Humberto Delgado (Heróis Populares Portugueses 5)


Humberto Delgado

(Heróis Populares Portugueses 5)

 

Humberto Delgado

 

Humberto da Silva Delgado nasceu na localidade de Brogueira, em Torres Novas, a 15 de Maio de 1906 e fez a primeira parte do seu percurso escolar no Colégio Militar, concluindo o curso em 1922.

Três anos mais tarde ingressou na Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas., participando, em 1926, movimento militar que conduziria ao fim da República Parlamentar e ao surgimento da Ditadura Militar. Em 1933, António Oliveira Salazar passa a comandar os destinos do País, tendo em Humberto Delgado um apoiante de algumas das causas que defendia.

A sua carreira militar foi preenchida, tendo representado Portugal nos acordos secretos com o Governo Inglês sobre a instalação das Bases Aliadas nos Açores no decurso da Segunda Guerra Mundial. Em pleno conflito (em 1944) foi nomeado director do Secretariado da Aeronáutica Civil e entre 1947 e 1950 representou Portugal na Organização da Aviação Civil Internacional.

Já no início da década de 50 do século passado, Humberto Delgado foi procurador à Câmara Corporativa, em 1951 e 1952, ano em que foi nomeado adido militar na Embaixada de Portugal em Washington e membro do comité dos Representantes Militares da NATO. Pouco depois, é promovido a general como consequência da realização do curso de altos comandos (obtendo a classificação máxima) e passa a Chefe da Missão Militar junto da NATO. No regresso a Portugal é nomeado Director-Geral da Aeronáutica Militar.

Durante os cinco anos que viveu nos Estados Unidos da América, Humberto Delgado teve a oportunidade de contactar com as diferentes formas de vida que compunham a democracia norte-americana, o que acabou por modificar a sua visão da política portuguesa. Assim, em 1958 aceita o convite dos opositores ao regime de Salazar para se candidatar à Presidência da República, que aceita. Nas eleições teria como adversário  o candidato do regime, Américo Tomás.

A sua candidatura gerou um movimento de apoio inusitado até ali, no que concerne ao apoio por parte dos opositores ao regime.

Do lado do povo, os cidadãos retraíam-se de manifestar a sua aprovação. Contudo, o cenário mudou de figura depois de uma conferência de imprensa da campanha eleitoral, a 10 de Maio de 1958 no café Chave de Ouro, em Lisboa: questionado por um jornalista sobre a atitude que tomaria em relação ao Presidente do Conselho Oliveira Salazar, o “General Sem Medo” respondeu que “Obviamente, demito-o!”. A resposta incendiou os espíritos e o apoio popular revelou-se entusiástico, em particular na recepção na Praça Carlos Alberto, no Porto, a 14 de Maio de 1958.

Como seria esperado e perspectivado por muitos, o resultado eleitoral não foi favorável a Humberto Delgado devido à fraude eleitoral praticada pelo regime.

Depois da derrota eleitoral, o general foi vítima de represálias por parte do regime salazarista e alvo de ameaças da polícia política, pelo que, em 1959, pediu asilo político na Embaixada do Brasil, seguindo para o exílio em Terras de Vera Cruz. Mas o afastamento não impediu Humberto Delgado de continuar a lutar contra o regime. Contudo, estava convencido que o derrube do regime por meios pacíficos não seria possível, pelo que promoveu a realização de um golpe de estado militar, que se concretizaria em 1962 através da tomada do quartel de Beja e de outras posições estratégicas importantes de Portugal. O golpe viria a fracassar. Com o objectivo de se reunir aos opositores ao regime do Estado Novo, Humberto Delgado dirigiu-se à fronteira espanhola em Villanueva del Fresno, em 13 de Fevereiro de 1965. Ao seu encontro foi um grupo de agentes da PIDE, liderados por Rosa Casaco, que o assassinou, bem como à sua secretária, Arajaryr Campos.

Em 1990, o “General Sem Medo” foi nomeado Marechal da Força Aérea. O seu corpo está no Panteão Nacional.

 

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Almofadas Sandrix

 

 

 

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Catarina Eufémia (Heróis populares portugueses 4)


Catarina Eufémia

(Heróis populares portugueses 4)

Catarina Eufémia


 

Catarina Efigénia Sabino Eufémia, filha de José Diogo Baleizão e de Maria Eufémia, nasceu na localidade de Baleizão, no distrito de Beja, a 13 de Fevereiro de 1928.

Como tantos outros da sua região, era uma ceifeira de condição humilde. Em 1946 casou com o cantoneiro António Joaquim do Carmo, o Carmona e, com vinte e seis anos de idade, Catarina, que nunca aprendeu a ler, tinha já três filhos, um dos quais de oito meses.

A 19 de Maio de 1954, no pico da ceifa do trigo, Catarina e treze outras ceifeiras decidiram reclamar um aumento de dois escudos no pagamento da jorna, dirigindo-se ao feitor da propriedade para apresentar a sua reivindicação. Descontente com a atitude das mulheres, o feitor partiu para Beja para comunicar o facto ao proprietário, Francisco Nunes (tido como um homem generoso e um patrão acessível) e chamar a guarda.

Já na propriedade, o tenente Carrajola terá questionado Catarina sobre as intenções das ceifeiras, ao que ela terá respondido que apenas queriam trabalhar, ao que o guarda retorquiu esbofeteando-a. Catarina, que segurava ao colo o seu filho mais novo, terá reagido dizendo “Já agora mate-me.” O tenente Carrajola disparou três balas contra ela, que viria a morrer pouco depois nos braços do seu patrão. A criança ficou ferida na queda.

Segundo o relatório da autópsia, a jovem ceifeira foi atingida por “três balas, à queima-roupa, pelas costas”, sendo que o cano da arma estava “encostado ao corpo da vítima”.

Receando a indignação popular, as autoridades decidiram fazer o funeral uma hora antes do que fora anunciado. Contudo, o estratagema não resultou e quando o caixão saiu a população acorreu ao local com gritos de protesto. A guarda reagiu, reprimindo as pessoas com violência.

O caixão seria então levado sob escolta da polícia para o cemitério de Quintos, de onde era natural o marido de Catarina) a dez quilómetros de Baleizão. Em 1974, os restos mortais da ceifeira foram transladados para Baleizão.

O tenente Carrajola foi transferido para Aljustrel mas nunca veio a ser julgado em tribunal, morrendo em 1964.

A 21 de Maio de 1954, o “Diário do Alentejo” relatava os acontecimentos:

“Anteontem, numa questão entre trabalhadores rurais, ocorrida numa propriedade agrícola próximo de Baleizão, e para a qual foi pedida a intervenção da G.N.R. de Beja, foi atingida a tiro Catarina Efigénia Sabino, de 28 anos, casada com António do Carmo, cantoneiro em Quintos. Conduzida ao hospital de Beja, chegou ali já cadáver. A morte foi provocada pela pistola-metralhadora do sr. Tenente Carrajola, que comandava a força da G.N.R. No momento em que foi atingida, a infeliz mulher tinha ao colo um filhinho, que ficou ferido, em resultado da queda. A Catarina Efigénia tinha mais dois filhos de tenra idade e estava em vésperas de ser novamente mãe. O funeral realizou-se ontem, saindo do hospital de Beja para o cemitério de Quintos. Centenas de pessoas vieram de Baleizão para acompanharem o préstito, verificando-se impressionantes cenas de dor e de desespero. Segundo nos consta, o oficial causador da tragédia foi mandado apresentar em Évora.”

 

 

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