200 anos de Franstein


200 anos de Franstein

200 anos depois…

©Ciência Viva

©Ciência Viva

No ano em que se assinala os 200 anos da publicação de Frankenstein, de Mary Shelley, o Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva convida-o a explorar a história, conhecer a ciência e dissecar aquela que é considerada a primeira obra de ficção científica de sempre.

10 de Novembro, 19.30

Frankenstein Dissecado – A Ética e a Ciência

Café de Ciência com comentários ao livro

(Átrio do Pavilhão do Conhecimento)

Estará a nossa sociedade preparada para os desafios que Frankenstein revelou? Devem existir limites para o avanço da ciência e da tecnologia? Poderemos questionar a obra de um criador?

Painel

Maria do Céu Patrão Neves, Universidade dos Açores
Elsa Conde, Plano Nacional de Leitura
Rui Gomes, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
Lucília Nunes, Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida

24 de Novembro, 16.00
Frankenstein Dissecado – A Criatividade à Prova

Oficina de escrita criativa

(Biblioteca do Pavilhão do Conhecimento)

Que referências literárias inspiraram Mary Shelley a criar Frankenstein? De que forma a autora foi uma inspiração para outras obras? O que é necessário para escrever uma obra de ficção científica?
Nesta oficina desenvolva a sua técnica de escrita, ponha a sua imaginação à prova e crie um conto ou guião de curta-metragem originais. As melhores obras de ficção científica serão premiadas! 

Painel

Frederico Pombares, guionista

11 de Dezembro, 19.30

Frankenstein Dissecado – Do Passado ao Futuro da Ciência

Exibição de filme com debate

(Auditório José Mariano Gago – Pavilhão do Conhecimento)

O que influenciou Mary Shelley quando escreveu Frankenstein e quais eram as grandes inovações científicas da época? De que forma esta obra inspirou a investigação médica? E a que desenvolvimentos científicos e tecnológicos recorreríamos actualmente para a criação de um “ser perfeito”? Assista ao Frankenstein de James Whale (Universal Pictures, 1931), o filme que imortalizou a “criatura”, e fique para conversar com cientistas.

Painel

Carlos Fiolhais, Universidade de Coimbra

David Felismino, Museu da Saúde

O livro

Da autoria de Mary Shelley, escritora britânica nascida em Londres, Frankenstein ou o Moderno Prometeus é considerada a primeira obra de ficção científica da história. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de medicina que cria um monstro no laboratório. Mary Shelley escreveu a história quando tinha apenas 19 anos, entre 1816 e 1817, e a obra foi publicada em 1818.

https://www.pavconhecimento.pt/4966/frankenstein-dissecado

 

O Livro

https://www.planetebook.com/free-ebooks/frankenstein.pdf

 

As histórias reais que inspiraram a criação de Frankenstein

Lançado em 1818, o romance “Frankenstein ou o Prometeu Moderno” (“Frankenstein, para os íntimos) foi escrito pela britânica Mary Shelley, que na época tinha apenas 19 anos.

Exatos 200 anos depois do seu lançamento, a história do monstro criado pelo cientista Victor Frankenstein (sim, o nome que deu fama ao personagem vem do seu criador) virou um verdadeiro símbolo da cultura pop, ganhando filmes inspirados no livro e aparecendo em outras produções associadas ao terror e ao Halloween.

E assim como Bram Stoker, o autor de Drácula que se inspirou na história do monarca Vlad III para criar a história do vampiro mais famoso de todos os tempos, a jovem Shelley também estava antenada nos acontecimentos da época para compor o seu livro.

O professor de História Iwan Morus, da Universidade Aberystwyth, do País de Gales, elencou alguns deles em um texto publicado no site The Conversation. Veja a seguir os mais inusitados.

George Forster

Em 1803, quinze anos antes do lançamento de “Frankenstein”, um jovem inglês chamado George Forster foi condenado à forca por um assassinato dentro de uma prisão em Londres. Depois da execução, seu corpo seria levado para uma dissecação pública na Royal College of Surgeons, uma tradicional faculdade de medicina de lá.

Só teve um pequeno problema: Forster, na verdade, foi eletrificado. O seu cadáver, para ser mais exato. Quem relatou o experimento, na época, foi o jornal The Time, que disse que além da movimentação dos músculos e das mandíbulas, um dos olhos do corpo de Forster chegou a abrir com o choque.

Stephen Gray

Em 1730, um astrônomo e tintureiro inglês chamado Stephen Gray suspendeu um menino órfão em fios de seda no ar para demonstrar princípios de condutividade elétrica.

Basicamente, um tubo de carga positiva foi colocado perto dos pés do menino, criando uma carga negativa neles. Devido ao seu isolamento elétrico, uma carga 

positiva foi criada na outra extremidade da criança, fazendo com que pequenos pedaços de folha de ouro fossem atraídos para os dedos dele

Os estudos entre a relação entre a vida humana e a eletricidade eram comuns na época. O próprio Isaac Newton, no início dos anos 1700, mencionava isso em seus estudos. O italiano Luigi Galvani (sogro do filósofo Giovanni Aldini, que eletrificou Forster), ficou famoso por testar a interação da eletricidade em animais. Não à toa, deriva do seu nome o termo galvanismo – a geração de correntes elétricas por meios químicos.

Andrew Ure

Meses após o lançamento do livro de Shelley, em 1818, outro experimento: o químico escocês Andrew Ure realizou experiências elétricas no corpo de Matthew Clydesdale, executado por assassinato. Em seus relatos, Ure descreveu que os experimentos foram tão macabros que pessoas que acompanhavam as demonstrações eram forçadas a deixar o local – uma delas, inclusive, teria desmaiado.

Outro entusiasta desses experimentos foi o próprio marido de Mary, Peter. Para o professor Iwan Morus, a escritora vivia em uma sociedade na qual estudos do tipo eram comuns. “Frankenstein pode parecer fantasia para os olhos modernos, mas para seu autor e leitores originais não havia nada de fantástico nisso.”, disse, em seu artigo sobre o tema.

“Assim como todo mundo sabe sobre inteligência artificial agora, os leitores de Shelley sabiam sobre as possibilidades da vida elétrica”, analisa. É como um episódio de Black Mirror – em pleno século 19.

https://super.abril.com.br/cultura/as-historias-reais-que-inspiraram-a-criacao-de-frankenstein/

Mary Shelley

Mary Shelley por Richard Rothwell ©National Portrait Gallery

Mary Shelley por Richard Rothwell ©National Portrait Gallery

Mary Wollstonecraft Shelley nasceu no dia 30 de Agosto de 1797, em Londres. Filha do filósofo William Godwin e da escritora Mary Wollstonecraft, que morreu 11 dias depois de dar à luz a Mary. A futura escritora teve uma infância intelectualmente estimulante, proporcionada pelo seu pai.

Em 1814, com 17 anos, conheceu o poeta Percy Bysshe Shelley, por quem se apaixonou. Ainda no mesmo ano, o casal fugiu para viver junto.

Dois anos mais tarde, a primeira mulher de Percy foi encontrada morta num lago, suspeitando-se de suicídio, embora as causas nunca tenham sido esclarecidas. Mary e Percy casaram pouco depois e  foram passar umas férias em Genebra, na Suíça, ficando hospedados no mesmo hotel onde estava Lord Byron. Após algumas discussões sobre o sobrenatural, nasceu a ideia de uma competição entre eles com o objetivo de descobrir quem escreveria a melhor história de terror.

Mary, que foi a primeira escritora de ficção científica da história, começou então a escrever “Frankenstein” (também conhecido como “O Prometeu Moderno”) com 19 anos. No entanto, a obra só ficou completa quando a escritora regressou a Inglaterra.

Mary e marido tiveram quatro filhos, dos quais apenas sobreviveu um, Percy Florence.

Entre 1818 e 1822 viveram em Itália, até a morte de Shelley, que se afogou no naufrágio do seu barco durante uma tempestade. Mary e Percy voltaram para Londres, onde sua atividade como escritora era a sua profissão. Escreveu profissionalmente até morrer, em fevereiro de 1851, com um tumor cerebral.

Principais obras:

Frankenstein (O Prometeu Moderno) (1818)

Perkin Warbeck (1830)

Matilda (1819)

The Last Man (1926)

Rambles in Germany and Italy (1844)

Lodore (1835)

Falkner (1837)

The Mortal Immortal (1833)

The Fortunes of Perkin Warbeck (1830)

Valperga (1823)

https://www.infoescola.com/escritores/mary-shelley/

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Dia Mundial dos Animais World Animal Day


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Dia Mundial dos Animais

World Animal Day

MISSÃO DO DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS

Para elevar o status dos animais, a fim de melhorar os padrões de bem-estar em todo o mundo. Construir a celebração do Dia Mundial do Animal une o movimento do bem-estar animal, mobilizando-o para uma força global para tornar o mundo um lugar melhor para todos os animais. É comemorado de maneiras diferentes em todos os países, independentemente da nacionalidade, religião, fé ou ideologia política. Através de uma maior conscientização e educação, podemos criar um mundo onde os animais são sempre reconhecidos como seres sencientes e o respeito total é sempre pago ao seu bem-estar.

MISSION OF WORLD ANIMAL DAY 

To raise the status of animals in order to improve welfare standards around the globe. Building the celebration of World Animal Day unites the animal welfare movement, mobilising it into a global force to make the world a better place for all animals.  It’s celebrated in different ways in every country, irrespective of nationality, religion, faith or political ideology.  Through increased awareness and education we can create a world where animals are always recognised as sentient beings and full regard is always paid to their welfare.

https://www.worldanimalday.org.uk/

O tubarão que come salada


O tubarão que come salada

Lenny do Gang dos Tubarões © Dreamworks

Lenny do Gang dos Tubarões © Dreamworks

Afinal, os argumentistas do filme “O Gang dos Tubarões”, de 2004, tinham razão: há um tubarão que gosta de saladas marinhas. Mas, ao contrário do tubarão Lenny do filme, este peixe da vida real também gosta de caranguejos e outras pequenas criaturas.

 

The Omnivorous Sharks That Eat Grass

Diminutive bonnethead sharks are the first omnivorous sharks known to science, which could change our understanding of what some sharks eat.

Sharks are not known for their taste for greenery. But at least one species of shark enjoys a salad of sea grass as well as the prey it hunts.

Os tubarões omnívoros que comem plantas

Os tubarões-de-cabeça-branca, de tamanho diminuto, são os primeiros tubarões omnívoros conhecidos pela ciência, o que pode alterar a nossa compreensão sobre o que alguns tubarões comem.

Os tubarões não são conhecidos pelo seu gosto por vegetação. Mas há pelo menos uma espécie de tubarão que desfruta de uma salada de ervas marinhas, bem como das presas que caça.

In New York Times

New York Times

 

Cientistas identificaram a primeira espécie de tubarão omnívoro

Cientistas da Universidade da Califórnia, em Irvine, nos Estados Unidos, encontraram a primeira espécie de tubarão omnívoro.

Os tubarões são dos mais conhecidos “comedores de carne” do planeta. E, durante bastante tempo, os cientistas assumiram que a grande maioria destas criaturas marinhas era exclusivamente carnívora.

No entanto, o oceano é cheio de surpresas e, por isso, tal como escreve o Science Alert, investigadores descobriram agora que uma das espécies mais comuns de tubarão é, na verdade, um omnívoro.

Um novo estudo, publicado esta quarta-feira na revista científica Royal Society B, revela que o tubarão-de-pala – conhecido originalmente por Sphyrna tiburo – é flexitário, ou seja, tem a capacidade de alternar entre uma alimentação à base de carne e de plantas.

Durante quase uma década, sabia-se que este pequeno tubarão, geralmente encontrado na costa dos EUA e que pertence à família dos tubarões-martelo, consome diversas plantas marinhas, com mais de 62% do seu conteúdo estomacal a abrigar esse tipo de alimento.

Porém, os cientistas assumiram que esta espécie o fazia por engano, enquanto procurava alimento nos baixios, isto é, enquanto caçava caranguejos, lulas e outros pequenos invertebrados. Os investigadores nunca pensaram que o animal era realmente capaz de digerir as plantas para se alimentar.

“A maioria dos cientistas assumiu que esse consumo foi incidental e que não tinha nenhum valor nutricional”, explica Samantha Leigh, especialista em ecologia e biologia evolucionária da Universidade da Califórnia, em Irvine, ao The Guardian.

“Eu queria perceber quantas dessas plantas marinhas os tubarões conseguiam digerir, porque aquilo que um animal consome não é necessariamente o mesmo daquilo que digere e de onde retém nutrientes”, acrescenta.

Para perceber se estes tubarões eram mesmo omnívoros, os investigadores replantaram ervas marinhas da Baía da Florida em laboratório. As mesmas receberam uma assinatura química única e facilmente identificável pela adição de um isótopo de carbono específico.

A equipa “serviu” então uma dieta alimentar composta por 90% de ervas marinhas e 10% de lulas a cinco tubarões-de-pala. Três semanas depois, todos ganharam peso mas, como isso não era prova suficiente, fizeram uma série de testes para ver quanta da matéria vegetal tinha sido digerida e quanta foi expelida.

Após uma série de análises ao sangue, os investigadores descobriram níveis elevados domarcador químico no sangue e no tecido do fígado dos animais, sugerindo que os nutrientes das plantas marinhas foram mesmo absorvidos.

“Finalmente, conseguimos determinar quais os tipos de enzimas digestivas que esta espécie de tubarão possuía”, afirma Leigh ao Gizmodo. “Diferentes enzimas quebram diferentes nutrientes e, geralmente, os carnívoros têm níveis muito baixos de enzimas que quebram fibras e hidratos de carbono. No entanto, o tubarão-de-pala tem níveis muito altos desse tipos de enzimas”.

“Os tubarões-de-pala não só consomem grandes quantidades de plantas marinhas, como também são realmente capazes de digerir e assimilar os nutrientes dessas ervas, tornando-claros omnívoros”, escrevem os autores do artigo científico. “Esta é a primeira espécie de tubarão que mostra ter uma estratégia digestiva omnívora”.

In Eclypse.pt

Eclypse.pt

Sphyrna tiburo

Tubarão-de-Pala © Wikipédia

Tubarão-de-Pala © Wikipédia

O tubarão-de-pala (Sphyrna tiburo) é um pequeno tubarão-martelo da família Sphyrnidae. Atinge em média 1,5 m de comprimento e costuma habitar águas costeiras e estuários das zonas tropicais e temperadas.

Caracterizado por uma ampla cabeça em forma de pá,(diferente do seus grandes primos com cabeça em forma de martelo), o tubarão-de-pala têm o menor cefalofólio (cabeça de martelo) de todos os representantes do gênero Sphyrna. Possui uma cor castanho-acinzentado no dorso e mais claro no abdómen. É considerado um tubarão tímido e praticamente inofensivo para o homem.

Em média, os tubarões-de-pala atingem entre 0,91 e 1,52 m de comprimento.

Esta espécie vive no Hemisfério Ocidental, onde a água é geralmente mais quente, ultrapassando os 21 ° C, abrangendo zonas como a Nova Inglaterra (embora raro), o Golfo do México, Brasil, o sul da Califórnia e o Equador. No verão é comum nas águas costeiras das Carolinas e Geórgia ; na primavera, verão e outono, encontra-se no Golfo do México. No inverno, o tubarão-de-pala desloca-se para perto do Equador.

O tubarão-de-pala nada em pequenos grupos de 5 a 15 indivíduos, embora tenham sido relatados cardumes com centenas ou até mesmo milhares de tubarões em rota de migração. Esta espécie move-se constantemente, quer na sequência de alterações na temperatura da água, quer para manter a circulação de água nas guelras, permitindo-lhe assim respirar.

Tal como outros tubarões, é capaz de detectar os campos elétricos das suas presas, rastreando-as com maior precisão.

No que respeita a presas, alimenta-se de crustáceos (principalmente de caranguejos azuis) mas também camarões, moluscos e pequenos peixes. O seu comportamento alimentar consiste em nadar pelo fundo do mar, movendo a cabeça em padrões de arco, como um detector de metal, procurando pequenas pertubações eletromagnéticas produzidas por criaturas que se escondem no fundo arenoso.

Para acomodar os muitos tipos de animais dos quais se alimenta, o tubarão-de-pala tem dentes pequenos e afiados na frente da boca (para segurar a presa suavemente) e molares planos e largos na parte de trás (para esmagar presas de carapaça dura).

O tubarão-de-pala é vivíparo , o que significa que as fêmeas produzem ovos que são retidos e nutridos no sistema reprodutivo até que o filhote se torne maduro o suficiente para ser lançado para o exterior. Cada ninhada tem entre quatro e 12 filhotes que nascem no final do verão e no início do outono, medindo de 12 a 13 cm.

Os tubarões-de-pala são os únicos conhecidos que apresentam dimorfismo sexual ; ou seja, adultos do sexo masculino e feminino são diferentes um do outro. Na morfologia, os adultos do sexo feminino têm uma cabeça amplamente arredondada, enquanto os machos possuem uma protuberância distinta ao longo da margem anterior do cefalofólio.

Comparado com outros martelo, o tubarão-de-pala têm barbatanas peitorais maiores e mais desenvolvidas e são as únicas espécies de tubarão-martelo que utilizam ativamente para nadar.

In Wikipédia

Wikipedia

Tubarões em risco

As populações de tubarões estão em declínio acentuado há já alguns anos, existindo já muitas espécies com a sobrevivência ameaçada. Na Europa, registam‐se decréscimos acentuados no número e distribuição de raias e tubarões, estando cerca de 1/3 das espécies listadas na lista de espécies ameaçadas da União Internacional de Conservação da Natureza.

Factores de Ameaça

Pesca – além do número elevado de tubarões capturados intencionalmente, a actividade pesqueira é responsável por uma grande mortalidade de exemplares que ficam presos em redes e aparelhos de pesca

Colheita das barbatanas de tubarão – o comércio lucrativo das barbatanas de tubarão, utilizadas no mercado asiático para a confecção de pratos típicos de culinária asiática como a “Sopa de Tubarão”, tem como consequência a captura anual de um elevado número de exemplares.

Destruição de habitat – a destruição de zonas costeiras e de áreas abrigadas, utilizadas pelos tubarões para o nascimento e crescimento de juvenis,

Utilização de partes de tubarão para fins diversos – podemos encontrar produtos derivados de tubarões nos meios mais diversos, como por exemplo a carne, aproveitada para consumo, o óleo do fígado e a cartilagem utilizados com fins medicinais e o colagénio na produção de cosméticos.

Medidas de conservação

Apesar de todas as ameaças que pairam sobre os tubarões, na Europa existem poucas limitações à pesca destes animais, facto que assume particular gravidade devido à existência de algumas das frotas pesqueiras mais poderosas nesta região. Por outro lado esta política pouco restritiva serve como uma mau exemplo para outras regiões do mundo, pelo que se pode considerar que a pesca de tubarões não está devidamente regulamentada na maior parte dos países.

Torna‐se por isso fundamental:

Criar e implementar medidas para uma protecção eficaz dos tubarões e raias na União Europeia, que já apresentou um plano para a protecção e gestão das populações.

Desenvolver estudos sobre a biologia e o estado das populações das espécies de tubarões e raias.

Protecção das espécies em perigo e dos seus habitats.

Tubarões em Portugal

Carlos de Bragança, pioneiro no estudo dos tubarões

O Rei D. Carlos foi um pioneiro no campo da Oceanografia, tendo deixado uma obra de mérito reconhecido. Um dos trabalhos que publicou, em resultado das investigações que realizou ao largo da costa portuguesa foi dedicado aos tubarões, que lhe despertavam interesse especial.

Durante as campanhas oceanográficas foram colhidos numerosos exemplares de tubarões, muitos deles capturados a profundidades elevadas, com o auxílio da arte de pesca designada “Espinhel”.

Carlos conseguiu reunir dados importantes que contribuíam para o conhecimento da biologia das espécies, como por exemplo a sua distribuição geográfica e batimétrica, as dimensões e conteúdos estomacais.

No livro, publicado em 1904, “Investigações feitas a bordo do Yacht Amelia. Ichthyologia.II. Esqualos obtidos nas costas de Portugal durante as campanhas de 1896 a 1903”, o monarca evidencia sua preocupação pelo inventário faunístico da costa portuguesa, ensaiando uma classificação simplificada dos esqualos capturados durante as campanhas de 1896 a 1903. Nesta monografia são citadas 32 espécies de seláceos, três das quais novas para a fauna portuguesa.

D.Carlos pensou que uma destas era nova para a ciência, tendo‐a descrito com o nome de Odontaspis nasutus Bragança,1904. No entanto acabou por descobrir que este tubarão de forma curiosa já havia sido descoberto nos mares do Japão seis anos antes, e descrito com o nome de Mitsukurina owstoni (Jordan, 1898).

Este facto não retira importância à descoberta do exemplar capturado pelo Rei em 1904 ao largo de Sesimbra, a 603 metros de profundidade, já que foi a primeira vez que se encontrou em águas do Oceano Atlântico.

As maiores concentrações de tubarões registam‐se nas águas tropicais, mas podemos encontrá-los em todos os mares e algumas espécies conseguiram até colonizar lagos da América Central.

Na costa portuguesa existem mais de 30 espécies de tubarões, como a tintureira, o tubarão anequim ou mesmo o tubarão branco. No entanto, estes tubarões não se costumam aproximar da costa e são praticamente inexistentes registos de incidentes com o homem.

Pesca e comércio de tubarão na Europa

Edição portuguesa

Pesca de tubarão na Europa

Algumas das mais importantes nações pescadoras de tubarão do mundo situam‐se na Europa.

Entre 1990 e 2003, o número oficial de tubarões capturados aumentou 22%, 80% dos quais foram capturados por 20 países – que incluíam Espanha, Portugal, Reino Unido e França.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os países da União Europeia (UE) capturaram cerca de 100 mil toneladas (t) de tubarões (incluindo mantas e quimeras) em 2005. Espanha capturou a maior percentagem, cerca de 40% do total da UE, seguida por França (22%) e por Portugal.

A situação portuguesa

Em 2005, segundo dados da FAO, navios portugueses pescaram 15 360 t de tubarões, principalmente nos Oceanos Atlântico (13 385 t) e Índico (1 975 t). Os mais capturados foram as tintureiras (mais de 50%), seguidos pelas mantas, anequim e algumas espécies de tubarão de águas profundas como a lixa e o carocho. Possuindo 30 navios, Portugal tem a segunda maior frota de navios de pesca de palangre de superfície da UE. Os tubarões, principalmente tintureiras, tubarões‐anequim, tubarões‐martelo e tubarões‐raposo, são uma grande percentagem dos animais capturados. As três espécies existentes de tubarão‐raposo e de anequim são consideradas vulneráveis a nível global pelo Grupo de Especialistas em Tubarões da UICN, com base nos Critérios da Lista Vermelha, enquanto se propõe que várias espécies de tubarão‐martelo sejam incluídas na lista como estando Ameaçadas. A tintureira, potencialmente o tubarão pelágico mais abundante e mais pescado do mundo, é considerada Quase Ameaçada a nível global.

Remoção de barbatanas de tubarão

A remoção de barbatanas de tubarão consiste em remover as barbatanas dos tubarões, lançando depois o corpo ao mar. Estima‐se que o lucrativo mercado global das barbatanas de tubarão, usadas para fazer a iguaria asiática “sopa de barbatana de tubarão”, esteja a aumentar à medida que a economia chinesa cresce.

Ao longo da última década, a participação europeia no mercado de barbatanas em Hong Kong passou de um nível insignificante, no início dos anos 1990, para quase um terço do total de todas as importações declaradas. Em 2003, num esforço para impedir a remoção de barbatanas de tubarão, a EU baniu a remoção das barbatanas a bordo dos navios. São concedidas excepções a esta interdição através de autorizações especiais de pesca que exigem que se guardem as carcaças de tubarão e que as barbatanas não pesem mais do que 5% do peso total do tubarão.

O Regulamento da UE sobre a Remoção de Barbatanas de Tubarão também permite a descarga em separado de barbatanas e de carcaças e o transbordo de barbatanas, criando uma falha significativa na execução da lei. Em 2007, o governo português emitiu 34 licenças especiais de pesca.

Parte delas foi emitida para navios de pesca de palangre de superfície, que capturam tubarões pelágicos como a tintureira e o anequim de forma selectiva, e a outra parte a embarcações que usam redes de emalhar para localizar ou capturar tubarões de águas profundas através de uma pesca mista com redes de emalhar.

Consumo e comércio de tubarões

Os países da UE são grandes potências no comércio global de tubarões. Em 2004, a Europa importou mais de 26 mil toneladas de carne de tubarão, o que representa quase 30% da importação mundial de tubarão. No mesmo ano, os países da UE exportaram mais de 40 mil toneladas de carne de tubarão e seus derivados – quase 40% do total das exportações mundiais. Em 2006, a situação mudou com a UE a importar mais tubarões do que a exportar: os países da EU importaram mais de 40 mil toneladas de produtos derivados de tubarão e exportaram quase 34 mil toneladas.

Portugal é um importador e exportador de produtos derivados de tubarão relativamente pequeno. Em 2006, as empresas portuguesas importaram 3 011 t de produtos derivados de tubarão e exportaram 2 215 t.

Gestão de tubarões nas águas europeias e mares adjacentes

Em 1999, a UE e a maioria dos países pesqueiros do mundo adoptaram o Plano de Acção Internacional do Tubarão da FAO (IPOA‐Sharks), que salientava a vulnerabilidade dos tubarões e se comprometia a desenvolver planos de acção nacionais e regionais para os conservar. Oito anos depois, a UE continua a não ter um plano para os tubarões. Um terço da população de tubarões, de raias e de mantas da Europa é considerado Ameaçado, segundo a UICN e, no entanto, a UE só restringe a pesca de algumas destas espécies. Muitas espécies de tubarões, incluindo as principais capturadas em Portugal, migram para águas internacionais – contudo não há limites à captura de tubarões que abranjam todos os oceanos.

O que pode Portugal fazer para ajudar os tubarões

Enquanto terceira maior nação pesqueira de tubarão da Europa, Portugal tem a responsabilidade de garantir uma gestão pesqueira adequada e programas de conservação para tubarões.

Portugal devia:

∙ Pressionar a Comissão Europeia para desenvolver prontamente o devido plano de acção para os tubarões da UE, ajudando assim a garantir que os tubarões recebem a atenção necessária para que haja uma conservação efectiva e uma pesca sustentável;

∙ Dar o exemplo a outros Estados‐membros da UE de forma a acabar com as excepções à interdição da UE da remoção das barbatanas de tubarão a bordo e a suspender a emissão de autorizações especiais de pesca;

∙ Incentivar a Comunidade Europeia a propor limites à pesca de tubarão com uma base científica e de prevenção a nível da UE e de órgãos internacionais competentes no domínio da pesca.

In “Tubarões, Proteger e Conservar”, Ciência Viva

http://www.cienciaviva.pt/img/upload/5_tubaroes.pdf

©APECE

©APECE

Para mais informações sobre a população de tubarões em Portugal e que medidas podem ser tomadas para a proteção das espécies mais ameaçadas, visite o site da APECE – Associação Portuguesa para o Estudo e Conservação de Elasmobrânquios em

APECE

Soyuz special report


Space Today

FEATURE: Soyuz special report

Soyuz Space Crew Launch Failure 2018: Full Coverage

Soyuz MS-10 onboard camera view

On Oct. 11, 2018, two astronauts piled into a Russian Soyuz spacecraft for what should have been a routine trip to the International Space Station. But just a few minutes after liftoff, an issue with the Soyuz’s rocket — also called Soyuz — triggered an emergency landing, which both crewmembers survived in good condition.

Space.com has been covering the incident and its implications for human space exploration since liftoff. Read our complete coverage below.

Thursday, Nov. 1

Russians ID Cause of Soyuz Launch Abort, Release Dramatic Rocket Video
A deformed sensor caused the harrowing Soyuz rocket launch abort that forced its American and Russian crew to perform a emergency landing last month, Russia’s space agency Roscosmos announced Thursday (Oct. 31).

A deformed sensor caused the harrowing Soyuz rocket launch abort that forced its American and Russian crew to perform…

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