Fim de um amargo casamento


Fim de um amargo casamento

No final deste ano de 2011, tomei a grande decisão de uma vida: por fim a um casamento infeliz que durou 41 penosos anos.

Aceitei, enfim, que lutar pelo amor de alguém que não nos ama, nos desrespeita, que nos maltrata, que nos rouba e que nos trai, não vale a pena.

É certo que houve momentos menos maus, alguns breves instantes que me levaram a pensar que, talvez, mas só talvez, o meu esforço fosse um dia recompensado.

Mas foram meros instantes, que duraram o mesmo tempo que o Diabo leva a esfregar um olho.

Portanto, vou fazer as malas e deixar para trás estes amargos 41 anos de desamor. Não foi uma decisão fácil nem rápida, mas foi, certamente, uma decisão essencial para o meu bem-estar enquanto ser humano pensante (não pensem que foi uma gralha). O facto de saber que existe, algures, alguém disponível que abrirá os braços para me acolher, exigindo-me em troca apenas aquilo que também eu pretendo receber, respeito, ameniza a dor.

Uma coisa é certa: a dor de ter desperdiçado 41 anos de vida a amar quem não me amou é muito maior do que qualquer outra dor.

Não deixei de amar e tenho a mais absoluta das certezas que nunca deixarei. E não tenho vergonha de um dizer. Mas acabou. Não darei mais nada a este casamento.

Ao meu ex-amor deixo apenas a convicção que o grande perdedor desta relação é ele e não eu.

Pois é, meu querido Portugal, meu ex-amor.

Eu estou a costurar uma vida nova.

Tu vais ficar sem uma parceira capaz de fazer qualquer coisa por ti.

Azar.

Com licença da expressão, que a idade já me permite algumas libertinagens de linguagem, desmerda-te como quiseres, que comigo não contas mais.

Agora é a minha vez de te dizer que não me serves para nada.

Bom 2012 àqueles que o merecem.

A Portugal não vale a pena desejar nada, nem de bom, nem de mau.

Até porque Portugal não me ouve. Sempre foi um amante surdo.

Vou amar para outro lado.

Não porque alguma cabeça que se julga ilustrada me manda ir, mas porque quero.

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Bom 2012/Happy new year


Bom 2012/Happy new year

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Yule – Solstício de Inverno


Yule – Solstício de Inverno

Yule - Solstício de Inverno

 

Yule, com origem no Norte da Europa, celebra-se desde os finais do mês de Dezembro até aos primeiros dias de Janeiro e foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, estando associada ao renascimento.

Actualmente, as celebrações centram-se no fenómeno astronómico que marca o início do Inverno. A palavra solstício tem origem no latim Sol e sistere, ou seja, que não se move e ocorre quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do Equador.

Também conhecida como Ritual de Inverno, Meio do Inverno e Alban Arthan, esta é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer e as horas de escuridão a diminuir, pelo que é o festival do renascimento do Sol e o tempo de glorificar o Frey, um deus associado à fertilidade, à paz e à prosperidade, e de dizer adeus à Grande Mãe. De igual forma, o Yule é ainda o momento de celebrar a união da família e as realizações do ano que passou.

Algumas daquelas que são interpretadas hoje como tradições de Natal são, na realidade, práticas associadas ao Yule, como a decoração de uma árvores (Yggdrasil) o pendurar o visco e o azevinho ou queimar o tronco. Algumas correntes de historiadores defendem que o dia 25 de Dezembro foi escolhido pela Igreja Católica para marcar o nascimento de Jesus Cristo para que as tradições pagãs do Solstício pudessem ser eliminadas.

Quanto ao tronco de Natal, a sua queima tem origem no costume de acender uma fogueira que simbolizava a vida e o poder do Sol, renascido nesta altura do ano.  O facto de  se tratar de um tronco de carvalho está relacionado com as práticas druídicas, uma vez que esta é a árvore da Vida. O pinheiro pode também ser utilizado na queima, já que simboliza os deuses que agonizam nesta altura, como Attis, Dionísio ou Woden. Na Antiguidade, as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica e eram aspergidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.

já no que respeita a pendurar o visco sobre a porta, este era considerado pelos  druidas como a Árvore Dourada, com um profundo poder mágico, sobretudo, curativo e que permitia aos mortais acederem ao Submundo. Algumas sociedades viam o visco como a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco teve origem na ideia que seus frutos brancos eram gotas do sêmen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. Desta forma, a essência doadora de vida do visco fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram nesta época.

A tradição de decorar árvores de Natal desenvolveu-se nos bosques de pinheiros associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore são símbolos do Sol, da Lua e das estrelas, representando igualmente as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (as actuais prendas de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades.

Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Pai Natal (Santa Claus) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o “Cristo na Roda”, um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.

Bairro Alto


Bairro Alto

Bairro Alto faz 498 anos a desejar visitantes diurnos

O Bairro Alto, em Lisboa, assinala este mês o seu 498.º aniversário com um programa que inclui concertos, conferências e exposições fotográficas e de pintura, num momento em que os comerciantes lamentam a desertificação diurna deste espaço.

Este é o segundo ano em que a iniciativa Dia do Bairro Alto lembra a data de 15 de Dezembro de 1513, quando foi dada autorização para a construção de habitações na então Vila Nova de Andrade. Desta vez, as iniciativas culturais vão decorrer de 11 a 18 de Dezembro.

O presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, Belino Costa, disse à agência Lusa que o Dia do Bairro Alto é um “mecanismo” para levar pessoas à zona, que nos últimos anos viu sair as principais actividades económicas diurnas que ali se encontravam há várias décadas — jornais e ateliers de moda.

“O Bairro Alto é uma ilha que está isolada. Durante o dia está a desertificar-se e está excessivamente dependente da noite. Nós pretendemos um equilíbrio e reanimar o bairro durante o dia”, apontou.

Belino Costa adiantou que a questão da desertificação deste espaço durante o dia é um dos temas que vai ser discutido durante as duas conferências organizadas pelo Instituto Universitário de Lisboa, que vão decorrer a 13 e a 15 de Dezembro.

 (Fonte DN  http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2166022&seccao=Sul)