Expo’98


Expo’98

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Comemoram-se os 15 da inauguração da Expo’98.

Para os que lá estiveram poderem recordar e para que aqueles que não tiveram a oportunidade de disfrutar, aqui ficam alguns apontamentos sobre a última Exposição Mundial do século XX.

Na minha memória, está bem viva como um conjunto irrepetível de momentos bem passados mas também como prova daquilo que a Nação é capaz de fazer quando se propõe a por um projecto de pé. Um exemplo de quão inúteis são os detractores mas igualmente de como quando o método e a vontade se aliam a vida se transforma.

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Como nasceu a EXPO’98

A ideia de organizar em Lisboa uma exposição internacional nasceu nos primeiros meses de 1989, com o objectivo de celebrar o quinto centenário das viagens dos navegadores portugueses dos séculos XV e XVI.

A ideia da realização de uma exposição internacional foi apresentada ao Governo e por este escolhida positivamente no outono de 1989.

Pensava-se numa exposição internacional especializada, construída num recinto de cerca de 50 ha, situado em Lisboa e capaz de acolher 60 países. O pedido formal de registo da data de 1998 foi apresentado Bureau International des Expositions (BIE), com sede em Paris, em finais de 1989.

Assim, propôs-se uma ambiciosa plataforma temática, que visava colocar os oceanos, a sua diversidade, a sua função essencial no equilíbrio planetário, sob as atenções da comunidade internacional, a quem a participação numa exposição deste género interessa em primeiro lugar.

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A escolha do local considerando a necessidade de transformar a cidade

A opção foi pela zona oriental de Lisboa  num vasta área degradada e poluída, ocupada por instalações industriais antiquadas, depósitos petrolíferos, velhos armazéns militares, um matadouro obsoleto e até uma lixeira a céu aberto. A realização da Exposição seria a oportunbidade para criar um novo conceito de ocupação do espaço que permitisse, no futuro, devolver à cidade de Lisboa uma importante faixa de território de cerca 5 km de extensão, situada à beira do rio Tejo.

A 23 de junho de 1992 a candidatura de Lisboa foi aceite, cabendo assim à capital portuguesa ser o palco da última exposição do seu género – internacional e temática – a realizar no século XX.

A partir de 1993, o projeto entrou em fase acelerada de conceção e desenvolvimento: planeou-se o desdobramento temático no recinto, desenhou-se a estratégia de promoção internacional, lançaram-se as primeiras campanhas de sensibilização interna, negociou-se a desocupação de espaço onde a Exposição viria a ser construída.

Ainda neste mesmo ano foi constituída a empresa Parque EXPO ’98, S.A., encarregada de lançar e executar o empreendimento, aprovado o plano geral de
urbanização de uma área de 330 ha, dentro da qual ficaria situado o recinto da exposição, então projetado para cerca de 50 há, e o lançamento, no âmbito da UNESCO, da ideia de proclamar 1998 Ano Internacional dos Oceanos, o que viria a ser aprovado pela ONU, em finais de 1994.

Já neste último ano foi a vez de da aprovação do plano de conteúdos do recinto, com os seus pavilhões temáticos e zonas internacionais, a negociação da construção de módulos que seriam postos gratuitamente à disposição dos participantes, com aproveitamento posterior pela Feira Internacional de Lisboa, a definição da “joia da coroa”, o mais moderno aquário do Mundo, o Oceanário de Lisboa, cuja contratação e construção começou em finais de 1994 e o início dos trabalhos de desmantelamento do recinto.

Os anos de 1995 e 1996 foram de consolidação e construção. Pouco a pouco, o terreno, limpo de instalações obsoletas, foi ganhando forma, à medida que se iniciava a construção das Áreas Internacionais Norte e Sul, do Pavilhão de Portugal, do Pavilhão do Futuro, do Pavilhão do Conhecimento dos Mares, da Estação do Oriente, grande plataforma intermodal de transportes que constitui, o “pulmão” do acesso em transporte coletivo à EXPO ’98. De igual forma, estabeleceu-se um novo objetivo da participação em 100 países e organizações (número que acabou por se fixar em 160), alargou-se o recinto de forma a conter um maior número de participantes e definiram-se os grandes sistemas de acesso viário, enquanto prosseguiam os trabalhos da nova linha de metropolitano que conduz à Exposição e deu-se início à construção, a norte do recinto, da Vila EXPO, conjunto de prédios de apartamentos destinados a acolher os funcionários e participantes internacionais.

Em1997 começou a construção do Teatro Camões, do Pavilhão da Realidade Virtual e do Vídeo-Estádio/Praça Sony, dando-se igualmente início à montagem dos conteúdos, a aprovação do Programa do Festival dos 100 Dias, o desenho da Animação, as negociações com os concessionários dos restaurantes, o calcetamento dos pavimentos e as encomendas de Arte Urbana.

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Apreciação dos Visitantes

Segundo os inquéritos realizados, 52% dos visitantes da Expo’98 gostou da Exposição e 43% gostou muito, ou seja, 95% de opiniões francamente positivas. Os restantes 5% distribuem-se igualmente pelo “assim-assim” e pelo “não gostei”.

Numa classificação de 0 a 20 valores, cerca de 70% dos visitantes classificou a Exposição entre 16 a 20, 82% dos visitantes manifestou intenção de regressar e 97,5% anunciou recomendar a visita a outras pessoas. Cerca de 65% dos visitantes disse que a EXPO ’98 contribuíu muito para o desenvolvimento de Portugal.

O número total de visitas efetivamente realizadas foi de 10.128.204, não se incluindo aqui. as entradas no Recinto de pessoas acreditadas, as quais totalizaram um aumento do referido número de visitas de 2.080.000, elevando a presença global para um pouco mais de doze milhões e duzentas mil pessoas.

O número de visitas ficou porém aquém das expectativas devido a dois fatores que ocorreram parcialmente em simultâneo: a agressividade do tempo durante o mês de maio e praticamente durante todo o mês de junho, e a realização do Campeonato Mundial de Futebol em França. .

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Oferta Cultural e Desportiva

Comemorando o tema da EXPO, Os Oceanos, Um Património Para o Futuro, o destaque foi para os pavilhões temáticos e respetivos conteúdos expositivos, Pavilhão dos Oceanos, Pavilhão do Conhecimento dos Mares, Pavilhão do Futuro, Pavilhão da Utopia e Pavilhão de Portugal, para as áreas temáticas, Exposição Náutica, Jardins Garcia de Orta, Jardins da Água, Alameda dos Oceanos, Vulcões de Água e a Doca dos Olivais, para os frequentes momentos de Arte Urbana, para o aproveitamento da frente ribeirinha do Tejo e a Exibição Náutica, com a presença de 320 embarcações e onde muitos países prolongaram os seus pavilhões.

No Recinto da Exposição a oferta cultural de animação e espetáculos concretizou-se em mais de 10.000 sessões, contados os diferentes espetáculos realizados ao ar livre, no Teatro Camões, na Marina Show ou no Espaço Adrenalina, incluindo as atuações dentro dos Pavilhões dos Participantes.

As intervenções artísticas de natureza temporária realizadas nos espaços cénicos existentes tiveram a presença de mais de 16,5 milhões de espetadores. A oferta de espetáculos permanentes assentou em três produções: Olharapos, Peregrinação e Acqua Matrix, tendo-se verificado a realização de 1.908 sessões às quais assistiram 8,7 milhões de espetadores.

Ainda em termos culturais, destaque para dois festivais realizados no exterior do Recinto:

O Festival dos 100 Dias constituíu-se como prelúdio da Exposição Mundial, assinalando a contagem decrescente para o início do evento. Foi uma viagem à criação cultural do século XX nos seus mais diversos aspetos: música, bailado, ópera, cinema, literatura, teatro.

O Festival Mergulho no Futuro, envolvendo também ele diversas disciplinas – dança, teatro, música, vídeo, performance -, foi marcado pela mostra das inquietações do final do século e do milénio, bem como pela revitalização estética das várias disciplinas apresentadas, para lá dos caminhos abertos pelas várias tecnologias e transformações consequentes ao nível da experimentação e reinvenção de novos projetos estéticos.

Finalmente, a programação desportiva viria a integrar uma centena de eventos, entre a competição e a exibição pura e simples: provas de atletismo, regatas de vela, canoagem, campeonatos de caiaque, corridas e exibições diversas (“barcos-dragão”), shows de ginástica e de fitness, a chegada do “Round The World Rally” e a partida da regata “Odisseia do Milénio”, Open Internacional de Squash, Prémio Mundial de Balão, hipismo, desportos acrobáticos, Mundialito de Futebol, street basket, “Lisbon Sail ’98”.

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Funcionamento da Exposição

A operação da Exposição Mundial de Lisboa consistiu em assegurar o funcionamento de todos os serviços necessários ao bom desempenho do Recinto e tendentes a garantir aos participantes as condições de participação exigidas e aos milhões de visitantes uma presença com garantia de absoluta qualidade e segurança.

O número médio de trabalhadores envolvidos nas “Operações” e distribuídos por quatro turnos, foi de 3.638, 51,4% dos quais mulheres. Deste universo, 36,1% das mulheres eram licenciadas ou detentoras de bacharelato e apenas 1,2% possuíam habilitações literárias inferiores ao 9º ano de escolaridade. Nos homens, e para os mesmos quesitos, a situação era de 21,4% e 3,8%, respetivamente.

Em termos etários, 49,9% das mulheres tinham entre 21 e 25 anos, correspondendo nos homens à percentagem de 47,5%. Das principais Unidades Operacionais, um destaque particular para o Centro de Operações e Controlo, que teve como objetivo principal a obtenção e tratamento de toda a informação operacional sobre o funcionamento do Recinto, tendo em vista a tomada de decisões e a coordenação da Exposição.

Texto extraído de

http://www.parqueexpo.pt/conteudo.aspx?lang=pt&id_object=692&name=EXPO’98

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