O tubarão que come salada


O tubarão que come salada

Lenny do Gang dos Tubarões © Dreamworks

Lenny do Gang dos Tubarões © Dreamworks

Afinal, os argumentistas do filme “O Gang dos Tubarões”, de 2004, tinham razão: há um tubarão que gosta de saladas marinhas. Mas, ao contrário do tubarão Lenny do filme, este peixe da vida real também gosta de caranguejos e outras pequenas criaturas.

 

The Omnivorous Sharks That Eat Grass

Diminutive bonnethead sharks are the first omnivorous sharks known to science, which could change our understanding of what some sharks eat.

Sharks are not known for their taste for greenery. But at least one species of shark enjoys a salad of sea grass as well as the prey it hunts.

Os tubarões omnívoros que comem plantas

Os tubarões-de-cabeça-branca, de tamanho diminuto, são os primeiros tubarões omnívoros conhecidos pela ciência, o que pode alterar a nossa compreensão sobre o que alguns tubarões comem.

Os tubarões não são conhecidos pelo seu gosto por vegetação. Mas há pelo menos uma espécie de tubarão que desfruta de uma salada de ervas marinhas, bem como das presas que caça.

In New York Times

New York Times

 

Cientistas identificaram a primeira espécie de tubarão omnívoro

Cientistas da Universidade da Califórnia, em Irvine, nos Estados Unidos, encontraram a primeira espécie de tubarão omnívoro.

Os tubarões são dos mais conhecidos “comedores de carne” do planeta. E, durante bastante tempo, os cientistas assumiram que a grande maioria destas criaturas marinhas era exclusivamente carnívora.

No entanto, o oceano é cheio de surpresas e, por isso, tal como escreve o Science Alert, investigadores descobriram agora que uma das espécies mais comuns de tubarão é, na verdade, um omnívoro.

Um novo estudo, publicado esta quarta-feira na revista científica Royal Society B, revela que o tubarão-de-pala – conhecido originalmente por Sphyrna tiburo – é flexitário, ou seja, tem a capacidade de alternar entre uma alimentação à base de carne e de plantas.

Durante quase uma década, sabia-se que este pequeno tubarão, geralmente encontrado na costa dos EUA e que pertence à família dos tubarões-martelo, consome diversas plantas marinhas, com mais de 62% do seu conteúdo estomacal a abrigar esse tipo de alimento.

Porém, os cientistas assumiram que esta espécie o fazia por engano, enquanto procurava alimento nos baixios, isto é, enquanto caçava caranguejos, lulas e outros pequenos invertebrados. Os investigadores nunca pensaram que o animal era realmente capaz de digerir as plantas para se alimentar.

“A maioria dos cientistas assumiu que esse consumo foi incidental e que não tinha nenhum valor nutricional”, explica Samantha Leigh, especialista em ecologia e biologia evolucionária da Universidade da Califórnia, em Irvine, ao The Guardian.

“Eu queria perceber quantas dessas plantas marinhas os tubarões conseguiam digerir, porque aquilo que um animal consome não é necessariamente o mesmo daquilo que digere e de onde retém nutrientes”, acrescenta.

Para perceber se estes tubarões eram mesmo omnívoros, os investigadores replantaram ervas marinhas da Baía da Florida em laboratório. As mesmas receberam uma assinatura química única e facilmente identificável pela adição de um isótopo de carbono específico.

A equipa “serviu” então uma dieta alimentar composta por 90% de ervas marinhas e 10% de lulas a cinco tubarões-de-pala. Três semanas depois, todos ganharam peso mas, como isso não era prova suficiente, fizeram uma série de testes para ver quanta da matéria vegetal tinha sido digerida e quanta foi expelida.

Após uma série de análises ao sangue, os investigadores descobriram níveis elevados domarcador químico no sangue e no tecido do fígado dos animais, sugerindo que os nutrientes das plantas marinhas foram mesmo absorvidos.

“Finalmente, conseguimos determinar quais os tipos de enzimas digestivas que esta espécie de tubarão possuía”, afirma Leigh ao Gizmodo. “Diferentes enzimas quebram diferentes nutrientes e, geralmente, os carnívoros têm níveis muito baixos de enzimas que quebram fibras e hidratos de carbono. No entanto, o tubarão-de-pala tem níveis muito altos desse tipos de enzimas”.

“Os tubarões-de-pala não só consomem grandes quantidades de plantas marinhas, como também são realmente capazes de digerir e assimilar os nutrientes dessas ervas, tornando-claros omnívoros”, escrevem os autores do artigo científico. “Esta é a primeira espécie de tubarão que mostra ter uma estratégia digestiva omnívora”.

In Eclypse.pt

Eclypse.pt

Sphyrna tiburo

Tubarão-de-Pala © Wikipédia

Tubarão-de-Pala © Wikipédia

O tubarão-de-pala (Sphyrna tiburo) é um pequeno tubarão-martelo da família Sphyrnidae. Atinge em média 1,5 m de comprimento e costuma habitar águas costeiras e estuários das zonas tropicais e temperadas.

Caracterizado por uma ampla cabeça em forma de pá,(diferente do seus grandes primos com cabeça em forma de martelo), o tubarão-de-pala têm o menor cefalofólio (cabeça de martelo) de todos os representantes do gênero Sphyrna. Possui uma cor castanho-acinzentado no dorso e mais claro no abdómen. É considerado um tubarão tímido e praticamente inofensivo para o homem.

Em média, os tubarões-de-pala atingem entre 0,91 e 1,52 m de comprimento.

Esta espécie vive no Hemisfério Ocidental, onde a água é geralmente mais quente, ultrapassando os 21 ° C, abrangendo zonas como a Nova Inglaterra (embora raro), o Golfo do México, Brasil, o sul da Califórnia e o Equador. No verão é comum nas águas costeiras das Carolinas e Geórgia ; na primavera, verão e outono, encontra-se no Golfo do México. No inverno, o tubarão-de-pala desloca-se para perto do Equador.

O tubarão-de-pala nada em pequenos grupos de 5 a 15 indivíduos, embora tenham sido relatados cardumes com centenas ou até mesmo milhares de tubarões em rota de migração. Esta espécie move-se constantemente, quer na sequência de alterações na temperatura da água, quer para manter a circulação de água nas guelras, permitindo-lhe assim respirar.

Tal como outros tubarões, é capaz de detectar os campos elétricos das suas presas, rastreando-as com maior precisão.

No que respeita a presas, alimenta-se de crustáceos (principalmente de caranguejos azuis) mas também camarões, moluscos e pequenos peixes. O seu comportamento alimentar consiste em nadar pelo fundo do mar, movendo a cabeça em padrões de arco, como um detector de metal, procurando pequenas pertubações eletromagnéticas produzidas por criaturas que se escondem no fundo arenoso.

Para acomodar os muitos tipos de animais dos quais se alimenta, o tubarão-de-pala tem dentes pequenos e afiados na frente da boca (para segurar a presa suavemente) e molares planos e largos na parte de trás (para esmagar presas de carapaça dura).

O tubarão-de-pala é vivíparo , o que significa que as fêmeas produzem ovos que são retidos e nutridos no sistema reprodutivo até que o filhote se torne maduro o suficiente para ser lançado para o exterior. Cada ninhada tem entre quatro e 12 filhotes que nascem no final do verão e no início do outono, medindo de 12 a 13 cm.

Os tubarões-de-pala são os únicos conhecidos que apresentam dimorfismo sexual ; ou seja, adultos do sexo masculino e feminino são diferentes um do outro. Na morfologia, os adultos do sexo feminino têm uma cabeça amplamente arredondada, enquanto os machos possuem uma protuberância distinta ao longo da margem anterior do cefalofólio.

Comparado com outros martelo, o tubarão-de-pala têm barbatanas peitorais maiores e mais desenvolvidas e são as únicas espécies de tubarão-martelo que utilizam ativamente para nadar.

In Wikipédia

Wikipedia

Tubarões em risco

As populações de tubarões estão em declínio acentuado há já alguns anos, existindo já muitas espécies com a sobrevivência ameaçada. Na Europa, registam‐se decréscimos acentuados no número e distribuição de raias e tubarões, estando cerca de 1/3 das espécies listadas na lista de espécies ameaçadas da União Internacional de Conservação da Natureza.

Factores de Ameaça

Pesca – além do número elevado de tubarões capturados intencionalmente, a actividade pesqueira é responsável por uma grande mortalidade de exemplares que ficam presos em redes e aparelhos de pesca

Colheita das barbatanas de tubarão – o comércio lucrativo das barbatanas de tubarão, utilizadas no mercado asiático para a confecção de pratos típicos de culinária asiática como a “Sopa de Tubarão”, tem como consequência a captura anual de um elevado número de exemplares.

Destruição de habitat – a destruição de zonas costeiras e de áreas abrigadas, utilizadas pelos tubarões para o nascimento e crescimento de juvenis,

Utilização de partes de tubarão para fins diversos – podemos encontrar produtos derivados de tubarões nos meios mais diversos, como por exemplo a carne, aproveitada para consumo, o óleo do fígado e a cartilagem utilizados com fins medicinais e o colagénio na produção de cosméticos.

Medidas de conservação

Apesar de todas as ameaças que pairam sobre os tubarões, na Europa existem poucas limitações à pesca destes animais, facto que assume particular gravidade devido à existência de algumas das frotas pesqueiras mais poderosas nesta região. Por outro lado esta política pouco restritiva serve como uma mau exemplo para outras regiões do mundo, pelo que se pode considerar que a pesca de tubarões não está devidamente regulamentada na maior parte dos países.

Torna‐se por isso fundamental:

Criar e implementar medidas para uma protecção eficaz dos tubarões e raias na União Europeia, que já apresentou um plano para a protecção e gestão das populações.

Desenvolver estudos sobre a biologia e o estado das populações das espécies de tubarões e raias.

Protecção das espécies em perigo e dos seus habitats.

Tubarões em Portugal

Carlos de Bragança, pioneiro no estudo dos tubarões

O Rei D. Carlos foi um pioneiro no campo da Oceanografia, tendo deixado uma obra de mérito reconhecido. Um dos trabalhos que publicou, em resultado das investigações que realizou ao largo da costa portuguesa foi dedicado aos tubarões, que lhe despertavam interesse especial.

Durante as campanhas oceanográficas foram colhidos numerosos exemplares de tubarões, muitos deles capturados a profundidades elevadas, com o auxílio da arte de pesca designada “Espinhel”.

Carlos conseguiu reunir dados importantes que contribuíam para o conhecimento da biologia das espécies, como por exemplo a sua distribuição geográfica e batimétrica, as dimensões e conteúdos estomacais.

No livro, publicado em 1904, “Investigações feitas a bordo do Yacht Amelia. Ichthyologia.II. Esqualos obtidos nas costas de Portugal durante as campanhas de 1896 a 1903”, o monarca evidencia sua preocupação pelo inventário faunístico da costa portuguesa, ensaiando uma classificação simplificada dos esqualos capturados durante as campanhas de 1896 a 1903. Nesta monografia são citadas 32 espécies de seláceos, três das quais novas para a fauna portuguesa.

D.Carlos pensou que uma destas era nova para a ciência, tendo‐a descrito com o nome de Odontaspis nasutus Bragança,1904. No entanto acabou por descobrir que este tubarão de forma curiosa já havia sido descoberto nos mares do Japão seis anos antes, e descrito com o nome de Mitsukurina owstoni (Jordan, 1898).

Este facto não retira importância à descoberta do exemplar capturado pelo Rei em 1904 ao largo de Sesimbra, a 603 metros de profundidade, já que foi a primeira vez que se encontrou em águas do Oceano Atlântico.

As maiores concentrações de tubarões registam‐se nas águas tropicais, mas podemos encontrá-los em todos os mares e algumas espécies conseguiram até colonizar lagos da América Central.

Na costa portuguesa existem mais de 30 espécies de tubarões, como a tintureira, o tubarão anequim ou mesmo o tubarão branco. No entanto, estes tubarões não se costumam aproximar da costa e são praticamente inexistentes registos de incidentes com o homem.

Pesca e comércio de tubarão na Europa

Edição portuguesa

Pesca de tubarão na Europa

Algumas das mais importantes nações pescadoras de tubarão do mundo situam‐se na Europa.

Entre 1990 e 2003, o número oficial de tubarões capturados aumentou 22%, 80% dos quais foram capturados por 20 países – que incluíam Espanha, Portugal, Reino Unido e França.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os países da União Europeia (UE) capturaram cerca de 100 mil toneladas (t) de tubarões (incluindo mantas e quimeras) em 2005. Espanha capturou a maior percentagem, cerca de 40% do total da UE, seguida por França (22%) e por Portugal.

A situação portuguesa

Em 2005, segundo dados da FAO, navios portugueses pescaram 15 360 t de tubarões, principalmente nos Oceanos Atlântico (13 385 t) e Índico (1 975 t). Os mais capturados foram as tintureiras (mais de 50%), seguidos pelas mantas, anequim e algumas espécies de tubarão de águas profundas como a lixa e o carocho. Possuindo 30 navios, Portugal tem a segunda maior frota de navios de pesca de palangre de superfície da UE. Os tubarões, principalmente tintureiras, tubarões‐anequim, tubarões‐martelo e tubarões‐raposo, são uma grande percentagem dos animais capturados. As três espécies existentes de tubarão‐raposo e de anequim são consideradas vulneráveis a nível global pelo Grupo de Especialistas em Tubarões da UICN, com base nos Critérios da Lista Vermelha, enquanto se propõe que várias espécies de tubarão‐martelo sejam incluídas na lista como estando Ameaçadas. A tintureira, potencialmente o tubarão pelágico mais abundante e mais pescado do mundo, é considerada Quase Ameaçada a nível global.

Remoção de barbatanas de tubarão

A remoção de barbatanas de tubarão consiste em remover as barbatanas dos tubarões, lançando depois o corpo ao mar. Estima‐se que o lucrativo mercado global das barbatanas de tubarão, usadas para fazer a iguaria asiática “sopa de barbatana de tubarão”, esteja a aumentar à medida que a economia chinesa cresce.

Ao longo da última década, a participação europeia no mercado de barbatanas em Hong Kong passou de um nível insignificante, no início dos anos 1990, para quase um terço do total de todas as importações declaradas. Em 2003, num esforço para impedir a remoção de barbatanas de tubarão, a EU baniu a remoção das barbatanas a bordo dos navios. São concedidas excepções a esta interdição através de autorizações especiais de pesca que exigem que se guardem as carcaças de tubarão e que as barbatanas não pesem mais do que 5% do peso total do tubarão.

O Regulamento da UE sobre a Remoção de Barbatanas de Tubarão também permite a descarga em separado de barbatanas e de carcaças e o transbordo de barbatanas, criando uma falha significativa na execução da lei. Em 2007, o governo português emitiu 34 licenças especiais de pesca.

Parte delas foi emitida para navios de pesca de palangre de superfície, que capturam tubarões pelágicos como a tintureira e o anequim de forma selectiva, e a outra parte a embarcações que usam redes de emalhar para localizar ou capturar tubarões de águas profundas através de uma pesca mista com redes de emalhar.

Consumo e comércio de tubarões

Os países da UE são grandes potências no comércio global de tubarões. Em 2004, a Europa importou mais de 26 mil toneladas de carne de tubarão, o que representa quase 30% da importação mundial de tubarão. No mesmo ano, os países da UE exportaram mais de 40 mil toneladas de carne de tubarão e seus derivados – quase 40% do total das exportações mundiais. Em 2006, a situação mudou com a UE a importar mais tubarões do que a exportar: os países da EU importaram mais de 40 mil toneladas de produtos derivados de tubarão e exportaram quase 34 mil toneladas.

Portugal é um importador e exportador de produtos derivados de tubarão relativamente pequeno. Em 2006, as empresas portuguesas importaram 3 011 t de produtos derivados de tubarão e exportaram 2 215 t.

Gestão de tubarões nas águas europeias e mares adjacentes

Em 1999, a UE e a maioria dos países pesqueiros do mundo adoptaram o Plano de Acção Internacional do Tubarão da FAO (IPOA‐Sharks), que salientava a vulnerabilidade dos tubarões e se comprometia a desenvolver planos de acção nacionais e regionais para os conservar. Oito anos depois, a UE continua a não ter um plano para os tubarões. Um terço da população de tubarões, de raias e de mantas da Europa é considerado Ameaçado, segundo a UICN e, no entanto, a UE só restringe a pesca de algumas destas espécies. Muitas espécies de tubarões, incluindo as principais capturadas em Portugal, migram para águas internacionais – contudo não há limites à captura de tubarões que abranjam todos os oceanos.

O que pode Portugal fazer para ajudar os tubarões

Enquanto terceira maior nação pesqueira de tubarão da Europa, Portugal tem a responsabilidade de garantir uma gestão pesqueira adequada e programas de conservação para tubarões.

Portugal devia:

∙ Pressionar a Comissão Europeia para desenvolver prontamente o devido plano de acção para os tubarões da UE, ajudando assim a garantir que os tubarões recebem a atenção necessária para que haja uma conservação efectiva e uma pesca sustentável;

∙ Dar o exemplo a outros Estados‐membros da UE de forma a acabar com as excepções à interdição da UE da remoção das barbatanas de tubarão a bordo e a suspender a emissão de autorizações especiais de pesca;

∙ Incentivar a Comunidade Europeia a propor limites à pesca de tubarão com uma base científica e de prevenção a nível da UE e de órgãos internacionais competentes no domínio da pesca.

In “Tubarões, Proteger e Conservar”, Ciência Viva

http://www.cienciaviva.pt/img/upload/5_tubaroes.pdf

©APECE

©APECE

Para mais informações sobre a população de tubarões em Portugal e que medidas podem ser tomadas para a proteção das espécies mais ameaçadas, visite o site da APECE – Associação Portuguesa para o Estudo e Conservação de Elasmobrânquios em

APECE

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Hey, Mr. Spock, we found your home!


Space Today

FEATURE: Hey, Mr. Spock, we found your home!

©Desilu Productions/Paramount Pictures Corporation ©Desilu Productions/Paramount Pictures Corporation

Hey, Mr. Spock, we found your house.
It’s true, centuries before we met in person, we discovered your planet. Logical, of course.

Vulcan-like Planet Found… for Real

“This is the best and coolest piece of news I’ve read in a while,” Anson Mount — Star Trek: Discovery’s Captain Pike — posted the other day on his Facebook page. “Planet Vulcan is real, people!”

Here’s the scoop. Star Trek creator Gene Roddenberry, along with Sallie Baliunas, Robert Donahue and George Nassiopoulos, a trio of astronomers with the Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, chose to link Vulcan with an actual exoplanet, which orbits a star named 40 Eridani A. That occurred back in July, 1991, in a letter published in Sky & Telescope, just a few months before Roddenberry’s death. References were made to 40 Eridani A in several Trek-related books, as well as on Star Trek: The…

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Adesão de Portugal à Convenção relativa ao Registo de Objetos Lançados no Espaço Exterior (PT/EN)


Space Today

FEATURE: Adesão de Portugal à Convenção relativa ao Registo de Objetos Lançados no Espaço Exterior (PT/EN)

Comunicado do Conselho de Ministros de 6 de setembro de 2018

“Foi aprovada a adesão de Portugal à Convenção relativa ao Registo de Objetos Lançados no Espaço Exterior, adotada em Nova Iorque a 12 de novembro de 1974.
Esta Convenção institui um sistema de registo dos objetos espaciais por estes lançados, o qual é transmitido ao Secretário-Geral das Nações Unidas, com vista a que se exerça um controlo do lançamento de objetos no Espaço Exterior.
A adesão de Portugal justifica-se com o envolvimento crescente do país em atividades espaciais, designadamente no programa europeu Space Surveillance and Tracking (SST), assim como na Agência Espacial Europeia e no UNCOPUOS (United Nations Committee on the Peaceful Uses of Outer Space) e as responsabilidades que daí decorrem.”

Accession of Portugal to the Convention on the Registration of Objects…

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À procura da generosidade humana nos bonobos


À procura da generosidade humana nos bonobos

À procura das origens da generosidade humana na oferta de um macaco para outro.

Estudar o comportamento de nossos parentes vivos mais próximos pode ajudar os cientistas a entender melhor o impulso humano para a generosidade.

Seeking Human Generosity’s Origins in an Ape’s Gift to Another Ape

Studying the behavior of our closest living relatives may help scientists better understand the human impulse for generosity.

In New York Times

https://www.nytimes.com/2018/09/11/science/generosity-apes-bonobos.html

Refira-se que o artigo analisa o comportamento dos bonobos, um chimpazé que assume algumas carateristicas algo diversas da espécie mais comum e mais conhecida, em particular, no que respeita ao seu comportamento social.

Bonobos

O bonobo (nome científico: Pan paniscus), também conhecido como chimpanzé-pigmeu (menos frequentemente como chimpanzé-anão ou grácil) é uma das duas espécies compreendidas pelo género Pan. A outra espécie corresponde ao chimpazé comum (Pan troglodytes).

Fisicamente, o bonobo distingue-se pelas pernas relativamente longas, lábios cor-de-rosa e o rosto moreno. O bonobo ocupa uma área de cerca de 500 000 km² da Bacia do Congo, na República Democrática do Congo, na África central. A espécie é omnívora e habita as florestas primárias e secundárias, incluindo as áreas pantanosas.

Tal como os humanos, os bonobos são capazes de passar no teste do espelho. Comunicam principalmente através de meios vocais, embora ainda não se conheça o significado das suas vocalizações. Contudo, os humanos conseguem descodificar as suas expressões faciais, bem como alguns dos seus gestos, como o convite para brincar. De igual forma, foram também registados casos em que estes primatas manifestaram a sua alegria, enquanto um estudo comparativo permitiu observar os sons feitos por bebés humanos e bonobos sempre que lhe eram feitas cócegas.

A Lista vermelha da IUCN classifica os bonobos como uma espécie ameaçada de extinção. As principais ameaças às populações de bonobos são a perda do habitat e a caça de carne de animais silvestres, que aumentou drasticamente durante a Primeira e a Segunda Guerra do Congo na República Democrática do Congo.

The japanese kid who wanted to go the Moon


Space Today

FEATURE: The japanese kid who wanted to go the Moon

Once upon a time, there was in Japan a small boy who dreamed of going to Moon.

Years later, he’s getting ready to go.

Meet Mr. Yusaka Maezawa.

SpaceX tourist revealed: Japanese billionaire Yusaku Maezawa to fly around moon

Japanese billionaire, online fashion tycoon and art collector Yusaku Maezawa will be the first civilian passenger to circle the moon. The businessman is set to blast off on a SpaceX rocket in 2023.

“I choose to go to the moon,” Maezawa said to cheers and applause at the California headquarters of the US aerospace company, after being introduced by SpaceX CEO Elon Musk.

Maezawa is the 18th richest person in Japan, according to Forbes magazine. The 42-year-old said he will invite six to eight artists, architects, designers and other creative people on the weeklong journey in 2023.

“They will be asked to create something after they return to Earth,”…

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Crianças


Crianças

Jardim Zoológico assinala o Dia Internacional dos Primatas com o nascimento de duas crias

01 de setembro de 2018

Para assinalar o Dia Internacional dos Primatas, a 1 de setembro, o Jardim Zoológico anuncia o nascimento de duas crias de espécies distintas e convida todos os amantes da natureza a conhecerem estes novos e amáveis primatas: um Macaco-de-brazza macho, nascido a 18 de junho, e um Macaco-capuchinho-de-peito-amarelo, cujo sexo não é ainda identificável, que nasceu a 17 de agosto.

O Macaco-de-brazza, considerado um inconfundível representante dos Macacos africanos, foi batizado com o nome do explorador de origem italiana, Pierre Savorgnan de Brazza, que identificou esta espécie. Apesar de não estar em risco de extinção, a maior ameaça à sua sobrevivência é a perda do habitat, sobretudo para a indústria madeireira e para a expansão agrícola. O Macaco-de-brazza é também alvo de caça para alimentação humana. O Jardim Zoológico colabora ativamente para o Programa Europeu de Reprodução (EEP) desta espécie, promovendo o conhecimento e a conservação da mesma.

Por sua vez, o Macaco-capuchinho-de-peito-amarelo é arborícola e bastante sociável. Conhecido pela pelagem amarelada no peito e na parte superior dos membros anteriores, existe unicamente no Brasil, em pequenas áreas de floresta tropical húmida atlântica, no sul do Estado da Baía. Desde 2002 que é considerada uma das 25 espécies de primatas mais ameaçadas no Mundo e a sua população continua a diminuir, sobretudo devido à destruição do seu habitat.

O Jardim Zoológico salienta a importância da consciencialização para a proteção destas espécies, uma vez que mais de 60% de todos os primatas estão em risco de extinção e quase metade – 43% – está classificada como “Em Perigo” ou “Criticamente Em Perigo” (os níveis mais próximos da extinção na Natureza). É neste contexto que se comemora o Dia Internacional dos Primatas e que se convida todos os visitantes a conhecerem um pouco melhor o mundo destes animais, que enfrentam diversas ameaças como, principalmente a perda do habitat e a caça massiva.

Na “Arca de Noé” Lisboeta, os visitantes poderão encontrar, para além das novas crias, 31 espécies/subespécies diferentes de primatas. Desde o pequeno Saguim-bicolor, “Em Perigo”, na floresta tropical da região do Amazonas, no Brasil, ao Gorila-ocidental-das-terras-baixas, “Criticamente em Perigo”, nas terras baixas africanas entre os Camarões e o Gabão; sem esquecer o Lémure-de-cauda-anelada, “Em Perigo”, em Madagáscar e listado como uma das 25 espécies de primatas mais ameaçadas do Mundo. Tem também ao seu cuidado o emblemático Mico-leão-dourado, embaixador da conservação da Mata Atlântica, no Brasil e o Macaco-do-japão, que representa a importância das medidas de gestão das populações para a sobrevivência e coexistência com as populações humanas. O icónico Chimpanzé também é um habitante a que nenhum visitante fica indiferente pela sua semelhança morfológica e, sobretudo, comportamental, com o próprio Homem.

O Zoo colabora e apoia financeiramente o Fundo para a Conservação da Vida Selvagem nos Camarões (CWAF – Cameroon Wildlife Aid Fund), assegurando um futuro sustentável aos Primatas dos Camarões desde 2006. A grande parte das espécies de Primatas encontram-se ao abrigo de programas de reprodução ou de conservação, sejam europeus ou internacionais.

Venha assistir às “macacadas” desta grande família de Primatas e ajude o Zoo a aumentar a consciencialização para a proteção destes animais, num dia tão importante como este.

Macaco-de-brazza

Cercopithecus neglectus

https://www.zoo.pt/site/animais_detalhe.php?animal=230&categ=3

Macaco-capuchinho-de-peito-amarelo

Cebus xanthosternos

https://www.zoo.pt/site/animais_detalhe.php?animal=42&categ=3

Nascimento de cria de Órix-de-cimitarra

29 de agosto de 2018

O Jardim Zoológico comemora o nascimento de uma cria de Órix-de-cimitarra, uma espécie extinta na Natureza há mais de 20 anos.

A “Arca de Noé” lisboeta convida todos os amantes do mundo animal e da natureza a visitar o seu mais recente habitante: uma fêmea de Órix-de-cimitarra (Oryx dammah), nascida na madrugada do dia 19 de julho.

A cria, agora com cerca de 20kg e que pode chegar aos 200kg na fase adulta, possui uns pequenos cornos, que podem atingir 1.20m de comprimento, fazendo lembrar uma cimitarra – espada tradicional de alguns povos do Médio Oriente, como árabes, turcos e persas, utilizada pelos antigos guerreiros muçulmanos. A cria integra agora, uma família constituída por dois machos e três fêmeas e promete cativar e deslumbrar os visitantes com os seus primeiros passos na aprendizagem de vivência em grupo.

Cada fêmea desta espécie pode dar vida a apenas uma cria por ano, que é amamentada até aos 4 meses, altura em que se torna praticamente independente da progenitora. É ruminante, alimentando-se, maioritariamente, de herbáceas e pode passar longos períodos sem beber água.

Segundo o Eng.º José Dias Ferreira, Curador de Mamíferos do Jardim Zoológico “O nascimento de mais um exemplar desta espécie representa um momento muito especial para o Zoo, uma vez que estes animais travam uma grande batalha contra a sua extinção. A caça, a seca e a desertificação das zonas áridas e desertas do Norte de África, contribuem em larga medida para este facto. É um orgulho podermos cooperar na sua reprodução e conservação”.

Atualmente, a espécie vive em jardins zoológicos ou áreas protegidas vedadas, nomeadamente na Tunísia, Senegal e Marrocos, sob cuidados humanos e sob programas de reintrodução a longo prazo. Está também incluída no apêndice I da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção). Neste apêndice constam as espécies em que o tráfico ilegal representa uma das principais ameaças, podendo levar a estatutos de conservação mais graves.

O papel do Jardim Zoológico é crucial para a conservação e preservação desta espécie que se encontra classificada como Extinta na natureza, segundo a UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Para além de alojar seis Órix-de-cimitarra, participa no Programa Europeu de Reprodução da espécie (EEP) e apoia financeiramente projetos de reintrodução em parques naturais do Norte de África, através do seu Fundo de Conservação.

Diariamente, o Jardim Zoológico trabalha no sentido de proporcionar as condições ideais para garantir o bem-estar dos seus animais e a reprodução das espécies. O objetivo a longo prazo é permitir a reintrodução nos seus habitats naturais.

A morada mais selvagem de Lisboa está à sua espera, e a pequena Órix-de-cimitarra também.

Órix-de-cimitarra

Oryx dammah

https://www.zoo.pt/site/animais_detalhe.php?animal=61&categ=3

In Jardim Zoológico de Lisboa

https://www.zoo.pt/site/novidades_detalhe.php?novidade=240