne a fortunas e casamentos futuros. Para tal, colocavam-se várias maçãs num grande barril de água, em redor do qual as mulheres se reuniam. A primeira que conseguisse apanhar uma das maçãs seria a primeira a casar no ano seguinte.

Contudo, a prática do Samhain que maior fama granjeou foi a das máscaras de abóbora, chamadas Jack O’Lantern  e que mantém até aos dias de hoje, integrando as actuais celebrações do Halloween.

A sua origem não é clara, sendo atribuída tanto aos escoceses como aos irlandeses. Sabe-se que as máscaras eram utilizadas por pessoas que precisavam sair durante a noite de Samhain, uma vez que as sombras provocadas pelas faces esculpidas nas abóboras afastavam os maus espíritos e todos os seres do outro mundo que vinham para perturbar. As mesmas máscaras eram também colocadas nos batentes das janelas e em frente à porta de entrada para proteger toda a casa.

Já a tradição de percorrer as casas da vizinhança pedindo doçuras ou travessuras tem origem celta. Contudo, era um ritual praticado pelos adultos e não pelas crianças, como sucede actualmente, que se deslocavam de casa em casa, cantando, e que eram presenteados pelos habitantes.

O Samhain é um tempo para a reflexão, no qual olhamos para o ano mágico que passou e estabelecemos as metas para nossa vida no ano que entra.

Pedir o pão por Deus


Pedir o pão por Deus

A tradição de pedir doçuras ou travessuras tem a sua “versão” bem portuguesa.

Trata-se de “pedir o pão por Deus”, ainda hoje celebrada no Centro e na Estremadura, bem como nalgumas regiões dos Açores, de onde rumou para o Brasil através dos emigrantes.

Nos arredores da Grande Lisboa, esta tradição ganhou força depois do terramoto de 1 de Novembro de 1755, quando as pessoas que perderam todos os seus bens na catástrofe se viram obrigadas a Pão por Deus nas localidades que não tinham sofrido danos.

Celebrada no dia 1 de Novembro, esta tradição leva as crianças de porta em porta pedindo o Pão por Deus. Na origem deste ritual as pessoas ofereciam socas de milho, batata doce, castanhas, bolos de massa doce, rebuçados, figos passados, etc. Actualmente, enquanto recitam versos, recebem guloseimas diversas, como rebuçados e chocolates, pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, tremoços e amêndoas ou castanhas que colocam dentro de sacos de pano, de retalhos ou de borlas. Nalgumas regiões do País, os padrinhos oferecem também um bolo confeccionado especialmente para o efeito, o Santoro.

Aqueles que nada entregam às crianças, recebem em troca versos maldosos:

Soca vermelha, soca rajada tranca no cú a quem não dá nada

Ou

O gorgulho gorgulhote,

lhe dê no pote,

e lhe não deixe,

farelo nem farelote.

ou

Esta casa cheira a alho

Aqui mora um espantalho

Esta casa cheira a unto

Aqui mora algum defunto.

 

Quem não dá, desculpa-se assim:

Olha foram-me os ratos ao pote e não me deixaram farelo nem farelote!

 

Entre os versos recitados pelas crianças para pedir o Pão por Deus, contam-se:

Bolinhos e bolinhós

Para mim e para vós

Para dar aos finados

Qu’estão mortos, enterrados

À porta daquela cruz

Pão, pão por deus à mangarola,

encham-me o saco,

e vou-me embora.

ou

Pão por Deus,

Fiel de Deus,

Bolinho no saco,

Andai com Deus.

ou

Truz! Truz! Truz!

A senhora que está lá dentro

Assentada num banquinho

Faz favor de s’alevantar

Para vir dar um tostãozinho.

Quando recebem as oferendas, as crianças agradecem:

 

Esta casa cheira a broa

Aqui mora gente boa.

Esta casa cheira a vinho

Aqui mora algum santinho.

 

 

 

FESTA DA CABRA E DO CANHOTO


FESTA DA CABRA E DO CANHOTO – Dia 31 de Outubro

Festa da Cabra e do Canhoto 2012 – Foto Associação Raízes Aldeia de Cidões

Reza a lenda que: “numa noite de folia e transgressão, generosidade e alegria, canhotos hão-de criar uma fogueira que ainda se faz numa encruzilhada e ai daquele que não se aqueça nessa fogueira ou que não coma do banquete que ali se preparará” já que a “quem no canhoto não se aquecer e da cabra não comer, um ano de azar vai ter”.

 
Ao contrário do que muitos defendem, Portugal tem as suas tradições bem enraizadas no que respeita à Noite das Bruxas.

Embora de características muito diversas das celebrações feitas nos países anglo-saxónicos, são bastante peculiares os festejos portugueses.

Um desses casos é a Festa da Cabra e do Canhoto, também conhecida como a Lenda das Almas, realizada na aldeia de Cidões, no concelho de Vinhais.

No lugar do Cimo do Povo, em Cidões, os mordomos têm a responsabilidade de reunir grossos troncos – chamados canhotos de madeira – que devem ser roubados ou não arderão, diz a tradição, e que, uma vez colocados numa pilha que atinge alguns metros de altura, darão lugar a uma fogueira de grandes dimensões. Ao lado, é feita outra fogueira, mais pequena, na qual serão cozinhadas as cabras, “velhas e boas cabras, machorras” (estéreis) em potes de ferro.

O canhoto e a cabra machorra são a representação do Diabo, que é queimado na fogueira, e da sua mulher infértil, que serve de refeição a todo o público que esteja presente na festa.

Enquanto os convivas esperam pelo repasto, são servidas castanhas assadas, figos secos e nozes acompanhados com vinho de produção local, feito com uvas que crescem nas encostas do rio Tuela, e a aguardente queimada, tudo  acompanhado por “histórias de arrepiar, de outros tempos”. Não pode faltar aos convivas o ulhaque (*), uma bebida tradicional de Cidões. À volta da fogueira maior juntam-se tocadores de concertina e cantadores espontâneos cantando canções populares.

Ao longo da noite, os rapazes mais jovens roubam os vasos de flores que enfeitam as varandas e colocam-nos ao longo da rua, virando a aldeia do avesso e passeando um carro de bois que fazem chiar de forma a que ninguém durma. Em cima do carro de bois segue o Diabo, trajado a rigor, que protesta contra a morte da cabra, a sua esposa.

A população procura, com este ritual, evocar as energias renovadoras e propiciatórias do caos que caracteriza o fim e o princípio de um ciclo, o que realmente se celebra nesta noite.

No dia 1 de Novembro, após a realização da missa pelos finados e ida ao cemitério, é feito o leilão da lenha roubada, no largo da aldeia, cujos proveitos irão contribuir para a realização das próximas missas em honra dos falecidos.

A Festa da Cabra e do Canhoto tem origem na tradição celta, segundo a qual se deve acender uma grande fogueira numa clareira, na parte mais alta da localidade, para celebrar neste dia o Samhain, o fim de um ano e inicio de um novo, um ritual relacionado com a actividade agrícola, a época das colheitas. Os cristãos transformaram a data no Dia de Todos os Santos e no Dia de Finados, numa alusão supersticiosa a essa ligação.
Ainda em Trás-os-Montes, a noite é também assinalada com a presença do fogo em Argozelo, concelho de Vimioso, onde é tradicional os habitantes juntarem-se ao lume para rezar, assar castanhas e conviver, uma tradição secular. Entre as orações e o convívio bate-se com a moca na fogueira para espantar o mal e avivar o lume.

(*)ULHAQUE

Conforme referiu ao CastelodaSandrix a Associação Raízes Aldeia de Cidões, a bebida tradicional local, denominada Ulhaque é:

“Bebida celta.
Aprecie a nossa qualidade com moderação. Bebida pura e autentica, feita em Pote de aguardente, à base de bagaço e chá d`ervas, Beze dó cubo e medronhos dó rigueiral. Duplamente filtrada e armazenada em tonéis de madeira. Receita CELTA ancestral que deve ser bebida gelada. Desde a tira do bagaço do lagar até à coleta das ervas, passando pela destilação controlada no pote d`aguardente tradicional, até ao processo de armazenamento e posterior engarrafamento, todo o cuidado é pouco para produzir a melhor bebida Ulhaque, preservando a sua
inconfundível qualidade.

Receita recuperada de bebida preferida dos Celtas e mantida até aos dias de hoje. Pela sua excelente qualidade e fino sabor, é usada como esplêndido aperitivo e delicioso digestivo. Com gelo torna-se um apreciado refresco. Agora no Outono e Inverno não precisa de gelo.

Das encostas do Rio Tuela em Cidões sai este puro e delicioso néctar.”

 

Camilo Castelo Branco – Heróis Populares Portugueses 24


Camilo Castelo Branco – Heróis Populares Portugueses 24

Nascido em Lisboa a 16de Março de 1825, Camilo Castelo Branco era filho natural de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, oriundo de uma família da pequena burguesia trasmontana. Contudo, perde a mãe aos dois anos e o pai aos dez e, por decisão familiar, segue para Vila Real para casa de uma tia paterna, Rita Emília.

Quando em 1839 a sua irmã Carolina, que o acompanhara para casa da tia, contrai matrimónio com futuro médico Francisco José de Azevedo, Camilo vai viver com o casal para Vilarinho da Samardã. É aqui que, através do irmão do cunhado, o Padre António de Azevedo, recebe a sua primeira formação em doutrina cristã, latim, francês e língua portuguesa.

A 18 de Agosto de 1841, com 16 anos, Camilo casa com Joaquina Pereira da França, uma camponesa originária do lugar de Friúme, no concelho de Ribeira de Pena, onde exercia as funções de amanuense. No entanto, o enlace duraria pouco. O casal chegou a ter uma filha, que viria a morrer em 1848. A esposa de Camilo morreria alguns meses antes da filha.

A seguinte dona do coração de Camilo foi Patrícia Emília, que dele teve também uma filha, Bernardina Amélia (25 de Junho de1848), seguida de Isabel Cândida Mourão, religiosa do Convento da Avé Maria, e, por fim, de Ana Plácido, que seria o amor da sua vida.

No que concerne à sua formação académica, Camilo frequentou a Escola Médico-Cirúrgica  do Porto entre 1842 e 1845. No ano seguinte ruma a Coimbra, segundo se crê para estudar Direito, embora nunca tenha iniciado o curso.

Volta então a Vila Real e em 1848 fixa-se no Porto, pretendendo trabalhar como jornalista. Em 1850, matricula-se no Seminário daquela diocese, com a intenção de se ordenar, mas a vocação esfumou-se pouco tempo depois.  

É então que conhece Ana Augusta Plácido, casada com um comerciante regressado do Brasil, Manuel Pinheiro Alves. Ana abandona o marido e foge com Camilo para Lisboa.

Do escândalo resulta a reclusão de Ana Plácido no Convento da Conceição de Braga (Julho de 1859), mas que dura pouco mais de um mês, já que a jovem foge, retomando a convivência com Camilo. Instaurado o processo por adultério, é presa na Cadeia da Relação do Porto, estabelecimento onde Camilo se entregará em Outubro de 1859, depois de vaguear pelo Minho e Trás-os-Montes.

Os dois são absolvidos, indo viver para Lisboa, onde, em 1863, nasce o filho Jorge. No ano seguinte, com a morte de Pinheiro Alves, a família instala-se em São Miguel de Ceide. Sem outros recursos, Camilo faz da pena o ganha-pão, o que se prolongará pelos seus últimos 25 anos de vida. Os filhos revelam uma pretensão para a tragédia na vida, tal como a escrita do pai: Manuel, após uma falhada aventura comercial em Angola, entrega-se aos excessos da boémia e morre em 1877; Nuno segue-lhe o exemplo, numa sucessão ininterrupta de aventuras, jogo e degradação e um casamento de escândalo; e Jorge, que começara desde cedo a revelar sinais de perturbação mental, mergulhou pouco a pouco num estado de demência irrecuperável.

Em 1858, por proposta de Alexandre Herculano, é eleito para a Academia das Ciências e em 1885 é agraciado por D. Luís com o título de visconde de Correia Botelho.

Em 1888, apesar do fogo romântico inicial se ter extinto, casa com Ana Plácido.

Atormentado pela doença e pela tristeza e sob a ameaça de cegueira, Camilo acaba por se suicidar no primeiro dia de Junho de 1890.

 Entre a sua vasta obra literária contam-se os seguintes títulos:

Anátema (1851)

Mistérios de Lisboa (1854)

A Filha do Arcediago (1854)

Livro negro de Padre Dinis (1855)

A Neta do Arcediago (1856)

Onde Está a Felicidade? (1856)

Um Homem de Brios (1856)

O Sarcófago de Inês (1856)

Lágrimas Abençoadas (1857)

Cenas da Foz (1857)

Carlota Ângela (1858)

Vingança (1858)

O Que Fazem Mulheres (1858)

O Morgado de Fafe em Lisboa (Teatro, 1861)

Doze Casamentos Felizes (1861)

O Romance de um Homem Rico (1861)

As Três Irmãs (1862)

Amor de Perdição (1862)

Memórias do Carcere (1862)

Coisas Espantosas (1862)

Coração, Cabeça e Estômago (1862)

Estrelas Funestas (1862)

Cenas Contemporâneas (1862)

Anos de Prosa (1863)

A Gratidão (incluído no volume Anos de Prosa)

O Arrependimento (incluído no volume Anos de Prosa)

Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado (1863)

O Bem e o Mal (1863)

Estrelas Propícias (1863)

Memórias de Guilherme do Amaral (1863)

Agulha em Palheiro (1863)

Amor de Salvação (1864)

A Filha do Doutor Negro (1864)

Vinte Horas de Liteira (1864)

O Esqueleto (1865)

A Sereia (1865)

A Enjeitada (1866)

O Judeu (1866)

O Olho de Vidro (1866)

A Queda dum Anjo (1866)

O Santo da Montanha (1866)

A Bruxa do Monte Córdova (1867)

A doida do Candal (1867)

Os Mistérios de Fafe (1868)

O Retrato de Ricardina (1868)

Os Brilhantes do Brasileiro (1869)

A Mulher Fatal (1870)

Livro de Consolação (1872)

A Infanta Capelista (1872) (conhecem-se apenas 3 exemplares deste romance porque D. Pedro II, imperador do Brasil, pediu a Camilo para não o publicar, uma vez que versava sobre um familiar da Família Real Portuguesa e da Família Imperial Brasileira)

O Carrasco de Victor Hugo José Alves (1872)

O Regicida (1874)

A Filha do Regicida (1875)

A Caveira da Mártir (1876)

Novelas do Minho (1875-1877)

Eusébio Macário (1879)

A Corja (1880)

A senhora Rattazzi (1880)

A Brasileira de Prazins (1882)

O Assassino de Macario

D. Antonio Alves Martins: bispo de Vizeu

Folhas Caídas

O General Carlos Ribeiro

Luiz de Camões

Sá de Miranda

Salve, Rei!

Suicida

O vinho do Porto

Voltareis ó Cristo?

Theatro comico: A Morgadinha de Val d’Amores; Entre a flauta e a Viola

A espada de Alexandre

O Condemnado: drama / Como os anjos se vingam: drama

Nas Trevas : Sonetos sentimentaes e humoristicos

O clero e o sr. Alexandre Herculano (1850)