Bragança – Diabo vai andar à solta em Dezembro


Bragança – Diabo vai andar à solta em Dezembro

                         (in http://www.cafeportugal.net)

 

“As Festas de Inverno no Nordeste Transmontano têm como figura central o Diabo. Na primeira semana de Dezembro, em Bragança a figura diabólica vai andar pelas ruas em cortejos, rituais. A Mascararte, a bienal da máscara, faz-se ainda com exposições e música.

O evento, que há dez anos promove uma das mais genuínas tradições transmontanas personificadas nos caretos das Festas dos Rapazes, promete apresentar «o maior diabo alguma vez visto» para ser queimado no final da bienal, como acontece nos rituais festivos transmontanos.
O objectivo não é bater recordes, como sublinharam os promotores na apresentação do evento, mas surpreender o público da Mascararte, que desafia também as escolas a dar azo à criatividade e a criar diabos ao gosto da imaginação.
A primeira concentração de diabos, no encerramento da quinta Mascararte (1 a 7 de Dezembro) promete figuras misto de homem e animal, vermelhas, com caudas e tridentes.
A organização é da Câmara Municipal, Escola Superior de Educação e Academia Ibérica da Máscara, que decidiram dedicar esta edição da Mascararte exclusivamente à infernal figura mítica que inspira as Festas de Inverno, entre o final de Outubro e o Domingo Gordo de Carnaval.

É a primeira vez que a Mascararte aborda exclusivamente «algo genuíno da região», como sublinhou Luís Canotilho, da organização, referindo-se à figura do diabo simbolizada nas máscaras transmontanas com as quais saem à rua os tradicionais caretos no Natal e no Carnaval.

São tradições partilhadas com os vizinhos espanhóis de Zamora que também vão participar na Mascararte de Bragança, concretamente nas exposições sobre «os diabos nas festas de inverno em Trás-os-Montes e Zamora» e no debate em torno do «carácter diabólico das máscaras nos rituais de inverno».
Os rituais transmontanos com as máscaras são também feitos de sonoridades, através da gaita-de-fole, presente  no festival com «a música na rota dos caretos».
Os gaiteiros e os caretos vão também animar as ruas da cidade até ao encerramento da bienal, em que o momento alto será a queima do diabo, um ritual que faz também parte das Festas de Inverno.
A Mascararte contempla ainda a inauguração da sede da Academia Ibérica da Máscara, presidida pelo estudioso destas tradições transmontanas, António Tiza, e que ficará na zona histórica de Bragança junto ao Museu Ibérico da Máscara.
A organização da Mascararte vai ainda «ressuscitar» a trilogia do diabo, a morte e a censura, que antigamente saíam à rua pelo Carnaval a «atormentarem» quem se cruzasse no seu caminho com o tridente, a gadanha e a tesoura.”
 

Catarina de Bragança – Heróis Populares Portugueses 13


Catarina de Bragança

Heróis Populares Portugueses 13

Catarina de Bragança

Nascida em Vila Viçosa a 26 de Novembro de 1638, filha de D. João IV, aos 8 anos estava já prometida em casamento a D. João de Áustria, filho natural de Filipe IV de Espanha. Mais tarde, o pai planearia casá-la com o duque de Beaufort, neto de Henrique IV, um enlace também não iria avante. Colocou-se então a possibilidade de casar a pequena princesa com Luís XIV de França, um negócio preparado pelo cardeal Mazarin para obter de Portugal o que desejava: obrigar a Espanha a fazer a paz com a França. O cardeal, servindo-se da promessa de casamento, assinou a paz com Espanha mas sem que o matrimónio se concretizasse.

Em 1661, era regente a rainha D. Luísa de Gusmão na menoridade de D. Afonso VI, tratou-se novamente do casamento da infanta D. Catarina, escolhendo-se agora Carlos II, rei da Grã-Bretanha, para seu consorte. O contrato nupcial foi declarado em cortes a 18 de Agosto do referido ano de 1661, sendo entregues à Inglaterra a cidade e a fortaleza de Tanger e a ilha de Bombaim na Índia Oriental. A armada inglesa que conduziu Catarina de Bragança chegou à Grã-Bretanha a 24 de Maio.

A cerimónia de casamento realizou-se a 31 do mesmo mês.

Durante o seu reinado, Catarina não foi uma rainha popular na Inglaterra por ser católica, o que impediu a sua coroação. Contudo, deixou algumas “heranças” que ainda hoje são visíveis em terras de Sua Majestade: o consumo de geleia de laranja e o hábito de beber chá foram os mais populares. De igual forma, deve-se a Catarina a introdução em Inglaterra do uso dos talheres e do tabaco.

Carlos ll faleceu a 16 de Fevereiro de 1685, e a rainha ainda se conservou em Londres alguns anos. Em Março de 1692 embarcou com destino a Lisboa, onde chegou apenas em Janeiro do ano seguinte, depois de viajar por França e por Espanha. Começou por residir no palácio de Alcântara, mudando-se depois para o palácio dos condes de Redondo, a Santa Marta. Mais tarde ainda foi morar para o palácio dos condes de Soure à Penha de França e acabaria por fixar residência definitiva em Belém, no palácio dos condes de Aveiras, hoje, paço real de Belém. Ainda insatisfeita, Catarina resolveu construir a sua própria moradia, escolhendo para o efeito o Campo da Bemposta, que ainda hoje conserva este nome. Ali tratava de todos os negócios do Estado, nas duas vezes em que foi regente do reino, primeiro em Maio de 1701, quando D. Pedro II partiu para a Beira, à frente do exército português para a guerra da sucessão de Espanha, e depois em 1705, quando el-rei adoeceu.

Catarina de Bragança morreu a 31 de Dezembro de 1705 na sua residência, tendo sido enterrada no na Igreja dos Jerónimos. Mais tarde, o seu corpo foi transladado para o panteão dos Braganças em São Vicente de Fora.

 

 

 

Louis Daguerre


Louis Jacques Mandé Daguerre 

Louis Daguerre (Foto Google)

Louis Jacques Mandé Daguerre (Cormeilles-en-Parisi, Val-d’Oise, 18 de novembro de 1787  Bry-sur-Marne, 10 de julho de 1851) foi pintor, cenógrafo, físico e inventor francês, tendo sido o primeiro a conseguir uma imagem fixa pela ação direta da luz (em 1835), o daguerreótipo.

No prosseguimento dos experimentos fotográficos de Joseph Nicéphore Niépce, a descoberta decisiva coube a Louis Daguerre, que em 1835 apanhou uma placa revestida de prata sensibilizada com iodeto de prata, que apesar de exposta não apresentava sequer vestígios de imagem, guardou-a displicentemente em um armário e ao abri-lo no dia seguinte, encontrou uma imagem revelada. Fez experiências, por eliminação com os outros produtos que estavam no armário, para descobrir que a imagem latente tinha sido revelada por acção do mercúrio.

Em 1837, ele já havia padronizado o processo que ainda tinha como grandes problemas, longo tempo de exposição (15 a 30 minutos), a imagem era invertida e o contraste era muito baixo. A imagem formada na chapa, depois de revelada, continuava sensível à luz do dia e rapidamente era destruída; Daguerre solucionou este último problema ao descobrir que, mergulhando as chapas reveladas numa solução aquecida de sal de cozinha, este tinha um poder fixador, obtendo assim uma imagem inalterável.

Daguerre tinha problemas financeiros e não conseguiu obter o apoio de industriais por querer manter secreta a parte fundamental do seu processo. Em 1839, vendeu sua invenção, o daguerreótipo, ao governo Francês, tendo ficado a receber uma renda vitalícia de 6000 Francos anuais e Isidore Niépce, filho de Nicéphore, recebia 4000.

(Fonte: Wikipédia)