Halloween


Halloween

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Esqueçam o Halloween, os Vampiros, os Trolls e o Pai Natal. Neste livro, só vamos falar de criaturas portuguesas, como os Trasgos e as Jãs. Quem são as Moiras Encantadas? Onde vivem? O que faz a Maria Gancha no fundo do poço e os Maruxinhos nas ruínas do castelo? Aquele som lá ao longe, na encruzilhada, será um Lobisomem ou um Tardo?
Nuno Matos Valente recolheu e Natacha Costa Pereira ilustrou cerca de 40 criaturas que “habitam” o nosso território, produzindo o trabalho de pesquisa de criaturas míticas tradicionais portuguesas mais completo alguma vez publicado.
Dirigido a pais e filhos, este Bestiário Ilustrado contém informações detalhadas sobre os hábitos e características de cada criatura genuinamente portuguesa, de acordo com extensa recolha oral e com referências nas obras de Leite de Vasconcelos, Consiglieri Pedroso, Alexandre Herculano, Júlio Dinis, Teófilo Braga, entre outros. 

In https://bestiariotradicionalportugues.wordpress.com/

 

Em Portugal

Ao contrário do que se diz por aí, a tradição de celebrar a noite do 31 de Outubro também existe em Portugal desde tempos imemoriais. Claro que não envolve abóboras recortadas ou chapéus de bruxa, mas muitas assentam em antigos ritos pagãos aos quais se associaram, mais tarde, as celebrações de inspiração cristã, como o Dia de Todos-os-Santos.

As celebrações próprias do paganismo associam este período do ano a uma renovação, grosso modo, a uma passagem de ano. Em Portugal, existem duas tradições que se assinalam a 31 de Outubro e a 1 de Novembro: a mais conhecida, o Pão por Deus, e a mais antiga, a Festa da Cabra e do Canhoto.

Considerada como uma das festas mais genuínas de Portugal, a Festa da Cabra e do Canhoto, que se realiza na noite de 31 de Outubro na aldeia de Cidões (concelho de Vinhais), tem origens remotas mas continua a celebrar-se hoje tal como se fazia no tempo em que os celta-iberos caminhavam pelo território da Península.

Na noite de 31 de Outubro, a população de Cidões esconjura os demónios confeccionando uma refeição festiva com a mais tradicional representação do demo: a cabra. O animal, velhas e boas cabras às quais a população chama de machorras por serem estéreis, é cozinhado em potes de grandes dimensões, sobre o fogo intenso do chamado canhoto, um tronco, e acompanhado por pão de lenha, castanha assada, maçãs, figos e nozes. O canhoto é queimado junto a um cruzamento, que a mística popular associa às práticas de bruxaria.

Tudo bem regado a vinho e a aguardente queimada.

A noite é também assinalada com o relato de histórias antigas destinadas a arrepiar a provocar arrepios na espinha e das tropelias dos rapazes que, após o repasto, percorrem a aldeia roubando vasos de flores e outros objectos, montados num carro de bois cujo chiar se prolonga na noite para não deixar ninguém dormir. A atitude dos mancebos reproduz o caos próprio do fim de um ciclo e do princípio de outro, trazendo assim ao presente o rito pagão da mudança de ano.

À volta do Mundo

Samhain

Samhain (Festa de Todos os Santos, All Hallows, Mischief Night, Hallowmas, Noite de Saman, Samaine, Halloween, All Hallows Eve)

Samhain (pronuncia-se Sou-ein) é festejado a 31 de Outubro, celebrando a última das colheitas. Popularizada como a Noite das Bruxas, ou Halloween, nos países anglo-saxónicos, esta noite é também aquela em que o véu que separa o mundo material do espiritual é mais fino, facilitando o contacto com os nossos antepassados. Os Portões das Sidhe, que dividem os dois mundos, estão abertos e nem os humanos nem as fadas precisam de senhas para entrar e sair. O Outro Mundo concilia-se com o nosso à medida que a luz do Sol baixa e o crepúsculo chega.

Entre os diversos rituais associados a este festival está a realização de uma ceia em silêncio, através da qual se tenta contactar com aqueles que já cruzaram os portais entre os dois mundos. De igual forma, é tradicional deixar um lugar à mesa destinado aos antepassados, servindo os respectivos pratos como se eles estivessem fisicamente presentes na ceia.

Para aqueles que não têm família para celebrar seus ancestrais, é comum deixarem-se alimentos no exterior da casa, na porta de entrada, em homenagem aos familiares e amigos desencarnados.

Nesta época do ano, o pico do Outono no hemisfério Norte, o frio cresce e a morte vaga pela Terra. O Sol enfraquece rapidamente, enquanto a sombra cresce e as folhas das árvores caem, anunciando a chegada do Inverno. O Sol está em seu ponto mais baixo no horizonte, segundo as medições feitas na antiga na Britânia e na Irlanda, razão pela qual os celtas escolheram esta celebração, em lugar do Yule, o Solstício de Inverno, para representar o Ano Novo.

Na Antiguidade, os europeus assinalavam esta época das últimas colheitas com o sacrifício dos seus gados, uma forma de aproveitar a carne dos animais que não conseguiriam sobreviver aos rigores do Inverno. Deste modo, apenas os mais fortes seriam mantidos para o ano seguinte.

No sentido mais espiritual, a noite de Samhain marca o momento em que o Velho Rei morre e a Deusa Anciã lamenta sua ausência nas próximas seis semanas. Apesar da morte do Deus, que se torna no Senhor da Morte e das Sombras, a sua alma permanece viva na criança ainda por nascer que crescer na Deusa e que simboliza a nova vida. Este momento simboliza a morte das plantas e a hibernação dos animais.

O Halloween é também um festival do fogo, facto que é assinalado com o acender de fogueiras que servirão para iluminar o caminho dos espíritos para o Outro Mundo, também chamado País de Verão.

Para que os espíritos encontrem o caminho para o nosso mundo, bem como sejam guiados na sua jornada de regresso, é habitual colocar uma vela acesa na janela da casa.

Sendo esta considerada como a noite mais mágica do ano, o Samhain é igualmente tido como sendo um momento muito favorável para as práticas divinatórias, nomeadamente, no que concerne a fortunas e casamentos futuros. Para tal, colocavam-se várias maçãs num grande barril de água, em redor do qual as mulheres se reuniam. A primeira que conseguisse apanhar uma das maçãs seria a primeira a casar no ano seguinte.

Contudo, a prática do Samhain que maior fama granjeou foi a das máscaras de abóbora, chamadas Jack O’Lantern  e que mantém até aos dias de hoje, integrando as actuais celebrações do Halloween.

A sua origem não é clara, sendo atribuída tanto aos escoceses como aos irlandeses. Sabe-se que as máscaras eram utilizadas por pessoas que precisavam sair durante a noite de Samhain, uma vez que as sombras provocadas pelas faces esculpidas nas abóboras afastavam os maus espíritos e todos os seres do outro mundo que vinham para perturbar. As mesmas máscaras eram também colocadas nos batentes das janelas e em frente à porta de entrada para proteger toda a casa.

Já a tradição de percorrer as casas da vizinhança pedindo doçuras ou travessuras tem origem celta. Contudo, era um ritual praticado pelos adultos e não pelas crianças, como sucede actualmente, que se deslocavam de casa em casa, cantando, e que eram presenteados pelos habitantes.

O Samhain é um tempo para a reflexão, no qual olhamos para o ano mágico que passou e estabelecemos as metas para nossa vida no ano que entra.

O Dia das Bruxas (também conhecido pela sua denominação em inglês Halloween) tem origem em celebrações associadas a momentos marcantes da natureza e da agricultura datadas da Antiguidade. Refira-se que a designação de Dia das Bruxas apenas existe para os povos de língua (oficial) portuguesa.

As celebrações originais reportavam a uma festa pagã, o Samhain. Com o surgimento do cristianismo, a igreja procurou restringir estas celebrações, instituindo as cerimónias dedicadas à véspera e ao Dia de Todos os Santos, a 1 de Novembro. Inicialmente, a festa de Todos os Santos era celebrada no dia 13 de Maio.

Assim, a origem do Halloween remonta às tradições dos povos que habitavam a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre 600 a.C. e 800 d.C., embora de forma bastante diferente das actuais abóboras ou da conhecida frase “gostosuras ou travessuras“, uma exportação norte-americana.

O festival de Samhain (o fim do Verão) fazia parte do calendário celta da Irlanda e era celebrado entre finais de Outubro e os primeiros dias de Novembro e marcava o final do período estival, bem como a última das colheitas.

Por esta altura de celebração, os celtas celebravam um conjunto de datas, entre as quais o culto aos mortos (a festa dos mortos), já que se acreditavam que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

Durante esta festa, os sacerdotes actuavam como médiuns, procurando estabelecer uma ligação entre as pessoas e os seus antepassados que haviam deixado o mundo dos vivos e habitavam já um lugar que se acreditava ser de felicidade perfeita, sem fome nem dor.

Nesta noite o véu que separa o mundo material do mundo espiritual torna-  -se mais fino e facilitando o contacto com ancestrais torna-se mais fácil. Neste momento, o chamado Outro Mundo aproxima-se do nosso à medida que a luz do Sol baixa e o crepúsculo chega. As fogueiras são acesas para que os espíritos do outro mundo possam encontrar os caminhos para partirem ao Outro Mundo (ou País de Verão).

É comum realizar uma ceia em total silêncio e deixar um lugar à mesa destinado aos ancestrais, aos quais são servidos pratos como se eles fossem uma presença viva.

Para aqueles que não têm família, é tradição deixar alguns alimentos na porta de entrada, em homenagem aos amigos que já abandonaram este mundo.

De igual forma, é também tradicional deixar uma vela acesa na janela para ajudar a guiar os espíritos ao longo de sua caminhada ao nosso mundo.

Este é também o tempo do ano em que o frio aumenta e a morte vagueia pela Terra, enquanto o Sol enfraquece rapidamente, numa clara preparação para a chegada do Inverno.

Por esta altura, os antigos povos da Europa sacrificavam as suas cabeças de gado como forma de preservar a carne para o Inverno, já que os animais dificilmente poderiam sobreviver ao frio crescente. Apenas um pequeno número de animais era mantido para o ano seguinte.

No Samhain, o Deus morre, (tornando-se no Senhor da Morte e das Sombras) mas sua alma vive na criança não-nascida, a centelha de vida no ventre da Deusa, um simbolismo para a morte das plantas e a hibernação dos animais

Entre algumas das tradições mais conhecidas do Samhain está o famoso Jack O’Lantern, que deu origem às actuais abóboras.

Originalmente, as pessoas usavam abóboras esculpidas como máscaras, sendo que as sombras por elas provocadas afastavam os maus espíritos e todos os seres do outro mundo que vinham para perturbar. Estas máscaras eram também colocadas nas janelas e nas portas de entrada com o objectivo de proteger toda a casa.

Da mesma forma, também o costume norte-americano de mascarar as crianças e deixá-las correr de casa pedindo gostosuras ou oferecendo travessuras tem origem celta. Na Antiguidade, eram os adultos quem passava de casa em casa, entoando cânticos, sendo presenteados com agrados pelos seus habitantes.

Associação com as bruxas

A relação da comemoração desta data com as bruxas terá começado na Idade Média como consequência das perseguições encetadas por líderes políticos e religiosos aos que eram pagãos. Designados por bruxos ou bruxas, com um carregado sentido pejorativo, eram julgados pelo tribunal do Santo Ofício e, na maioria das vezes, queimados na fogueira nos designados autos-de-fé.

#BeforeTheFlood


 

Before The Flood, as well as the award-winning documentary series Years of Living Dangerously, will kick off the National Geographic Channel’s “Earth Week”—a week of programming starting Oct. 30 dedicated to bringing awareness to issues surrounding climate change. 

Before The Flood, bem como a premiada série documental de Years of Living Dangereously, darão início à Earth Week do National Geographic Channel – uma semana de programação, a partir de 30 de outubro, dedicada a alertar consciências para questões relacionadas com as alterações climáticas.

A estreia mundial de Before The Flood em Portugal será transmitida pelo National Geographic Channel e pela RTP (segunda-feira, 30 de outubro, às 21h00).

https://twitter.com/BeforeTheFlood_

http://www.natgeotv.com/pt

http://www.rtp.pt

 

 

 

 

Ilhas Féroe


Ilhas Féroe

As Ilhas Féroe fazem parte do meu imaginário há muitos anos.

A minha curiosidade foi atiçada na década de noventa do século passado, quando alguém com quem convivia socialmente relatou as suas aventuras no distante arquipélago. As duas semanas de férias do meu conhecido foram tão ricas antropologicamente que dariam uma série do National Geographic. Felizmente, ele é um viajante e não apenas um turista.

Uma outra razão de peso para a minha curiosidade a respeito das Ilhas? Apenas alguns entenderão. Antes de serem um território autónomo da Dinamarca, foram norueguesas ao longo de 8 séculos. Que fique registado: não fazia ideia até à alguns minutos atrás.

Portanto, e aproveitando que Portugal e as Ilhas Féroe jogam hoje , aqui ficam alguns dados sobre o arquipélago dinamarquês.

 

Línguas  oficiais:          feroês e dinamarquês

Unificada com a Noruega    1035

Cedida à Dinamarca    14 de Janeiro de 1814

Transformação em região autónoma    1 de Abril de 1948

Área  Total:        1399 km²

População em 2010 (estimativa):                   48917 hab.

Moeda:      coroa feroesa (DKK)

A título de curiosidade, refira-se que as Ilhas não têm nenhum McDonalds e, em 2014, existiam apenas 3 semáforos, todos na capital. De igual forma, o território não tem nenhuma cadeia: Os condenados a penas de maior duração são enviados para a Dinamarca.

Ilhas Féroe  (em feroês Føroyar ou Føroyarland, em dinamarquês Færøerne e em nórdico antigo Færeyjar) são um território dependente da Dinamarca, localizado no Atlântico Norte entre a Escócia e a Islândia.

O arquipélago é formado por 18 ilhas maiores e outras menores desabitadas que acolhem, ao todo, 47.000 pessoas em uma área de 1.499 km². Na ilha maior (Streymoy), encontra-se a capital, Tórshavn, com 16.000 habitantes (1999). As terras mais próximas são as ilhas mais setentrionais da Escócia (Reino Unido), que ficam a sul-sueste, e a Islândia, situada a noroeste.

São autónomas desde 1948, tendo decidido não aderir à União Europeia. Gradualmente têm alcançado maior autonomia e para o futuro tem-se descortinado a possibilidade de tornarem-se independentes da Dinamarca.

Como território autónomo da Dinamarca, as Ilhas contam com um Alto Comissário – representante da Rainha da Dinamarca, com um parlamento unicameral formado por 32 membros (Lagting) e com um primeiro-ministro chefe de governo.

Em dinamarquês atual, o nome das ilhas é Færøerne, e na língua local (feroês), Føroyar. O nome tradicional em português, “Féroe”, provém do nórdico antigo Færeyjar, que significa literalmente “ilhas das ovelhas” ou “ilhas dos carneiros”, e chegou à nossa língua proveniente do francês Féroé.

Credits: Stig Nygaard

Tórshavn, a capital, situada na Ilha Streymoy Credits: Stig Nygaard

HISTÓRIA

A história conhecida do arquipélago inicia em 600 d.c. com sua colonização por irlandeses. A primeira menção conhecida das Ilhas Féroe foi feita pelo monge irlandês Dicuil em 82

Segundo a Saga dos Feroeses (de cerca de 1200), o primeiro colonizador foi um viking chamado Grímur Kamban, que aportou às ilhas em data incerta, pelos finais do séc. IX.

600 – 800 d.c. – Estabelecimento de monges eremitas irlandeses

825 – Conquista e colonização por vikings noruegueses

970 – 1280 – República

1135 – Torna-se país tributário à Coroa Norueguesa

1380 – Dinamarca e Noruega (incluindo as ilhas Féroe) realizam uma união monárquica

1655 – 1709 – O Rei da Dinamarca confia as ilhas à família von Gabel como um estado feudal

1709 – A coroa dinamarquesa novamente toma posse

1720 – Administrada como parte da Islândia

1776 – Administrada como parte do condado dinamarquês de Sjælland (Sealand – Zelândia)

24 de janeiro de 1814 – Reconhecida como possessão dinamarquesa pelo Tratado de Kiel

1816 – Recebe o grau de condado

12 de abril de 1940 — 16 de Setembro de 1945 – Ocupação britânica durante a II Guerra Mundial

14 de setembro de 1946 – Referendo aprova a independência (48,7% a 47%). A independência é declarada em 18 de Setembro de 1946. É anulada pela Dinamarca dois dias depois.

30 de março de 1948 – Governo autónomo é permitido.

GEOGRAFIA

As Ilhas têm uma morfologia muito acidentada, rochosa, com costas alcantiladas recortadas por profundos fiordes. Nenhum ponto das ilhas está a mais de 5 km do mar. O ponto mais alto é o Slættaratindur, na ilha Eysturoy, com 882 metros de altitude.

O clima é oceânico, marcado pela influência moderadora da Corrente do Golfo, o que, tendo em conta a elevada latitude, suaviza as temperaturas invernais. Em Tórshavn não se registam temperaturas médias mensais negativas, oscilando estas entre os 0,3 °C em janeiro e os 11,1 °C em Agosto. A média anual é de 6,7 °C. A amplitude térmica é assim muito reduzida, com verões frescos e invernos suaves. A precipitação aproxima-se dos 1400 mm por ano, com um mínimo relativo na primavera e verão. O céu é em geral nublado, com frequentes nevoeiros. São frequentes os ventos fortes.

POPULAÇÃO E CULTURA

Grande maioria da população das Ilhas Féroe é de ascendência norueguesa e escocesa. Análises recentes de DNA revelaram que os cromossomos Y da população das ilhas, que traça a descendência masculina, são 87% escandinavos. Estudos mostram que o DNA mitocondrial, que traça a descendência feminina, é 84% escocês.

As Ilhas Féroe tem pessoas de 77 nacionalidades diferentes.

Os recursos naturais são escassos. A vegetação – gramíneas – dos morros é utilizada para a criação de ovelhas. Em algumas partes da ilha de Suðuroy, existem alguns depósitos de lignito, úteis como combustível.

No mar – nos peixes – é que está a grande riqueza da nação feroesa. A pesca é responsável por 96 a 98% das exportações realizadas e praticamente todo o comércio deriva dos produtos capturados no mar. Dentro do limite de 200 milhas marítimas são encontradas espécies como bacalhau, arinca, argentina-dourada, faneca da Noruega, alabote, tamboril, peixe vermelho, pechelim, salmão e arenque. A piscicultura de salmão e truta é um setor que tem crescido e contribuído para o crescimento da balança comercial

O aeroporto Vagar (EKVG) é o único na ilha. Foi construído na segunda guerra mundial pelos militares ingleses, mas hoje é um aeroporto civil. Perto do aeroporto, existem 7 heliportos.

A cultura das Ilhas Féroe tem suas raízes na cultura nórdica. As Ilhas estiveram isoladas, durante muito tempo, dos principais movimentos culturais que surgiram em diferentes partes da Europa, o que significa que a população local conseguiu manter uma grande parte de sua cultura tradicional.

Apesar de uma rica tradição oral ter sobrevivido, a língua não foi escrita durante 300 anos, significando isto que todos os poemas e histórias foram transmitidos oralmente.

O principal festival das Ilhas é o Ólavsøka, que é realizado no dia 29 de julho e homenageia São Olavo. As celebrações são realizadas em Tórshavn, com início na noite do dia 28 e até ao dia 31.

in https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ilhas_Feroe

Mais info http://denmark.dk/pt/sociedade/groenlandia-e-ilhas-faroe/

 

 

Foto Stig Nygaard from Copenhagen, Denmark

Ponte 25 de Abril


Os meus 46 anos de Ponte 25 de Abril

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by RavenLight

A Ponte sobre o Tejo, popularmente conhecida como 25 de Abril ou também como a irmã mais nova da Golden Gate, de São Francisco, completa no próximo sábado 50 anos. Trata-se de uma das mais emblemáticas obras públicas portuguesas, ligando as cidades de Lisboa e Almada através dos modos rodoviário e ferroviário.

Eu nasci quatro anos depois da inauguração da travessia, pelo que esta sempre fez parte da minha vida e sempre teve o mesmo nome, aquele pelo qual continuo – eu como tantos outros – a tratá-la: Ponte 25 de Abril.

Para mim, a ponte sempre fez parte da paisagem do estuário do Tejo, quase como se fosse um elemento natural. Dela guardo memórias de fins de semana e férias passados na Margem Sul, como o caminho divertido sobre o rio que tínhamos que fazer para chegar ao ambicionado e longínquo destino. Para mim era divertido. Calculo que para os adultos não fosse tanto.

É difícil lembrar-me de algo que me divertisse tanto como ouvir o ruído das rodas do Carocha azul do meu avô a deslizar sobre a grelha que componha metade do tabuleiro rodoviário. Ainda hoje conseguiria identificar o som se alguém o pudesse reproduzir. Como divertido era espreitar lá para baixo, por entre as ranhuras da grelha, e ver o rio ali tão ao pé.

Como fez parte da minha vida o buzinão contra Cavaco Silva, então primeiro-         -ministro, e que causou tal confusão no centro da cidade que me fez chegar tardíssimo a casa.

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by RavenLight

Ou a construção do tabuleiro ferroviário – projetado de início mas que apenas décadas depois se viria a concretizar – e que tive a oportunidade de acompanhar a título profissional, tal como a respetiva inauguração. Ainda tenho o relógio oferecido na época aos convidados que fizeram a primeira travessia ferroviária do Tejo em Lisboa.

Depois disso, são incontáveis as vezes que já passei de uma margem para a outra através da 25 de Abril. Sim, digam lá o que disserem, mudem quantas vezes vos apetecer, justifiquem-no com provas científicas, para mim esta será sempre a Ponte 25 de Abril. Sem direito a quaisquer explicações.

 

Para conhecer mais em detalhe a sua construção e o relato, na primeira pessoa, de quem nela trabalhou, aqui fica o link para a reportagem emitida no programa Linha da Frente, na RTP, no passado mês de Abril.

Linha da Frente – RTP

 

 

Força Chape 


#ForçaChape

Eu sei que muitos vão criticar a cadeia de solidariedade – tristeza seria mais correto – e vão dizer que não se faz o mesmo por estes ou por aqueles ou por outros. Talvez seja verdade, mas o mais certo é que esses criticos se estejam a ver ao espelho e não se reconheçam. 

E, certamente, não fazem ideia do bem que faz à alma o sentimento de pertença a uma tribo, mesmo que seja a do futebol. 

Por isso, desta benfiquista que se orgulha de o ser e ser tratada pelos seus pares como família, aqui fica a minha homenagem ao Chape. 

A quem não gostar, escusa de criticar. Só estarão a perder tempo. Cresçam e façam-se à vida. Mas longe de mim, bem longe. 

Força Chape.

Pepperkakebyen, A Cidade de Gengibre


Pepperkakebyen

A Cidade de Gengibre

A cidade norueguesa de Bergen é conhecida por diferentes fatores. No entanto, nesta altura do ano, a sua grande atração é aquela que os locais designam como a maior cidade de gengibre do mundo.

Jardins de infância, escolas, empresas e milhares de cidadãos contribuem para a sua construção todos os anos, uma tradição que teve início no Natal de 1991.

No entanto, a denominada como Pepperkakebyen (ou seja, “a vila do pão-de-espécie”), não é exemplo único na Noruega, podendo ser vistas iniciativas semelhantes em locais como Finnsnes, Stavanger, Hammerfest, Hamar e Bodø.

Mas a tradição de construir cidades de gengibre não tem origem na Noruega, onde atinge o seu expoente máximo. 

Na realidade, fazer casas de pão-de-espécie decoradas começou na Alemanha no início do século XIX. Segundo alguns investigadores, as primeiras casas de gengibre foram o resultado do famoso conto de fadas dos irmãos Grimm, “Hansel e Gretel”, no qual se relatam as aventuras de duas crianças abandonadas na floresta que encontraram uma casa comestível feita de pão com decoração de açúcar.

Após a publicação desta história infantil, os padeiros alemães começaram a cozinhar casas de conto de fadas ornamentadas de lebkuchen (pão de gengibre), tornando-se populares durante o Natal. Já segundo outros historiadores, a ideia já existiria e terá levado mesmo os irmãso Grimm a inspirarem-se para o conhecido contos.

Apesar de existirem diversas cidades deste género noutras partes da Europa e até nos Estado Unidos, a de Bergen ganhou fama internacional, sendo mesmo o motivo de atração turística nesta época do ano.

Reivindicada como sendo a maior do mundo, a Pepperkakebyen pode ser visitada no centro de Bergen, estando instalada na arena  Sentralbadet, uma antiga piscina pública.

In 

www.facebook.com/Pepperkakebyen/

www.visitbergen.com

www.visitnorway.com