“Penha de França Do Rio à Colina”


Penha de França - Do Rio à Colina Sandra Terenas Edições Fénix

Penha de França – Do Rio à Colina Sandra Terenas Edições Fénix Com o apoio da Junta de Freguesia da Penha de França

Disponível em diversas livrarias de Lisboa e online

 

A Freguesia da Penha de França, em Lisboa, celebra este ano o seu primeiro centenário.

A este propósito, gostaríamos de apresentar o livro “Penha de França Do Rio à Colina”, da autoria de Sandra Terenas e editado pelas Edições Fénix.

Esta obra tem como principal objetivo levar ao conhecimento dos cidadão o património cultural e a identidade própria esta Freguesia, conhecida por ser um dos melhores miradouros da cidade.

Contudo e considerando que a Penha de França é ainda pouco conhecida pelos lisboetas, as Edições Fénix desafiaram a autora, com uma longa ligação ao bairro, a escrever a história da Freguesia, contando com o apoio da Junta de Freguesia local.

O trabalho final sobre este território, que se estende desde o Tejo ao ponto mais alto de Lisboa e que constitui a fronteira entre o centro histórico e a zona oriental da capital, resultou num roteiro detalhado desta área destinado  quer aos que ali residem ou trabalham, quer aos que  a visitam.

Para mais informações 

http://edicoesfenix.wixsite.com/editora

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“2077 – 10 segundos para o futuro”


“2077 – 10 segundos para o futuro”

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Quem viu ontem a RTP 1 a seguir ao Telejornal, teve oportunidade de assistir ao primeiro de uma série de documentários que acrescenta muito a qualquer cidadão. Visões diversas, mas curiosamente convergentes, sobre como será a sociedade no ano de 2077.

Ou seja, um momento que, apesar de parecer muito distante, será vivido pela vasta maioria daqueles que são hoje crianças e adolescentes, os que não só irão experienciar o futuro mas, sobretudo, construí-lo.

Mas mais que um documentário dedicado a um tema interessantíssimo, com uma produção excelente, desde a qualidade dos entrevistados (ver abaixo lista completa), entre os quais destaco  Manuel Sobrinho Simões,  diretor do IPATIMUP, da Universidade do Porto, e considerado o patologista mais influente do mundo – um português -, até à realização e à banda sonora, “2077 – 10 segundos para o futuro” é um trabalho português.  

Se mais provas fossem necessárias, esta série de docs mostra a qualidade nacional deste tipo nobre de produção televisiva que é ignorado demasiadas vezes tendo em conta a importância que tem. De facto, os documentários reúnem o que de melhor se pode ter em televisão: verdadeiros filmes em matéria de imagem, som e realização, entretenimento e saber/informação.

Afinal, para quem cresceu com os programas do National Geographic e da BBC e com heróis como David Frederick Attenborough, Jacques-Ives Cousteau ou Félix Rodríguez de la Fuente, os docs foram – e continuam a ser – o melhor professor que alguém pode ter na vida para aprender a própria vida.

E se repararem, à parte do National Geographic, uma instituição independente de base criada com o objetivo de divulgar a ciência, a vasta maioria destes trabalhos foram produzidos por televisões públicas. E mesmo atualmente, excetuando os canais por cabo, quem destaca a exibição de docs na sua programação continuam a ser as estações públicas.

Eu sei que muitos nem sequer tomam conhecimento da existência de uma televisão pública em Portugal por entendem que a programação é uma chatice ou uma merda, como alguns tão explicitamente a classificam.

Mas lamento dizer-vos que, se produção desta qualidade – que também é exibida em alguns canais privados, mas que vocês teimam em ignorar – é algo que vocês categorizam como uma merda, então não merecem outra coisa que não seja os programitas que não vos obrigam a pensar. Normal, afinal trata-se de uma capacidade que vocês não possuem.

Às terças à noite, depois do Telejornal, acontece serviço público: “2077 – 10 segundos para o futuro”.

http://media.rtp.pt/2077/artigos/trailer-2077/

Partimos do Futuro. O Futuro a 60 anos. Em cada episódio contamos com um testemunho imaginário em 2077 e com as opiniões de grandes futuristas e cientistas internacionais sobre as grandes inovações e desafios que a Humanidade tem pela frente.

Onde e como vamos estar daqui a 60 anos? As próximas décadas vão sofrer a maior e mais veloz transformação de sempre. Na tecnologia, na ciência, no ambiente, nas relações interpessoais. Vivemos numa espécie de grande acelerador de ciência, em que o ritmo das descobertas não pára de surpreender. Nas últimas décadas acumulou-se mais conhecimento científico do que em toda a história da Humanidade. Em 2077 esse conhecimento científico terá duplicado várias vezes.

Vale a pena dar um salto ao Presente e perguntar: de que forma os nossos atos de hoje vão ter consequências no futuro? As nossas escolhas mudam o mundo.

Com testemunhos de:

Michio Kaku, físico teórico, City College of New York (EUA); Nick Bostrom, Diretor Future of Humanity Institute, Oxford University (Suécia/UK); Paul Saffo, futurista, Singularity University e Stanford University (EUA); Gerd Leonhard, futurista, CEO The Futures Agency (Suíça); George Friedman, especialista internacional em geopolítica, Chairman Geopolitical Futures (Hungria/EUA); Rosi Braidotti, FundadoraCentre for the Humanities, Utrecht University (Austrália/Holanda); Dominique Wolton, Diretor National Centre for Scientific Research in France (França); Gilles Lipovetsky, filósofo, Université de Grenoble (França)​; Tahar Ben Jelloun, poeta e defensor direitos humanos (Marrocos/França); Prem Rawat, Embaixador da Paz (Índia/EUA); Chris-Llewellyn Smith, Diretor Energy Research, Oxford University (UK); Bernard Bigot, Diretor-Geral ITER, International Fusion Energy Organization (França); Ted Shepherd, cientista climático,University of Reading (Canadá/UK); Shenggen Fan, Diretor-Geral International Food Policy Research Institute (China/EUA); António Damásio, Diretor Brain and Creativity Institute, University of Southern California (Portugal/EUA); Manuela Veloso, Diretora Departamento Ciência de Computação, Carnegie Mellon University (Portugal/EUA); Craig Dawson, Líder IBM Watson Europe (Austrália/Suíça); Niklaus Waser, Diretor Watson IoT Center Munique (Alemanha); Elvira Fortunato, Diretora CENIMAT/I3N Universidade Nova de Lisboa (Portugal); Manuel Sobrinho Simões, patologista, Diretor IPATIMUP, Universidade do Porto (Portugal); Carlos Moedas, Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação (Portugal/Bélgica); Pete Worden, Ex-Diretor NASA Ames Research Center, Ex-consultor DARPA, Chairman Breakthrough Prize Foundation (EUA); Leopold Summerer, Diretor Equipa de Conceitos Avançados – Agência Espacial Europeia (Áustria/Holanda); Brian Garret, Co-fundador 3D Hubs (Holanda);Brian Grim, Presidente Religious Freedom&Business (EUA); Yann Arthus-Bertrand, fotógrafo e realizador, Presidente Good Planet Foundation (França); David Basulto, arquiteto e fundador ArchDaily (Chile); Catarina Fernandes, astrofísica, Université de Liège (Portugal/Bélgica); Tiago Pitta e Cunha, CEO Fundação Oceano Azul (Portugal).

As minhas “estórias” do meu bairro IX


As minhas “estórias” do meu bairro IX

A ideia de criar um conjunto de pequenas crónicas sobre a Penha de França surgiu depois de ter escrito o livro sobre esta que é a minha freguesia, um documento meramente objetivo e informativo. No entanto, a verdadeira inspiração partiu de um projeto da Biblioteca da Penha de França denominado “Vidas e memórias de bairro”.

Esta iniciativa, que surgiu em 2015, é dirigida aos idosos da freguesia e pretende “recuperar e divulgar histórias de vida, vivências, testemunhos, relatos e memórias importantes e relevantes que estes desejem partilhar e preservar”.

“Vidas e memórias de bairro” tem lugar todas as sextas-ferias à tarde, entre outubro e maio e parte de “sessões denominadas “oficinas comunitárias da memórias” durante as quais é trabalhado um determinado tema relacionado com o património material e/ou imaterial da freguesia”.

In

http://blx.cm-lisboa.pt/vidasmemoriasbairro

O Natal

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A forma de viver a época de Natal mudou muito nos últimos 40, 50 anos.

Nos Natais da minha infância, o bairro não tinha iluminações de rua, tal como muitos outros recantos de Lisboa.

Na altura, o brilho das luzes era coisa das zonas mais nobres da cidade, como a Baixa ou Alvalade, para onde toda a gente corria para comprar as prendas. Sem centros comerciais, era ali que os pais e as mães e os avós Natais encontravam as maiores modernicies da época que nos deixavam de boca aberta na noite de 24 para 25.

Já os bairros como o meu, a luz e as cores natalícias mostravam-se nas montras das tabacarias e nos pinheiros enfeitados dos cafés e das mercearias, onde os clientes penduravam notas de diferente valor.  Passeando pelas ruas de nariz no ar, podíamos descobrir alguns pelas luzes fraquinhas a brilhar através dos vidros. Porque, afinal, as decorações eram feitas para a família mas com tanto orgulho que se encostavam às janelas e varandas fechadas para que os vizinhos tivessem um vislumbre do que se passava dentro de casa.

Havia também quem pintasse figuras alusivas à época nos vidros, com “neve” em spray ou colasse os bonequinhos que as crianças faziam na escola. Nesta época do ano, as escolas eram um verdadeiro espaço industrial de pequenos seres desenhadores de supostas bolas, sinos, azevinhos e anjinhos de todas as cores que existiam nas latas de lápis de cor e que inundavam o edifício da própria escola e as casas de cada um.

Existia assim como que uma saudável competição para saber quem tinha a decoração mais bonita, uma espécie de filme americano numa versão mais à nossa medida…

Lembro-me em particular de dois exemplos, perto da minha casa: o da cabeleireria Lina e o de uns ilustres desconhecidos de um prédio de esquina. Pensando bem, os dois prédios são prédios de esquina…

O da cabeleireira Lina, dada alguma proximidade das famílias, costumava ver dentro da própria casa. Ao que parece, dizia-se nesta zona do bairro, era das maiores árvores das redondezas e ostentava o título de melhor decoração. Claro que, uma vez que era de uma cabeleireira que toda a gente frequentava, era o pinheiro mais visto do bairro e arredores.

O outro ficava meio escondido numa varanda meio hexagonal – é assim que me lembro dela e não me apetece chegar à janela para confirmar – que se mantinha fechada quase todo o ano, como se os seus proprietários pretendessem manter uma aura de mistério em redor de si mesmos. Mesmo da rua, percebia-se que era um pinheiro enorme e carregado de luzes que brilhavam ao longe. Nunca soube quem morava ali, naquela varanda quase hexagonal, por cima da mercearia, num prédio de esquina.

Os pinheiros eram naturais, arrancados à natureza ainda crianças, sem qualquer ideia do prejuízo causado. Eram assimétricos, um tronco torto, um ramo demasiado saliente, agulhas que se agarravam à roupa e que deixavam um rasto desde a loja onde se compravam até ao seu destino final. E a resina? Ui, essa representava um perigo que, suspeito, não passava de um mito urbano: fazia o cabelo cair!

As árvores de Natal daqueles tempos compravam-se nas mercearias e nas drogarias, coisas também muito naturais naquela época e que já vão rareando.

A minha era comprada na Rua Castelo Branco Saraiva, mas não me lembro em que tipo de loja.

Rua Castelo Branco Saraiva - Arquivo Municipal de Lisboa

Rua Castelo Branco Saraiva – Arquivo Municipal de Lisboa

O primeiro problema era transportá-la para casa.

O percurso não era longo, mas implicava contornar diversos obstáculos, não bater em ninguém, atravessar ruas e, finalmente, subir as escadas do prédio.

Depois seguia-se a complicada tarefa de a instalar, de forma segura e permanente, na sala. Arranjava-se um vaso e folhas de jornal que se enrolavam à volta do tronco torto, apertando-o até se ter a certeza que não tombaria. Por fim, era preciso um papel de embrulho bonito, de preferência com bolas e sinos. para esconder toda aquela salganhada.

O último problema, e provavelmente, o maior, era a decoração.

Lá vinham as irritantes fitas brilhantes, que largavam tantas ou mais “agulhas” que o próprio pinheiro, as luzes que todos os anos tinham uma ou duas lâmpadas fundidas, as bolas que perdiam bocados de tinta a casa utilização, as pinhas falsas prateadas e douradas e um ou outro pináculo gigantesco que ninguém sabia muito bem o que representava. Respirava-se fundo e atirava-se com tudo para cima do pobre do pinheiro até ele desaparecer. Por último, disparava-se com o frasco de spray de tinta branca a fingir neve. Ou então espalhavam-se pedaços de algodão…

 

É por estas e por outras histórias que vos deixo a melhor sugestão para oferecer a alguém no Natal. Podem encontrá-la nas livrarias e papelarias da Penha de França, bem como noutros pontos da capital. Ou então, online. 

Penha de França - Do Rio à Colina Sandra Terenas Edições Fénix

Penha de França – Do Rio à Colina Sandra Terenas Edições Fénix Com o apoio da Junta de Freguesia da Penha de França

“Penha de França Do Rio à Colina”, Sandra Terenas

Edições Fénix

Com o apoio da Junta de Freguesia da Penha de França

Penha de França do Rio à Colina”, procura levar ao conhecimento dos cidadão o património cultural e a identidade própria da Freguesia da Penha de França. É este território, que inclui o Tejo e o ponto mais alto de Lisboa, o Miradouro da Penha de França, que constitui a fronteira entre o centro histórico e a zona oriental da capital.

Ofereçam livros, este em particular

À venda em todas as livrarias e online

 

Galileo satellites with Portuguese tech


Space Today

FEATURE: Portuguese tech on Galileo satellites

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Ariane 5 places 4 new Galileo satellites in orbit in 82nd consecutive succefull launch

Aboard follows a real-time operating system created by Portuguese engineers, the RTEMS by Edisoft  that manages all the functionalities of each of the satellites.

Edisoft  has in-depth knowledge of embedded systems, being recognized by its expertise on real-time operating systems and safety critical software development processes. EDISOFT has produced a space-tailored version of the real-time operating system RTEMS (RTEMS by EDISOFT), which is qualified for space flight and is in operation in the GALILEO and SENTINEL satellites.

RTEMS is a RTOS based on open standards dedicated to critical applications.

Real-time operating systems

Embedded systems, being recognized by its expertise on real-time operating systems and safety critical software development processes. EDISOFT has produced a space-tailored version of the real-time operating system RTEMS (RTEMS by EDISOFT), which is qualified for space…

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