O psicopata que há em mim


Recuso-me a ser exclusivo de alguém.

Recuso-me a dar o privilégio da minha amizade ou do meu amor a alguém que pensa que eu apenas posso ser dessa pessoa. Não sou de ninguém. Essas pessoas despertam em mim o psicopata adormecido que temos em nós. Não peço desculpa.

Recuso-me a conviver apenas e sempre com uns e nunca com outros.

Recuso-me. Tenho liberdade para o fazer e mesmo que não a tivesse, recusar-me-ia a fazê-lo.

Recuso-me a não dar a minha opinião de forma rude e violenta quando, do mesmo modo grosseiro, me provocam a fazê-lo. Recuso-me a não dar a minha opinião, ponto. Gostem ou não dela. Estou-me a lixar para quem não gosta.

Recuso-me a desperdiçar tempo a viajar para o passado. Só tenho tempo para viajar para o futuro.

Recuso-me ser boazinha como os outros entendem que devo ser. Não sou carneiro para fazer parte de um rebanho. Não sou boazinha, sou teimosa, muitas vezes cruel, de quando em vez arrogante e sempre vingativa. E orgulhosa.

Recuso-me a ser igual todos os dias, as horas do dia, a todos os minutos de todas as horas. Como dizia um dos homens que mais me influenciou, “todos nós somos vários ao mesmo tempo”. E ainda bem, porque não há nada mais triste que um ser humano que se mantém sempre o mesmo, acrescento eu.

 

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