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Merkel em Portugal


Merkel em Portugal

A visita da da chanceler alemã Angela Merkel a Portugal levantou um coro de protestos que, justos ou não, são um direito. Mas os protestos de base política e social foram abafados por um outro coro cuja voz de elevou acima de todas as outras as propósito de uma situação de gravidade maior: o vestuário de Merkel.

Num país que não é para velhos, nem para novos e muito menhos para os de meia idade, onde a miséria encapotada permite a algumas mentes que se julgam mais iluminadas – com lâmpadas fluorescentes, por se fosse com led’s conseguiriam pensar – dizer que ela não existe, onde o desemprego cresce tanto que empurra borda fora os cidadãos, a maior preocupação da Nação – leia-se povo, palavra que, vá-se lá saber porquê, me irrita – foi a roupa dae Merkel.

Como sou portuguesa de gema, não podia deixar este aspecto fundamental da crise mundial de lado e decidi fazer este escrito dedicado ao guarda-roupa dos poderosos mundiais. Mas para tal, é essencial fazer alguns pontos prévios, a saber:

 

1 – Para aqueles que advogam que eu defendo a Alemanha de forma acérrima, desenganem-se. A título de exemplo, refiro uma vez em que me cruzei com um grupo de adolescentes alemãs de férias em Lisboa. Comentário imediato para quem me acompanhava: “Olha, uma manada de jovens vitelas alemãs!”. Naturalmente, tal suave comentário não seria possível se me tivesse cruzado com adolescentes espanholas, chinesas ou angolanas, uma vez o seu porte é bastante mais delicado que o das jovens germânicas.

E mesmo que defendesse os alemães – que têm coisas que muito me agradam, acrescente-se – vivo num país livre e democrático, pelo que considero que tenho o direito de gostar ou não daquilo que me apetecer.

2 – A questão da imagem assume um papel bastante mais importante em Portugal – e noutros países – do que na Alemanha. Estará o facto relacionado com a cultura? Muito provavelmente. As grelhas de programação das estações televisivas alemãs são tidas como das piores na Europa, excepção feita ao “Alerta Cobra”, obviamente. Porquê? Porque os alemães são dos europeus que menos televisão vêem. Têm coisas mais divertidas para fazer, como jantar com os amigos, ir ao teatro, ao cinema, ao bailado e às exposições e até, pasmai ó almas, ler.

São eles um país pobre para onde não nos passa pela cabeça emigrar?

3 – Comparar Merkel a Hitler é insultuoso. Não para ela, até porque se fosse para ela, eu não daria a mínima importância ao assunto. Os seus sentimentos pessoais incomodam-me tanto como os dos concorrentes aos reality shows.

Olhem para trás, para o que sucedeu na Europa algures entre 1939 e 1945 e ponderem bem naquilo que dizem. Muitas vezes me parece que apenas entenderão a extensão de algumas situações se as viverem. E demasiadas vezes me apetece que as vivam…

4 – O facto apenas despertou tantas consciências por Merkel ser mulher. Quem se dedica a observar, a comparar e a compilar os modelitos de Passos Coelho, Barak Obama ou Vladimir Putin, por exemplo?

Como defendo a igualdade de género e, sobretudo, porque me irrita esta forma de discriminação encaputada – a pior forma de discriminação, diga-se – sobre Merkel, vou começar pelos homens.

É intolerável que o protocolo tenha definido a cor nódoa de vinho tinto como a ideal para as gravatas dos líderes mundiais. De tanto ver José Sócrates com aquela gravata cheguei a sentir o cheiro do vinho a sair do televisor e a entrar na minha sala…

Agora temos Passos Coelho com a gravata cor-de-laranja, ou seja, com um pano do pó de fanela amarrado ao pescoço… Ainda desenvolvo alergia ao fruto.

Resta-nos ainda o Sarcozy com os sapatos de salto alto. Que pena  Holland não ser tão tão mignon.

A este propósito e voltando a Merkel, muitos há que dizem que ela tinha uma paixão assolapada pelo pequeno francês com nome de doença grave. Para mim, ela gosta mesmo é de rapazinhos latinos. Os olhares maliciosos que lançava a José Sócrates são agora lançados a Passos Coelho e, admita-se, quer um quer o outro vestem bastante melhor de cara que o marido da Bruna.

De regresso aos homens, não poderiam ficar de fora três líderes emblemáticos: o venezuelano Chavez, o cubano Fidel Castro e o expirado líbio Kadhafi.

No primeiro caso, dá-me vontade de atropelar aquelas camisas vermelhas mas apenas com o seu proprietário lá dentro. No segundo, a farda teve a sua graça inicialmente e o velhote parece ter percebido isso quando ficou doente. No entanto, a escolha da nova indumentária não foi mais feliz: com o fato de treino vestido, o Fidel parece um daqueles chefes de família portugueses que vão passar o seu únido dia de descanso ao centro comercial.

Já o morto, esse oscilava entre a farda e um traje próximo do tradicional tuaregue. Exótico, com certeza, tão exótico que se tornava rídiculo e, logo, ofensivo para os tuaregues.

Entre muitos outros, restam aqueles que, quer se queira quer não, continuam a estar à frente das duas maiores potências mundiais e cujas comichices mútuas não tiveram o fim esperado, passando apenas para a obscuridade: Obama e Putin.

Para além de diversas semelhanças pessoais que os dois líderes apresentam, são ambos um bom exemplo do que deve ser o marketing político em matéria de vestuário, envergando uma indumentária formal quando o protocolo assim o obriga mas sabendo aproveitar criteriosamente as oportunidades que lhes surgem para optarem pelo traje informal sempre que a situação o exige.

Agora, vamos às mulheres.

As norte-americanas:

Condoleezza Rice, que veste como uma agente do FBI daquelas que aparece no filme apenas para atrapalhar o trabalho do esforçado xerife local;

Já Hillary Clinton lembra uma advogada a tentar, sem medir esforços, ser sócia maioritária de uma qualquer sociedade de advogados de Manhattan.

E a inesquecível Madeleine Albright, que opta por modelos claramente inspirados em Jessica Fletcher.

A inglesa:

Margareth Thatcher, a dama de ferro, com o seu traje de carcereira de Hogwarts ou de governanta de Hercule Poirot.

A brasileira:

A presidenta Dilma Roussef, também ela uma adepta fanática dos blazers, torcida que abanadona de vez em quando para envergar um modelo mais próprio de uma entrega de Óscares.

Outras:

A paquistanesa Benazir Bhutto, que, num gesto que tanto pode ter sido politicamente estratégico como vindo do fundo da alma, sempre optou por indumentárias que em tudo nos remetem para as “Mil e Uma Noites”;

Do país ao lado, irmão gémeo siamês – outra nação daquelas bandas – separado na idade adulta, temos outra mulher que sempre advogou exibir os sinais que a identificassem com as suas raízes, Indira Gandhi;

A ucraniana Yulia Timochenko, de indumentárias modernas e claramente femininas – traço também evidente nas duas senhoras anteriormente referidas – mas sem nunca deixar de mostrar as suas origens através do penteado entrançado;

As responsáveis políticas de países africanos, que, tal como as anteriores, optam pelas alegres cores dos panos tradicionais das tribos que em puzzle compõem as suas nações.

Ou seja, com a honrosa excepção da ucraniana, que muitos homens de todo o mundo desejavam continuar a ver na política activa e num cargo de poder, parece que é preciso ser não europeia e não americana, do Norte ao Sul, para se ter a coragem de exibir orgulhosamente de onde se vêm e aquilo que se representa. No fundo, a Merkel não deixa de ser igual a todas as outras. Só aparecem mais.

 

N.A. – Este escrito não foi propositadamente revisto. Estou farta de gente que quer atingir aquilo que não existe e que, a existir, seria um aborrecimento de morte, literalmente falando: a perfeição.

 

 

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