O psicopata que há em mim


Recuso-me a ser exclusivo de alguém.

Recuso-me a dar o privilégio da minha amizade ou do meu amor a alguém que pensa que eu apenas posso ser dessa pessoa. Não sou de ninguém. Essas pessoas despertam em mim o psicopata adormecido que temos em nós. Não peço desculpa.

Recuso-me a conviver apenas e sempre com uns e nunca com outros.

Recuso-me. Tenho liberdade para o fazer e mesmo que não a tivesse, recusar-me-ia a fazê-lo.

Recuso-me a não dar a minha opinião de forma rude e violenta quando, do mesmo modo grosseiro, me provocam a fazê-lo. Recuso-me a não dar a minha opinião, ponto. Gostem ou não dela. Estou-me a lixar para quem não gosta.

Recuso-me a desperdiçar tempo a viajar para o passado. Só tenho tempo para viajar para o futuro.

Recuso-me ser boazinha como os outros entendem que devo ser. Não sou carneiro para fazer parte de um rebanho. Não sou boazinha, sou teimosa, muitas vezes cruel, de quando em vez arrogante e sempre vingativa. E orgulhosa.

Recuso-me a ser igual todos os dias, as horas do dia, a todos os minutos de todas as horas. Como dizia um dos homens que mais me influenciou, “todos nós somos vários ao mesmo tempo”. E ainda bem, porque não há nada mais triste que um ser humano que se mantém sempre o mesmo, acrescento eu.

 

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Fim de um amargo casamento


Castelodasandrix's Blog

Fim de um amargo casamento

No final deste ano de 2011, tomei a grande decisão de uma vida: por fim a um casamento infeliz que durou 41 penosos anos.

Aceitei, enfim, que lutar pelo amor de alguém que não nos ama, nos desrespeita, que nos maltrata, que nos rouba e que nos trai, não vale a pena.

É certo que houve momentos menos maus, alguns breves instantes que me levaram a pensar que, talvez, mas só talvez, o meu esforço fosse um dia recompensado.

Mas foram meros instantes, que duraram o mesmo tempo que o Diabo leva a esfregar um olho.

Portanto, vou fazer as malas e deixar para trás estes amargos 41 anos de desamor. Não foi uma decisão fácil nem rápida, mas foi, certamente, uma decisão essencial para o meu bem-estar enquanto ser humano pensante (não pensem que foi uma gralha). O facto de saber que existe, algures…

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Imbolg, Oimelc, Candlemas, Treguenda Lupercali


Imbolc – O Crescimento da Luz

(Imbolg, Oimelc, Candlemas, Treguenda Lupercalia)

Esta celebração,com origem na antiga Irlanda, celebra o crescimento da luz e homenagea a Deusa Brigid (também conhecida como Brighid ou Brigith), na fase de Donzela e como Noiva do Sol.

Apesar de ser celebrado no pico do Inverno, o festival, cujo nome significa “apressar-se”é dedicado ao aumento do dia, ou seja, da luz e ao início do despertar das sementes enterradas na terra ainda fria.

Em Portugal, as celebrações da Antiguidade do 2 de Fevereiro foram adaptadas para a cultura católica, comemorando-se, entre outras, a festa da Nossa Senhora da Luz ou Nossa Senhora das Candeias. Segundo a tradição popular, o estado do tempo neste dia condiciona o resto do Inverno: “Nossa Senhora a rir, está o Inverno para vir. Nossa Senhora a chorar está o Inverno a passar.”, isto é, se no dia estiver Sol ainda teremos muito tempo invernoso pela frente, enquanto se chover o Inverno já terá passado.

A vila de Vale do Peso, situada a 7 km de Crato, é um dos locais onde esta celebração é mais marcante.

De acordo com alguns investigadores, a festa tem origem na apresentação do Menino Jesus no templo e na purificação de Nossa Senhora, quarenta dias após o nascimento de Cristo. Dizia a tradição que as parturientes, após darem à luz, ficavam impuras, devendo inibir-se de visitar ao templo até 40 dias após o parto. Nessa altura, deviam apresentar-se ao sacerdote e oferecer o seu sacrifício (um cordeiro e duas pombas ou duas rolas), pudendo assim purificar-se.

Nossa Senhora da Luz era tradicionalmente invocada pelos cegos e tornou-se particularmente venerada em Portugal a partir do início do século XV. Segundo a tradição, deve-se a um português, Pedro Martins, muito devoto de Nossa Senhora, a descoberta de uma imagem da Mãe de Deus por entre uma estranha luz, em Carnide.

A este dia estão também associados alguns pratos gastronómicos, como o cozido à portuguesa, o refogado de borrego ou o arroz doce. Vilar – S. Jorge, na região de Arcos de Valdevez, no Minho, é outra das localidades que festejam a Senhora da Luz (a 1 e 2 de Fevereiro) e também aqui se faz uma procissão das velas.

No início da expansão do cristianismo, as populações mantinham a tradição pagã de acender velas, pelo que os sacerdotes começaram a encaminhar as procissões para o interior das igrejas, criando assim as procissões de velas.

A celebração de Imbolc tem lugar cerca de seis semanas depois de Yule (o momento do solstício de Inverno) e simboliza a recuperação da Deusa após o nascimento da criança solar e sua transformação numa Donzela jovem e cheia de vigor.

Brigid, ou Bride, representa a inspiração (arte, criatividade, poesia e profecia), a cura (ervas, medicina, cura espiritual e fertilidade) e da metalurgia (ferreiros, ourives e artesãos). Sendo uma época dedicada à inspiração, à renovação da vida e à cura, vive-se uma atmosfera propícia a novos projetos, a um perspetivar espiritual e a um renascimento das energias.

Sendo uma Deusa do Fogo, era homenageada com fogueiras, rodas solares, coroas de velas e rituais com as quais se pretendia despertar o fogo criador original.

Na Antiguidade, o dia de véspera era dedicado a apagar todos os fogos e luzes que seriam ateados de novo, com as brasas das fogueiras dedicadas a Brigith.

De acordo com a mitologia celta, é representada por uma donzela tocando, com seu bastão mágico, a terra que fora congelada pelo cajado da anciã, marcando o momento em que a terra desperta para a vida e permite o aumento do número de horas da luz solar.

Algumas tradições mantêm-se até aos dias de hoje. Em certos pontos do Reino Unido e na Irlanda as pessoas atam fitas ou pedaços de roupas nas árvores próximas às fontes tidas como sagradas, e que atualmente são dedicadas às santas católicas, orando para obter a cura de seus males.

No Norte da Europa, este era o momento de, em conjunto com as agruras do Inverno, enterrar os aspetos negativos da vida, enquanto se purificava a terra, salpicando-a de sal e cinzas.