http://ailhadasandrix.wordpress.com/2012/04/30/feio-terenas-na-academia-senior-da-covilha/

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História do dia do trabalhador


História do dia do trabalhador

No dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários.

Mas os trabalhadores não se deixaram abater, todos achavam que eram demais as horas diárias de trabalho, por isso, no dia 5 de Maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua.
Foi este o resultado desta segunda manifestação.

A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.

Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.

116 anos depois das grandiosas manifestações dos operários de Chicago pela luta das oito horas de trabalho e da brutal repressão patronal e policial que se abateu sobre os manifestantes, o 1º de Maio mantém todo o seu significado e actualidade.

Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se no dia 3 de Setembro e é conhecido por “Labor Day”. É um feriado nacional que é sempre comemorado na primeira segunda-feira do mês de Setembro e está relacionado com o período das colheitas e com o fim do Verão.

No Canadá este feriado chama-se “Dia de Oito Horas”. Tem este nome porque se comemora a vitória da redução do dia de trabalho para oito horas.

Na Europa o “Dia do Trabalhador” comemora-se no dia 1 de Maio. (in “Expresso”)

Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.

Beltane, as Maias


Beltane, as Maias

Beltane, Beltain ou Bealtaine é um festival de origem celta, dedicado inicialmente ao Verão e comemorado a 1 de Maio, no hemisfério Norte, e a 1 de Novembro no Sul. Actualmente, assume-se como a Festa da Primavera. O principal objecto da celebração é a fertilidade da Terra, simbolizando a união entre as energias masculina e feminina.

Na Antiguidade, eram acesas fogueiras nos topos dos montes e nos lugares considerados sagrados, nas quais as pessoas queimavam oferendas para que o poder do fogo fosse passado aos rebanhos. Os celebrantes saltavam as fogueiras para que se enchessem das mesmas energias.

Para celebrar o o desabrochar da Primavera, com o abrir das flores, as sementes e a vida da prole eram efectuadas danças e um banquete, enquanto as localidades eram enfeitadas com coroas de flores. Muitos grupos que seguem a espiritualidade céltica ainda celebram este Festival, assim como o outro.

Em Portugal

Em Portugal, esta tradição chegou até aos nossos, sendo ainda comemorada em diferentes localidades do País e assumindo a denominação de as Maias e os Maios.

As portas e as janelas são engalanadas com giestas e em Trás-os-Montes, tal como noutras zonas interiores e ao contrário do que sucede na faixa Atlântica, existe uma prática alimentar associada à festa, na qual as castanhas são rainha da celebração. São diversas as pessoas que as guardam para esta ocasião. Até porque, diz o povo, quem não o fez, ao cruzar-se com um burro, corre o risco de ser mordido pelo bicho, tal como vaticina o adágio: quem não come castanhas no 1º de Maio, monta-o o burro. No imaginário popular, Maio é o mês dos burros.

Já o hábito de comer as castanhas secas em Maio, estará relacionado com o facto de, no primeiro dia do mês, o chefe de família ir à fonte e esconjurar ou afastar com favas pretas os espíritos (o Maio) da sua família. Este facto deu também origem à expressão “Vai à feira e traz-me as maias (as castanhas piladas)”.

As giestas são colocadas no dia anterior para que as casas estejam floridas no momento em que começa o dia, para impedir o Maio, o Carrapato ou o Burro de entrarem. Em Trás-os-Montes, além de se enfeitarem as portas das casas com flores de giestas, as raparigas adornam um menino que dizem repre­sentar o Maio-Moço e passeiam-no pelas ruas com grande ruído alegre, cantando e bailando em volta dele.

Já na região Centro, para além das giestas à porta, os rapazes vestem-se de giestas e correm as ruas a pedir o Maio. Os donativos que recebem – dinheiro e castanhas – servirão para preparar o banquete cerimonial mais significativo desta quadra festiva. A Sul, costuma-se fazer uma boneca de palha, à qual chamam a Maia. Esta é ornada de flores e à noite as moças cantam e dançam em seu redor:

O meu Maio-moço
Ele lá vem,
Vestido de verde
Que parece bem.
O meu Maio-moço
Chama-se João,
Faz-me guarda à casa
Como um capitão.

Por vezes a Maia é mesmo uma rapariguinha vestida de branco e coroas de flores na cabeça que, rodeada por um bando de jovens, vai de porta em porta pedir:

Esmolinha à Maia,
para um pandeiro;
que não tem dinheiro!

Geralmente a população colabora no peditório. Mas para aqueles que nada dão o grupo lança a seguinte tirada:

Este Maio é de lírios
E o vosso é de assobios!

No Sul do País há também o costume de a primeira refeição do dia ser composta pelo  chamado Queijinho de Maio, um bolo feito à base de figos secos, amêndoas, açúcar, erva-doce e canela, acompanhado pela aguardente de medronho. Em todas as casas se faz, pelo menos, um bolo para ser, obrigatoriamente, comido neste dia. No primeiro dia de Maio o povo pede à Virgem protecção para as sementeiras e enramalha com giestas e outras plantas, de bem-fazer, os currais do gado impedindo, assim, que o quebranto ou mau-olhado entrem.

De acordo com alguns investigadores, a origem da tradição das Maias perde-se no tempo e pode ter várias explicações. Segundo alguns, a Maia era uma boneca de palha de centeio, em torno da qual havia danças toda a noite do primeiro dia de Maio. Por vezes, podia ser também uma menina de vestido branco coroada com flores, sentada num trono florido e venerada, todo o dia, com danças e cantares.

Esta festa, de reminiscências pagãs, foi proibida várias vezes, como aconteceu em Lisboa no ano de 1402, por Carta Régia de 14 de Agosto, onde se determinava aos Juízes e à Câmara “que impusessem as maiores penalidades a quem cantasse Maias ou Janeiras e outras coisas contra a lei de Deus…”. Ainda segundo outros, o nome do mês de Maio terá tido origem em Maia, mãe de Mercúrio, e a ele está ligado o costume de enfeitar as janelas com flores amarelas.

Com o advento do cristianismo, estes rituais pagãos foram associados a festas católicas, como a da Santa Cruz ou ao Corpo de Deus.

A obesa e o paralítico


A obesa e o paralítico

Algumas das sociedades actuais, entre as quais a portuguesa, vivem no medo da pandemia da obesidade, aquele que anda sempre de mãos dadas com a ditadura da magreza. Os gordos são, muitas vezes, vistos como menos capazes que os magros ou os “normais”.

Como se isto não fosse mau o suficiente, muitas das mesmas sociedades consideram que uma pessoa com mais de 40 anos é velha, logo, não presta para nada.

Mais ainda. se for um portador de deficiência, é um coitadinho para o qual temos que construir rampas por todo o lado para lhe facilitar a fuga aos nossos olhos e à nossa consciência.

Felizmente, existem exemplos que provam claramente que qualquer uma destas premissas é errada. basta olhar para o país mais rico da Europa: é governado por uma senhora obesa e por um velhinho. Paralítico, ainda por cima.

Avenida da Liberdade


Avenida da Liberdade

“All the great things are simple, and many can be expressed in a single word: freedom, justice, honor, duty, mercy, hope.” Winston Churchill

“There is no easy walk to freedom anywhere, and many of us will have to pass through the valley of the shadow of death again and again before we reach the mountaintop of our desires.” Nelson  Mandela

“I may not agree with what you say, but I will defend to the death your right to say it.” Voltaire

“Freedom is never voluntarily given by the oppressor; it must be demanded by the oppressed.” Martin Luther King, Jr.

“Freedom is the oxygen of the soul.”  Moshe Dayan

“Freedom is nothing else but a chance to be better.”  Albert Camus

“The price of freedom is responsibility, but it’s a bargain, because freedom is priceless.” Hugh Downs

“Freedom comes from human beings, rather than from laws and institutions.” Clarence Darrow

“Everything that is really great and inspiring is created by the individual who can labor in freedom.” Albert Einstein

“Freedom is not the right to do what we want, but what we ought. Let us have faith that right makes might and in that faith let us; to the end, dare to do our duty as we understand it.” Abraham Lincoln

“A liberdade vem da conquista, e requer o entusiasmo do saber que está no caminho certo, isso é recompensador.” Eça de Queiroz

 LIBERDADE
(latim libertas, -atis)

s. f.
1. Direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem.
2. Condição do homem ou da nação que goza de liberdade.
3. Conjunto das ideias liberais ou dos direitos garantidos ao cidadão.
(in Dicionário Priberam)
Alguns antónimos de liberdade: Cuba, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Síria, Vietname, Paquistão, Sudão, Bielorrússia, Irão, Iémen, China, Gabão, Argélia, etc.

freedom  vryheid  liri  Freiheit  حرية  ազատություն  azadlıq  askatasuna  স্বাধীনতা свабода  свобода  ಸ್ವಾತಂತ್ರ್ಯ  llibertat  svoboda  自由  자유   libète  sloboda  frihed  sloboda  svoboda  libertad libereco  vabadus kalayaan  vapaus  liberte  liberdade  rhyddid  თავისუფლება  ελευθερία  સ્વતંત્રતા  חופש  स्वतंत्रता  vrijheid  szabadság  פרייַהייַט  kebebasan  saoirse  frelsi  libertà  自由  libertatem  brīvība laisvė  слобода  kebebasan  libertà frihet  آزادی  wolność  Liberdade  Свободы  Либердаде  uhuru  frihet  เสรีภาพ  சுதந்திரம்  స్వతంత్రత  özgürlük  свобода  آزادی      tự do

Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão


Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão

Nota prévia número 1: no decorrer do texto vão encontrar diversas citações, um facto que facilita muito o escrevinhar de um artigo mas que revela, na maior parte das vezes, a incapacidade intelectual do escrevinhador ou a sua falta de aptidão para manobrar/manipular o vasto vocabulário que constitui a língua portuguesa.

No meu caso, é uma opção temporária. Hoje apetece-me dar férias à minha inteligência e deixar-me envolver pela estupidez. Estupidez e não burrice, pois os burros são aqueles que têm dificuldades de aprendizagem e não os que podem aprender mas não querem porque dá muito trabalho.

Nota prévia número 2: este texto vai parecer-vos uma enorme salganhada, mas há dias assim. Dias em que nos apetece ser o personagem principal daquele filme norte-americano “Dia de Raiva” e disparar sobre tudo e sobre todos.

Nota prévia número 3: viram como o ministro das Finanças tem tanta desenvoltura a falar inglês? Será que a língua de Shakespeare lhe permite outro ritmo aos músculos da boca? Talvez ele devesse passar a falar sempre em inglês. Assim podia ser que alguém tivesse paciência para o ouvir até ao fim.

É este o País que quero para mim e para todos os outros que vêm atrás e irão, pelo andar desta carruagem, apagar a luz? Sim, porque apesar de não ter descendentes directos, ainda acredito que cria uma criança é a aldeia inteira e por isso preocupa-me o que vamos deixar aqueles a quem gostamos de chamar de “homens do amanhã”.

Um país que me imprime na mente, a ferro e fogo, uma imagem diária dos nossos avós a terem que decidir se compram os medicamentos ou se enchem a despensa?

Um país que me imprime na mente, a ferro e fogo, uma imagem diária dos hospitais públicos a terem que dar os medicamentos mais baratos aos doentes oncológicos?

Um país que me imprime na mente, a ferro e fogo, uma imagem diária de milhares de estudantes universitários a abandonarem as suas carreiras académicas por não terem dinheiro?

Um país que me imprime na mente, a ferro e fogo, uma imagem diária de um sem número de residentes no interior profundo ficarem sem o necessário (e o constitucionalmente garantido direito) à justiça?

Um país que me imprime na mente, a ferro e fogo, uma imagem diária de 25 estabelecimentos de restauração a fecharem portas todos os dias?

Um país que me imprime na mente, a ferro e fogo, uma imagem diária de encerramento forçado de projectos sociais de iniciativa particular acarinhados pelas populações mais desfavorecidas?

Um país que me imprime na mente, a ferro e fogo, uma imagem diária de centenas de milhares de trabalhadores que, acreditando estar a defender os direitos, estão apenas a ser manipulados pelos interesses partidários dos sindicatos?

Um país que me imprime na mente, a ferro e fogo, uma imagem diária de se ser velho aos 36 e quatro meses para trabalhar, ao mesmo tempo que não se pode reformar antes dos 65 anos?

Um país que me imprime na mente, a ferro e fogo, uma imagem diária de vítimas de crimes terem que fugir para se manterem a salvo enquanto o criminoso cumpre a sua pena suspensa no conforto do lar?

A população portuguesa, como qualquer outra, não é perfeita e também não é isenta de culpas no que respeita à situação catastrófica a que o País chegou.

Ainda não conseguiram deixar de parte a ideia que o Estado, Deus ou qualquer outra entidade não palpável é que tem a responsabilidade de resolver tudo. Deita o lixo para o chão ao lado da papeleira porque paga impostos para os empregados da Câmara limparem a rua.

Recusa-se a limpar o matagal que cresceu em redor da sua habitação porque o vizinho também não o faz. Não deixa de fazer fogueiras na mata durante o Verão, mas quer receber uma indemnização quando os incêndios florestais lhe consomem os bens.

Quando alguém se salva de uma desgraça, não foi graças à pronta actuação das forças de emergência, mas sim à Nossa Senhora.

Diz o pior possível dos Governos, mas não faz uso da sua maior arma para lhes mostrar quem realmente tem a faca e o queijo na mão: não levanta o rabo do sofá para ir votar numa escola a 200 metros de casa. Mas veste o seu melhor fato de treino para viajar dez quilómetros até ao centro comercial.

Não somos perfeitos, de facto.

Sobretudo, porque, como nós próprios dizemos, o pior cego é aquele que não quer ver.

Portanto, está na hora de abrir os olhos.

Está na hora de não deixar que as transportadoras de passageiros continuem a alterar as carreiras, os percursos e os horários a seu bel-prazer – traduzindo, para criar novos mercados para as congéneres privadas, notoriamente mais caras – literalmente, do dia para a noite, sem qualquer aviso aos utentes. Continuem a fazer figura de parvos quando, na manhã do dia seguinte, forem para a paragem habitual e perceberem, ao fim de uma hora, que o autocarro que apanham todos os dias deixou de passar por ali. No dia anterior. À noite. Aproximadamente uma semana depois, vão poder consultar os indicadores dos novos percursos nas paragens. Nas novas, naturalmente.

De não deixar que as ilustres cabeças dos membros da classe política – e também de alguns candidatos a aprendiz de feiticeiro – continuem a tratar-vos como se fossem uma manada de preguiçosos encostados à sombra da bananeira à espera que o dinheiro caia do céu. Isto quando vocês de levantam às cinco da matina para apanharem o barco e três autocarros para o trabalho que é pago a recibos verdes – mais uma singularidade portuguesa que devia ser reconhecida como Património Mundial – por três euros à hora. Parece que o tal exército invisível, como alguém lhe chamava num recente reportagem da RTP1, não trabalha. Deixa os filhos na escola às seis da manhã e só os volta a ver às 11 da noite porque lhe apetece. E come latas de atum dia sim, dia sim porque é saudável, enquanto outros tomam refeições de luxo por dez euros. Na Assembleia da República.

De deixar que as cantinas escolares estejam abertas durante o período de férias académicas para que algumas crianças possam ter, ao menos, uma refeição diária completa.

De deixar que a classe política e os Governos insistam em nivelar o País e a sua força laboral com os países do Terceiro Mundo em lugar de apostarem no seu crescimento para poder competir com quem sabe o que faz. Nenhum de nós quer ver o País transformado na China ou na Índia da Europa. Queremos sim ser a nova Alemanha da Europa. Até a Natureza percebeu a diferença, ao abençoar-nos com um clima significativamente melhor que o alemão, o chinês ou o indiano. E muitos outros. Aproveitemos.

De deixar de ter um País de falsas elites que considera um juiz ou um médico um ser superior e de inteligência maior quando, na realidade, são tão cidadãos como os outros. Apenas tiveram a possibilidade de prosseguirem a sua carreira académica até ao topo, como tantos outros que não são elite e recorrem a uma linguagem hieroglífica para criarem a falsa ilusão que o seu QI é mais elevado. Hoje dia, os canalizadores e os electricistas e tantos outros como eles são as verdadeiras elites. Vão perceber do que falo quando precisarem dos serviços deles e não os conseguirem contratar.

Um dia destes ainda vou fazer como o norueguês idiota, o Breivick. Não, não vou planear matar o Governo e mais 500 pessoas, mostrando ao mundo a nova face do terrorismo. Tal como lembrava o comentador de assuntos criminais do programa da manhã da SIC, hoje em dia basta apenas (sim, eu sei que é uma repetição ou um pleonasmo ou talvez não) um homem para provocar uma desgraça tão grande como as que resultavam das pilhagens dos vikings.

Não. Vou assaltar um banco e usar a desculpa do idiota do norueguês (viking, por sinal), dizendo que foi em legítima defesa. Afinal, o banco roubou-me tanto dinheiro em taxas e em juros que eu apenas estou a usar a mesma moeda. Ou melhor dizendo: ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.

Para terminar em beleza, e ao contrário do que tem sucedido até aqui, no mais vernáculo dos vernáculos: fuck them all. Pardon my french, como diriam os americanos. Não se ofendam, escolhi dizê-lo em inglês porque há mais buscas pela expressão anglo-saxónica do que pela portuguesa. Googlem.

P.S. – Last but not least, ou melhor, os últimos são sempre os primeiros: obrigado ao 25 de Abril de 1974 ou não poderia estar aqui a dissertar desta forma.

Na realidade, o mais provável é que estivesse a viver num qualquer bairro de lata nos arredores da capital, sem fazer a mais pequena ideia do que seria a internet. 

Ou a fazer um retiro espiritual (a melhor definição de prisão que já ouvi e que pertence a Otelo Saraiva de Carvalho) no Tarrafal ou a treinar aranhas em Caxias.

Ou quem sabe, com o mau feitio que me caracteriza (felizmente), estaria já a fazer tijolo sem que a família soubesse do meu paradeiro. 

E pensar que só vivi nesta “animação” durante os primeiros quatro anos da minha vida. E ainda para mais, não me lembro de nada. Mas faço toda a questão de não nunca me esquecer. Nem de deixar que ninguém se esqueça.

Até que a voz me doa.

Para aqueles que acham que isto no tempo da Outra Senhora é que era bom, sugiro-vos que emigrem para um destino feito à vossa medida e, convenientemente para mim e para os restantes que são demasiado inteligentes para conviverem com criaturas medievas, longínquo: a Coreia do Norte. Parece que é tão bom que nem sequer existe obesidade mórbida.