Fiona, mais uma Popota


https://news.nationalgeographic.com/2017/11/fiona-hippo-cincinnati-zoo-conservation-video-spd/

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Cheias de 1967


O Tempo Que Faz, RTP1

24 Nov, 2017

https://www.rtp.pt/play/p4076/o-tempo-que-faz

 

 

Reportagem de Jacinto Godinho sobre as Cheias de 1967, o modo como o regime tentou esconder a dimensão da tragédia e a importância do acontecimento na politização dos estudantes.

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/1967-grandes-cheias/#sthash.wkPgkkne.9siojkhf.dpbs

 

Reportagem in Observador

http://observador.pt/2017/11/25/cheias-de-1967-vejo-os-videos-da-pior-tragedia-depois-do-terramoto-de-1755/

 

 

“Não falar do mau cheiro dos cadáveres”: como Salazar escondeu 700 mortos

 “Há 50 anos, eu lembro-me”, disse Marcelo Rebelo de Sousa. De que se lembra o Presidente? Das cheias de 1967 – a maior catástrofe natural em Portugal continental desde 1755 – e de como o regime da altura a quis minimizar. E conseguiu.

In Sábado

http://www.sabado.pt/portugal/detalhe/cheias-de-1967-a-tragedia-esquecida-que-matou-centenas

Popota


popota

Quem me conhece, sabe que não sou a maior admiradora da maior mascote natalícia em Portugal, a Popota.

No entanto, a boneca cor de rosa celebra em 2017 a sua maioridade, o facto assinalável para uma mascote nos dias que correm.

Mas a minha homenagem fica para o animal que inspirou a criação da boneca: o hipopótamo.

Hipopótamo

©Sandra Terenas

©Sandra Terenas

Hippopotamus amphibius

Ordem: Cetartiodactyla Família: Hippopotamidae

A pele quase nua é protegida por uma secreção glandular avermelhada. Os dentes caninos crescem ao longo da vida do animal e podem atingir os 60-80 cm. A colocação no topo da cabeça dos olhos, orelhas e narinas, e os dedos unidos por membranas, são algumas adaptações à vida semiaquática.

Espécie muito territorial e agressiva na defesa do seu território. Passa o dia na água de forma gregária e a noite a pastar plantas herbáceas, de forma solitária. Ao amanhecer, regressa aos rios e podem formar-se grandes agregados de animais, mantendo-se as relações hierárquicas.

A cópula, o parto e a amamentação ocorrem, dentro de água. Cada cria nasce com 30-50 kg de peso, e é amamentada durante 10-12 meses. É comum observar-se fêmeas acompanhadas por 2 a 4 crias de idades diferentes. É frequente em ambos os sexos não haver acasalamento antes dos 13-15 anos de idade.

Pastagens associadas a rios, lagos e outros cursos de água.

Conservação :Vulnerável

Existe uma correlação positiva entre a presença da espécie e a melhoria da pesca nos rios e lagos africanos. Enfrenta a destruição do habitat e a caça pela carne e marfim. A espécie está incluída no apêndice II da Cites (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção).

In Jardim Zoológico de Lisboa

https://www.zoo.pt/site/animais_detalhe.php?animal=24&categ=3

Hipopótamo (Hippopotamus amphibius)

©Sandra Terenas

©Sandra Terenas

 

A palavra hipopótamo tem origem grega, e significa “cavalo do rio” (hippos quer dizer cavalo e potamos significa rio).

A pele do hipopótamo é muito grossa, com espessura de 2 a 5 cm. Sua cabeça é grande e seu lábio superior cobre o inferior por completo. Já suas orelhas redondas e sua cauda são pequenos, em se considerando os 4,5 metros de comprimento, 1,5 metros de altura e as 4 toneladas do hipopótamo. Suas presas chegam a ter 50 cm.

O hipopótamo é um animal semi-aquático. Geralmente fica de 2 a 6 minutos submerso, mas pode ficar até 25 minutos sob a água. Ao submergir, o hipopótomo pode fechar as “janelas” que possui nos orificios nasais. As vezes, emitem um estranho ruido quando soltam jatos de vapor de meio metro de altura. A posição de olhos, orelhas e orificios nasais dos hipopótomos ficam no alto de sua cabeça, o que torna possível que esses animais vejam, escutem e respirem ainda que o corpo esteja embaixo d’água.

Os hipopótamos podem ser encontrados nas planícies da África, sobretudo em reservas no Quênia, em Uganda e na Tanzânia. Vivem em grupos de até 20 animais liderados por um macho.

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©Sandra Terenas

Vivem a maior parte do tempo dentro da água, onde parecem ser animais tranquilos e preguiçosos, tanto que, na água, não existe rivalidade entre grupos. Porém, em terra, são bastante agressivos, tanto entre grupos rivais, como com os humanos. Podem atingir até 50 km/h, e costuma arrasar o que aparece entre a água e a sua zona de pasto.

Os hipopótamos são herbívoros, ou seja, sua dieta é a base de plantas, sendo que chegam a comem cerca de 200 kg em cada refeição. Alimentam-se exclusivamente à noite, quer dizer, têm hábitos noturnos. Sempre alertas, qualquer ruído faz com que o grupo dispare de volta a água, momento em que podem atingir até 50 km/h, arrasando tudo o que se encontra entre a zona de pasto e a água. Dormem durante o dia, sempre dentro da água, pois sua pele é extremamente sensível ao sol.

Para demarcar o território, os hipopótamos abanam o rabo ao defecar, com o objetivo de espalhar as fezes. Isso acaba contribuindo para a fertilização da terra, e conseqüentemente na formação de novos pastos.

A gestação das fêmeas dura cerca de 240 dias, sendo que nasce um filhote por cria, com peso entre 30 e 40 kg. O nascimento ocorre dentro d’água, e a cria é amamentada por algumas semanas. O grupo todo ajuda a cuidar do filhote nos primeiros meses, pois são presas em potencial para os grandes crocodilos. O filhote fica aos cuidados da mãe até completar um ano, quando chega próximo aos 200 kg. Um hipopótamo vive aproximadamente 40 anos.

In InfoEscola

https://www.infoescola.com/mamiferos/hipopotamo/

 

As minhas “estórias” do meu bairro VIII


As minhas “estórias” do meu bairro VIII

A ideia de criar um conjunto de pequenas crónicas sobre a Penha de França surgiu depois de ter escrito o livro sobre esta que é a minha freguesia, um documento meramente objetivo e informativo. No entanto, a verdadeira inspiração partiu de um projeto da Biblioteca da Penha de França denominado “Vidas e memórias de bairro”.

Esta iniciativa, que surgiu em 2015, é dirigida aos idosos da freguesia e pretende “recuperar e divulgar histórias de vida, vivências, testemunhos, relatos e memórias importantes e relevantes que estes desejem partilhar e preservar”.

“Vidas e memórias de bairro” tem lugar todas as sextas-ferias à tarde, entre outubro e maio e parte de “sessões denominadas “oficinas comunitárias da memórias” durante as quais é trabalhado um determinado tema relacionado com o património material e/ou imaterial da freguesia”.

In

http://blx.cm-lisboa.pt/vidasmemoriasbairro

As filas para encher o garrafão

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Chafariz do Rato (1903 – 1907) – AML, Joshua Benoliel, PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/JBN/001226

Nesta altura de seca severa e extrema, assolam-me a mente as memórias pessoais relacionadas com a falta de água.

Apesar de motivada por razões totalmente diversas, nomeadamente, por problemas graves no sistema de abastecimento de água às cidades portuguesas, o certo é que em pequena foram algumas as vezes em que, com a minha família, tive que ir à fonte.

Estamos a falar de meados da década de 70 do século passado, sendo que a fonte era, na minha memória e de uma forma mais impressiva, um autotanque dos bombeiros.

Esta era a Lisboa e a Penha de França na segunda metade do século XX.

As famílias, sendo que nalguns casos, eram apenas os elementos mais jovens, faziam fila naquela que é hoje a Av. Coronel Eduardo Galhardo, junto à ponte (como é conhecido o viaduto da Av. General Roçadas), mesmo ali ao pé do Espaço Multiusos da Junta de Freguesia, carregadas de garrafões. Há também quem se recorde de subir até à Igreja e atestar os garrafões no chafariz que fica no largo fronteiro. Se lá fui alguma vez, a minha memória não o registou.

Provavelmente porque os longos momentos de convívio que se vivam enquanto esperávamos a nossa vez para encher os garrafões eram mais cativantes na Coronel Eduardo Galhardo. E também porque ali estavam os bombeiros com o seu gigantesco carro tanque, o que era a concretização do da mística de qualquer criança.

À época, a Coronel Eduardo Galhardo não era a artéria organizada que conhecemos hoje. Na realidade, estava cheia de barracas erguidas junto às duas encostas que a recortam, barracas estas para cujos habitantes estavam, tristemente, mais habituados à falta de água do que eu.

Estas habitações precárias não tinham nem água canalizada nem instalação elétrica legal e segura, mas eram enfeitadas por pequenas hortas que os seus proprietários de então cultivavam com todo o seu amor. Mais tarde, mas antes da transformação urbana que alterou por completo este cenário, foi nestas barracas que vi, pela primeira vez na vida, uma antena parabólica, enquanto alguns conhecidos testemunharam a maravilha que era um videogravador beta. Sinal de alguma evolução, talvez não na direção mais desejada…

Esta era a Penha de França apenas 25 anos antes do século XXI. E replicava-se por toda a Lisboa.

Quem sabe um dia vos conte a história das filas para o bacalhau, provavelmente, uma das raríssimas coisas de origem norueguesa pelas quais não sou profundamente apaixonada.

Penha de França - Do Rio à Colina Sandra Terenas Edições Fénix
Penha de França – Do Rio à Colina Sandra Terenas Edições Fénix Com o apoio da Junta de Freguesia da Penha de França

“Penha de França Do Rio à Colina”, Sandra Terenas

Edições Fénix

Com o apoio da Junta de Freguesia da Penha de França

Penha de França do Rio à Colina”, procura levar ao conhecimento dos cidadão o património cultural e a identidade própria da Freguesia da Penha de França. É este território, que inclui o Tejo e o ponto mais alto de Lisboa, o Miradouro da Penha de França, que constitui a fronteira entre o centro histórico e a zona oriental da capital.

À venda em todas as livrarias e online