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António Silva – Heróis Populares Portugueses 22


António Silva – Heróis Populares Portugueses 22

António Silva – Foto Fogo & História

António Maria da Silva, que se viria a popularizar como actor no período de ouro do cinema português, nasceu em Lisboa a 5 de agosto de 1886, em Lisboa. Condicionado pelas suas origens humildes, começou a trabalhar muito cedo como empregado de comércio, recorrendo ao seu salário para fazer o curso comercial. Em 1909 começou a  frequentar grupos cénicos amadores, dando largas ao seu gosto pela representação e apenas um ano depois integrou o elenco da Companhia Alves da Silva, estreando-se num pequeno papel na peça “O Novo Cristo” de Leon Tolstoi.

Três anos mais tarde, passou a integrar a Companhia António de Sousa, protagonizando várias peças e tendo feito diversas digressões pelo Brasil, onde se estrearia com três filmes: “Ubirajara” (1919), “Convém Martelar” (1920) e “Coração de Gaúcho” (1920). Seria também no Brasil que viria a casar com a colega de profissão Josefina Silva, que integrava a mesma Companhia.

De novo em Portugal, António Silva foi convidado pelo ator Estevão Amarante para fazer parte do quadro da Companhia Satanella-Amarante, o que lhe permitiu que, ao longo da década de 20 do século passado se tornasse numa das principais figuras do teatro ligeiro e de revista. A sua capacidade de improviso e a forte presença em placo levaram Cottinelli Telmo a chamá-lo para protagonizar, ao lado de Vasco Santana e Beatriz Costa, o filme “A Canção de Lisboa”, de 1933, onde desempenhou o famoso alfaiate Caetano. A personagem ganhou tal popularidade que António Silva teve que a repetir em diversos espectáculos de revista.

De igual forma, foi também esta personagem que o celebrizou no cinema, embora o seu regresso ao grande ecrã tenha sido em películas dramáticas: “Gado Bravo” (1934), “As Pupilas do Senhor Reitor” (1935), onde foi um inesquecível João da Esquina, e em Espanha, no “Las Tres Gracias” (1936). Voltaria à comédia com um desempenho magistral da personagem Evaristo, um merceeiro em O” Pátio das Cantiga”, de 1942.

Seguir-se-ia “O Costa do Castelo” (1943), onde fez par romântico com Maria Matos, e “O Leão da Estrela” (1947), desempenhando o ferrenho sportinguista Anastácio. Ainda em 1945 recebeu o prémio S.N.P. para melhor ator no filme “A Menina da Rádio”.

No que à comédia diz respeito, saliente-se as suas participações em “O Grande Elias” (1950), “Os Três da Vida Airada” (1952) e “Perdeu-se um Marido” (1957). Na década de 50 associou-se a Vasco Morgado para interpretar alguns dos espetáculos mais célebres do teatro de revista nacional: “Viva o Luxo” (1953), “Abaixo as Saias” (1958) e “Lisboa à Noite” (1963).

A televisão não ficou de fora da sua carreira, tendo participado em diversas peças de teleteatro, apresentadas em direto na RTP.

A década seguinte, embora mais calma profissionalmente, contou ainda com a sua presença em alguns espetáculos teatrais e em dois filmes, “Aqui Há Fantasmas” (1964) e “Sarilhos de Fraldas” (1967).

A 4 de Novembro de 1966 foi distinguido como Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada pela Presidência da República Portuguesa.

António Silva morreu a 3 de março de 1971, em Lisboa.

 António Silva, o bombeiro

Mas para além de ator, António Silva desempenhou outro grande papel na sua vida: o de bombeiro.

O ator que continuam a fazer sucesso e a contagiar diferentes gerações de público, alistou-se nos Voluntários da Ajuda, como bombeiro de 3.ª classe, a 1 de Dezembro de 1905.

“Ali se manteve até 30 de Abril de 1941, data na qual passou ao Quadro Honorário. Era, desde 7 de Maio de 1932, comandante do Corpo de Bombeiros.

Cronologicamente, foi esta a evolução de António Silva, na carreira de bombeiro, somando cerca de 36 anos de serviço efectivo: 1905 – bombeiro de 3.ª classe; 1921 – bombeiro de 2.ª classe; 1922 – bombeiro de 1.ª classe; 1929 – ajudante de comando; 1932 – comandante; 1941 – comandante do Quadro Honorário.

Procurando exercer a função de comandante com o maior zelo, chegou a sair de cena a fim de comparecer nos incêndios, seguindo, inclusive, para os locais de sinistro, com a própria figuração. Imagine-se!

Em virtude do altruísmo que lhe corria nas veias, recebeu várias condecorações e louvores. A propósito, permitimo-nos registar, pelo especial significado, a Medalha de Prata de Mérito, Filantropia e Generosidade, vulgo Medalha Rainha D. Maria II, concedida por decreto de 19 de Novembro de 1930, o grau de Cavaleiro da Ordem de Benemerência (1936) e, ainda, o louvor recebido por parte do Comando do Corpo de Bombeiros Municipais de Lisboa (1910), actual Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, que se transcreve:

Em 22 de Outubro de 1910 – Louvado em especial, por ordem de serviço do Comando do Corpo de Bombeiros Municipais de Lisboa, pela coragem demonstrada na saída para um incêndio manifestado na noite de 5 do corrente mês (implantação da República) durante o tiroteio, expondo a vida em cumprimento do dever, apesar da passagem lhe ter sido interceptada pela força armada.

 

Em 1967, embora já afastado da actividade de bombeiro, mereceu da Câmara Municipal de Lisboa, na qualidade de comandante, a Medalha de Mérito Municipal, recebendo a condecoração das mãos do carismático presidente da edilidade, general França Borges, curiosamente, o primeiro presidente eleito da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).

As condecorações de António Silva, bem como outras peças que lhe pertenceram, foram doadas, após o falecimento (3 de Março de 1971), por sua mulher, a actriz Josefina Silva, à LBP, destinando-se a fazer parte da colecção do Museu Júlio Cardoso, ao tempo existente na sede da instituição, sita no n.º 29 da Rua Barata Salgueiro, em Lisboa, num edifício recentemente demolido.

O autor do presente texto congratula-se com o facto de ter conhecido o referido museu, desactivado há mais de 20 anos. E mantém ainda retida na memória a mais perfeita imagem do espólio do comandante (fardamentos de trabalho e de gala, um original quépi de cabedal, condecorações e um telefone), que à semelhança do demais acervo daquele espaço encontrava-se primorosamente preservado, reflexo da dedicação e competência do então conservador, Victor Neto, investigador dos temas Bombeiros e Incêndios.”

in

http://fogo-historia.blogspot.pt/2010/03/efemeride-comandante-antonio-maria-da_3335.html

 

 

 

 

 

Guerra santa


Guerra santa

As questões religiosas têm estado na ordem do meu dia-a-dia ultimamente. Pessoalmente, mas também de uma forma mais distanciada, graças a um idiota de um cristão (só podia ser…) egípcio que resolveu colocar no Youtube uma “pseudo-curta” de sua autoria gozando com o profeta Maomé.

Já sei, já estão todos encrespados com o que disse acima. Para os mais distraídos, não me estou a referir à pseudo-curta, mas sim aos cristãos. Claro, eu, como todos vocês, cristão e demais, também tenho um pequeno ser racista que habita dentro de mim. Descobri a sua existência há alguns anos atrás, mas achei por bem não o abortar. Encontra-se estrategicamente guardado numa caixinha.

Mas isso não quer dizer que eu resolva fazer um “um filme” a gozar com Jesus Cristo. Coitado do homem, já é tão maltratado… Trabalhos me dessem.

No fundo, no fundo, percebo a indignação islâmica e até as manifestações violentas – honrosa excepção seja feita aos que caíram vítimas das mesmas – e até a oferta de uma recompensa monetária pela cabeça do idiota. Percebo. Eu também não reagiria muito bem se um palerma decidisse insultar uma figura basilar da minha fé. Não por lhe chamar isto ou aquilo, mas pela falta de inteligência que manifesta na forma como o faz. E pela ausência de talento artístico também.

Liberdade de expressão? Não. É isso que o distingue de muitos dos cartoons sobre o islamismo que igual polémica têm provocado. Não todos, mas a maioria retrata uma realidade política e não religiosa, de forma perspicaz e contundente. Já o pseudo-filme, esse é pura libertagem.

E agora, vamos a um caso mais concreto.

O cristão, a ateia, o judeu, a muçulmana e o cientologista

O Sr. A, cristão, tem uma filha ateia que decide casar com um judeu. O Sr. A manifesta à filha o seu desagrado pelo casamento misto e, sobretudo, pela possibilidade de ter netos que nascerão no meio de um caldeirão fumegante de fés. A conversa inconveniente entre pai e filha fica entre pai e filha. Tal como a inconveniente conversa que o genro judeu tivera com a sua mãe, versando a mesma matéria.

Mais tarde, o Sr. A casa com a Sra. B, muçulmana. A filha ateia, o genro judeu e os netos, três jovens que optaram pelo budismo, não se manifestam.

Mas o Sr. C, o melhor amigo do Sr. A, fervoroso cientologista, descai-se e revela à Sra. B a conversa pretérita entre pai e filha. A Sra. B, ainda em idade fértil e ansiosa por começar uma família com o Sr. A, não gosta e chora as suas mágoas no ombro do genro judeu. Este, como seria de esperar, fica tal-qualmente insatisfeito com a atitude do Sr. A e vai lavar a sua alma junto do Sr. B que, mais uma vez se revela incapaz de guardar um segredo e desabafa com o seu melhor amigo, o Sr. A.

Resultado? Não sei, ainda estou à espera do final do combate. Ou de propostas sobre a melhor forma de promover umas tréguas.

Anúncio de emprego


Anúncio de emprego de uma coisa qualquer que parece que se chama Global Catering Agency

 

Imaginem que estão à procura de emprego – não é precisa muita imaginação, eu sei, mas ainda há para aí uns e outros que não sabem o que isso… mas tenho a secreta esperança que em breve saberão – e que se deparam com este:

Coisas (Assitente de Cozinha m/f; 6885602)

http://lisboa.coisas.com/emprego/restauracao_e_catering/assitente-de-cozinha-m-f-preciza-se/6885602/?utm_source=Mailing&utm_medium=Coisas&utm_campaign=NL_Emprego

Esqueçam os óbvios e impossíveis de não ver erros de português. São tão comuns nos anúncios de emprego que quase se pode dizer que os empregadores nacionais inventaram uma nova linguagem.

Entusiasmados – dentro do que se pode estar perante mais um anúncio de emprego… afinal, é só mais um – respondem e, desta vez e ao contrário do habitual, recebem uma resposta de volta. Não, não é aquele proforma a dizer que receberam a candidatura mas que não foi aceite por não preencher os requisitos. Não, este é muito mais engraçado.

Seguem as imagens para que possam apreciar. Apreciem os erros de português e também o facto de ser preciso um comprovativo da conta bancária, juntamente com fotocópia do documento de identificação. Bem como um comprovativo de morada e até o registo criminal. Afinal, para trabalhar para a Global Catering não basta fornecer todos os dados necessários para sofrer um assalto à sua conta bancária. É igualmente preciso ter o cadastro limpo. Ah! E pagar o uniforme.

Global Catering

Anexam ainda uma ficha de inscrição, que se reproduz abaixo:

Global Catering

 

Adoro a parte final. Se alguém conseguir entender o que pretendem dizer, expliquem-me. Reforço a ideia que tantas vezes já deixei neste blogue: não sou estúpida, sou exactamente o contrário.

Como já não tenho paciência para ser equilibrada, diplomata, educada e politicamente correcta, aqui fica o contacto, caso estejam interessados em responder:  telmasilva002@hotmail.com.

Eu cá por mim, proponho que lhe encham a caixa de mensagens, de preferência com virus.

 

 

Mabon, a chegada do Outono


“As frutas amadurecem, as semente caem,

As horas do dia e da Noite se equilibram.

Ventos frios sopram do norte num lamento.”

“Eu sei que a vida continua.

Pois não há vida sem morte.”

 

Mabon, a chegada do Outono

 

Equinócio de Outono

A celebração do Equinócio do Outono (também designado como Mabon, ou Angus, o Deus do Amor, e Alban Elfed) terá lugar no próximo dia 22 (às 14h 49’), sendo o Segundo Festival da Colheita. Neste período celebra-se o fim das colheitas do que foi deitado à terra no início do Verão.

De igual forma, nesta época, um momento de introspecção mas também de dedicação à arte, pretende-se agradecer o que a natureza nos permite ter. Para tal, deverá derramar-se leite sobre a terra. O momento é ainda apropriado para homenagear as nossas antepassadas femininas.

De acordo com as religiões mais antigas, este dia marca a descida da Deusa ao Submundo, assinalado pelo declínio da Natureza e pela chegada do Inverno.

Entre os alimentos tradicionais a serem consumidos nesta época estão os originados do trigo e do milho, frutos secos, maçãs, raízes, cidra e romãs, destinadas a abençoar a viagem da Deusa.

Pese embora remontem à Antiguidade, as celebrações do Equinócio de Outono mantêm-se vivas nos dias de hoje em diferentes pontos do planeta.

Na Noruega, por exemplo, ainda hoje se celebra a chegada do Outuno, ou seja, o momento em que a noite e o dia voltam a ter o mesmo tamanho, de uma forma especial.

Assim, ao longo de oito quilómetros as margens do rio Akerselva são iluminadas com 3.500 tochas, de Norte para Sul, procurando criar uma experiência mística e cultural que envolve esculturas de luz, espectáculos musicais, instalações de arte. Naturalmente, não poderiam faltar os tradicionais trolls e gnomos.