Feio Terenas na Biblioteca de São Lázaro


Feio Terenas na Biblioteca de São Lázaro, em Lisboa

 

O papel de Feio Terenas, deputado da primeira República e homem das Letras e da Educação, como Bibliotecário Geral de Lisboa será objecto de uma conferência no próximo dia 26, na Biblioteca de São Lázaro, espaço que o próprio dirigiu.

A sessão estará a cargo de Regina Gouveia, professora douturada em Ciências da Comunicação, e de Sandra Terenas, escritora e jornalista.

Sendo esta uma sessão aberta ao público, esperamos poder contar com a vossa presença.

 

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Indignação


Indignação

Indignación

Empörung

Indignation

Indignació

سخط

Rozhořčení

憤慨

Ogorčenje

Närkästys

Indignation

Lid

Verontwaardiging

Harme

כעס

Indignazione

خشم

憤り

Indignare

негодование

öfke

Pasipiktinimas

ความไม่พอใจ

αγανάκτηση

Fearg

 

Egas Moniz – Heróis Populares Portugueses (11)


Egas Moniz

Heróis Populares Portugueses (11)

Egas Moniz

Nascido António Caetano de Abreu Freire a 29 de Novembro de 1874 no seio de uma família aristocrata rural, recebeu os apelidos Egas Moniz, pelos quais ficaria conhecido, por insistência do seu tio e padrinho, o padre Caetano de Pina Resende Abreu Sá Freire, uma vez que a família descendia em linha directa de Egas Moniz, o aio de Dom Afonso Henriques.

Egas Moniz completou a instrução primária na Escola do Padre José Ramos, ingressando depois no Curso Liceal no Colégio de S. Fiel, dos Jesuítas, em Louriçal do Campo, no concelho de Castelo Branco.

Formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, onde começou por ser lente substituto, leccionando as cadeiras de anatomia e fisiologia. Em 1911 seria transferido para a recém-criada Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa onde foi ocupar a cátedra de neurologia como professor catedrático.

Egas Moniz contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da medicina ao conseguir pela primeira vez dar visibilidade às artérias do cérebro. A angiografia cerebral, que descobriu através de diversas experiências com raios X, permitiu localizar neoplasias, aneurismas, hemorragias e outras mal-formações no cérebro, abrindo igualmente novas oportunidades para a cirurgia cerebral.

Tal como no caso da angiografia cerebral, Egas Moniz contou com a colaboração de Pedro Almeida Lima, desenvolver uma técnica inovadora à época: a leucotomia pré-frontal.

As suas descobertas científicas levaram a que fosse proposto ao Prémio Nobel da Medicina por cinco vezes, primeira das quais alguns meses após ter publicado o seu primeiro artigo sobre a encefalografia arterial e, subsequentemente, ter feito, no Hospital de Necker, em Paris, uma demonstração da técnica encefalográfica.

Em 1949 seria galardoado com o prestigiado prémio internacional.

Para além de médico, Egas Moniz teve também um papel político activo, tendo sido fundador do Partido Republicano Centrista, uma dissidência do Partido Evolucionista e apoiou o regime de Sidónio Pais, durante o qual exerceu as funções de Embaixador de Portugal em Madrid (1917) e Ministro dos Negócios Estrangeiros (1918). Registe-se ainda a sua produção literária, tendo sido autor, entre outros, das obras “A nossa casa” e “Confidências de um investigador científico”.

Faleceu em Lisboa, a 13 de Dezembro de 1955.

Cinco anos antes foi fundado no Hospital Júlio de Matos o Centro de Estudos Egas Moniz, do qual chegou a ser presidente. O Centro de Estudos seria transferido, em 1957, para o serviço de Neurologia do Hospital de Santa Maria onde existe ainda hoje e no qual se integra o Museu Egas Moniz.

Ao Senhor Presidente da República


Ao Senhor Presidente da República

 

A propósito do discurso do Senhor Presidente da República por ocasião das comemorações da Implantação da República, deixo aqui um pequeno recado ao representante máximo da Nação:

Quando fala em por fim à ilusão, nada lhe dá o direito de generalizar. Há aqueles que sempre viveram na ilusão e aqueles que nunca tiveram direito à mesma. E ainda aqueles que acham uma idiotice alimentar a vida de ilusões. Eu enquadro-me no último grupo e a ele sempre pertenci.

Contudo, e uma vez que generalizou, exerço o meu direito de resposta, do qual nunca prescindi mas que nem sempre coloquei na prática.

As minhas duas únicas “ilusões”, expressão que utilizo apenas porque o Senhor a utilizou, são a de ter um lugar para morar e um trabalho dignos, “ilusões” estas que me têm sido sistematicamente negadas. Contudo, de acordo com a Constituição da República Portuguesa (na versão respeitante à 6ª Revisão Constitucional, 2004, publicada no Diário da República nº 173, I Série A, de 24 de Julho de 2004), a primeira das minhas “ilusões” está consignada no n.º 1 do Artigo 65.º e a segunda no n.º 1 do Artigo 58.º.

Relembro-lhe o texto dos referidos números dos dois Artigos da Lei Fundamental :

Artigo 65.º (Habitação e Urbanismo)

1.Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar.

Artigo 58.º (Direito ao Trabalho)

1.Todos têm direito ao trabalho.

 

Posto isto, resta-me um desabafo, Senhor Presidente.

Se a minha situação financeira alguma vez mo vier a permitir, irei intentar uma acção em tribunal contra o Estado Português.

Afinal, como diz a canção “Queria ser astronauta, mas o meu País não me deixou” (direitos de autor devidos aos Xutos&Pontapés).

 

 

5 de Outubro de 1910


 

5 de Outubro de 1910

A República foi proclamada dos Paços do Concelho (a Câmara Municipal) em Lisboa.

O primeiro presidente foi Teófilo Braga, mas foi apenas presidente do Governo Provisório até às eleições, onde foi eleito como primeiro Presidente de Portugal Manuel de Arriaga.

 

Presidentes da República Portuguesa

 

Teófilo Braga

1910 – 1911

Manuel de Arriaga

1911 – 1915

Teófilo Braga

1915

Bernardino Machado

1915 – 1917

Sidónio Pais

1918

Canto e Castro

1918 – 1919

António José de Almeida

1919 – 1923

Manuel Teixeira Gomes

1923 – 1925

Bernardino Machado

1925 – 1926

Mendes Cabeçadas

1926

Gomes da Costa

1926

Óscar Carmona

1926 – 1928
(neste período acumulou com o cargo de chefe de ministério)

Óscar Carmona

1928 – 1951

Craveiro Lopes

1951 – 1958

Américo Tomás

1958 – 1974

António de Spínola

1974

Costa Gomes

1974 – 1976

António Ramalho Eanes

1976 – 1986

Mário Soares

1986 – 1996

Jorge Sampaio

1996 – 2006

Aníbal Cavaco Silva

2006 –