90 anos a pedalar


90 anos a pedalar

A Volta a Portugal em Bicicleta, que tem início hoje em Lisboa, completa este ano 90 anos.

A sua primeira edição foi criada pelos jornais Diário de Notícias e Os Sports. Segundo Gil Moreira, na sua obra “A História do Ciclismo em Portugal”, a ideia de realizar uma Volta a Portugal partiu do jornalista de  Os Sports, Raul Oliveira. 

A primeira Volta teve início a 26 de Abril na Praça Marquês de Pombal e dirigindo-se ao Cais do Sodré, onde os ciclistas embarcaram no cacilheiro Atalaia até Cacilhas, onde começou a competição propriamente dita.

O número de ciclistas que participaram na primeira edição diverge, de acordo com os jornais organizadores. Assim, Os Sports fala 37 corredores e o Diário de Notícias de 26 de Abril em 42. A explicação desta diferença estará relacionada com a data da notícia: a 26 eram esperados 42 ciclistas, tal como referia o Diário de Notícias. No entanto, como Os  Sports só dá a notícia um dia depois da partida refere já o número correto de ciclistas que se apresentaram à competição.

A primeira edição teve 18 etapas distribuídas ao longo de 20 dias e foi vencida por Augusto Carvalho, do Carcavelos.

 

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Davida Guetta na Eurovisão


Festival da Eurovisão 2017

Terceira Parte

E agora sim, vamos ao Salvador e à Luísa. Não consigo separar os dois, porque a canção só resulta pelo valor dos dois.

A primeira vez que vi o Salvador, vi sem som. Foi nas notícias da manhã seguinte ao Festival da Canção RTP e devo confessar que fiquei tão intrigada que nem me lembrei de tirar o televisor do mudo. 

Que será que se está a passar com o miúdo? Aqueles tiques todos devem ser dos nervos. É que apesar do Festival ter perdido importância, está a passar na RTP, o que significa que há muita gente a ver. 

Depois pensei que não, achei que aquilo devia ser só a maneira dele se expressar. Lembrou-me muito as cantoras de jazz – e só digo cantoras porque a grande maioria das vozes do jazz são femininas -, cheias de pequenos movimentos intrincados que não fazem sentido ao cidadão comum mas que têm tudo a ver com a renda delicada que é uma música jazz. Sim, eu sei que já repeti três vezes a palavra jazz. Perdão, quatro. É um dos truques para o blogue ser encontrado com maior facilidade por essa internet fora.

Mais tarde, apercebi-me da polémica que a atuação do Salvador estava a gerar e a primeira coisa que me veio à cabeça foi que a RTP tinha acertado em cheio na edição deste ano do seu festival. Pelas melhores e pelas piores razões, toda a santa alma nesta terra – e também além fronteiras – estava a falar do rapaz esquisito que tinha vencido o Festival.

Comecei a ler alguns posts e constatei de imediato aquilo que há muito suspeitava: existe muita gente ressabiada e sem nada para fazer na vida.

Decidi então ouvir a música e foi um bocadinho como o Fernando Pessoa dizia da Coca-Cola, primeiro estranha-se, depois entranha-se.

E depois de a ouvir diversas vezes, aconteceu-me aquilo que muitas vezes me acontece com algumas músicas jazz – eu sei, quinta vez – em que, gradualmente, a cada audição, vou descobrindo pequenos acordes, ligeiros volteios de voz, detalhes quase invisíveis que tecem a canção como uma filigrana. No fim, temos uma verdadeira canção que, apesar de soar tão simples – e less is more, em tudo – tem uma construção tão complexa que leva arenas inteiras a ficar em silêncio voluntário. O silêncio no final de uma canção é um péssimo sinal, mas no início significa tudo. 

É uma música que apela aos sentidos e que em muito me lembra aquele cinema italiano que trata assuntos doentiamente tristes de uma forma tão sensível que tudo se torna bonito. Aliás, é uma canção muito cinemática, um pouco como Lisboa à chuva. Basta fechar os olhos enquanto se ouve e qualquer um de nós realiza o seu filme.

Esta é a parte da responsabilidade da Luísa.

Já o Salvador, os seus movimentos são seus e só seus, um sinal que é original e não mais um produto igual a tantos outros. Eu sei que em Portugal, mais que crime, ser original é pecado, mas eu sou uma pecadora assumida.

É afinado, sabe usar o instrumento vocal onde e como deve ao longo da canção e aquele seu ar de menino desprotegido cativou e continua a cativar público por esse mundo fora.

A Eurovisão arriscou com o Salvador mas arriscou bem. É uma canção intimista, apesar da grandiosidade de alguns instrumentos, que deve ser executada no meio do público sem mais artifícios que não sejam a própria música. 

E foi isso que a organização fez. Colocou aquele menino doce sozinho num meio de uma multidão exuberante e culturalmente diversa, baixou as luzes e provou que aquilo que a maioria considera como a forma mais errada de fazer televisão pode resultar em pleno. Na arena e nos pequenos ecrãs. Tinha tudo para falhar mas acertou em cheio.

Amanhã é o dia de todas as decisões.

Se Portugal não ganhar – o mais provável, uma vez que não temos dinheiro para isso -, já venceu na mesma. E isto não é aquela eterna conversa portuguesa que ficamos em segundo mas jogámos melhor que os outros. Não.

Portugal já saiu vencedor porque levou a canção de maior qualidade desta edição da Eurovisão. Venceu porque os públicos internacionais, e são eles quem compra bilhetes para os concertos, gostam. Venceu porque provou que é a simplicidade das coisas que faz a sua beleza.

E venceu, sobretudo, porque mostrou que este projeto de nação à beira-mar plantado tem muito mais para dar em matéria musical do que o fado, que, não obstante o seu valor inegável, já começa a cansar os estrangeiros e muitos portugueses, embora poucos o admitam.

Quanto a mim, não sei se vou acompanhar o Festival da Eurovisão. É que o Benfica joga amanhã, o que significa que a minha religião não me permite prestar atenção a outras fés.

The End

David Guetta na Eurovisão


Festival da Eurovisão 2017

Segunda Parte

E estamos de volta à antena, depois de uma suposta breve pausa para compromissos comerciais.

Pelo meio, já houve uma atentado em Roma – estes terroristas não têm mesmo nenhum sentido de oportunidade – , as autoridades cambaleiam entre aterrar o avião do Francisco em Leiria ou em Lisboa e o Benfica continua a preparar mais uma final.

Entretanto, num país distante chamado Ucrânia, prossegue o Festival.

Resta-me ainda fazer algumas observações antes de chegar ao Salvador e à Luísa.

Outro dos favoritos, o concorrente da Bulgária, insere-se naquela categoria que eu gosto de chamar de “rapazes a quem cortava o cabelo à chapada”. Ou seja, está completamente à altura do seu ídolo, o canadiano Bieber, com o mesmo cabelo que está a precisar de ir à tropa, a mesmo movimentação que padece de excesso de esforço – e tudo o que é demais é moléstia – e músicas que são todas iguais umas às outras. Troca-se a ordem dos samples, junta-se uma suposta pianada aqui e ali, vai-se buscar uma letra ao primeiro álbum e inverte-se o refrão. Tenho pena destes rapazes. Mas, sobretudo, tenho pena de mim própria, já que levo com eles mesmo quando não quero.

Já o na Croácia, pelo menos, não se vale do seu aspeto físico. Mas se calhar era melhor, uma vez que talento musical não tem nenhum. Apesar da longa carreira no país natal e da voz com um largo espectro, a prestação do croata resultou numa amálgama aparvalhada, numa espécie de um filho do Pavarotti com o concorrente irlandês, um rapazito tão delicodoce que enjoa.

Aquele que achou que seria a Conchita desta edição, o montenegrino, enganou-se redondamente. Nem sequer chega aos calcanhares da Conchita e aquela trança só serve para o pendurar nas cordas da roupa. Além disso, o esquema Victor/Victoria só resulta quando se trata de um filme com alguém da categoria da Julie Andrews.

A Noruega resolveu levar uma dupla que deve resultar muito bem numa mega rave. Mas só no dia em que eles crescerem, ouvirem muita música ou se se dedicarem à venda de pastilhas. Ou menos podiam ser bonitos, mas nem isso. Aliás, o elemento masculino da espécie não está muito bem representado nesta edição, lamentavelmente.

Dos países que tiveram entrada direta para a final, só ouvi dois concorrentes e faço questão de não ouvir mais nenhum antes de amanhã, mesmo correndo o risco estar a ser injusta.

A Espanha, com mais um rapazinho delicodoce mas que, pelo menos, traz uma canção despretensiosa que parece escrita pelos Beach Boys depois de uma noite animada pela sangria em Sevilha.

E a Inglaterra. Mais uma mocinha que teria emprego garantido como sirene da Lisnave se a Lisnave não tivesse já fechado. Deve ser por isso que está na Eurovisão.

Quanto aos outros, resta uma palavra – mais, mas enfim – para o país convidado, a Austrália. Da próxima vez, tragam os AC/DC, mas sem o Axl Rose. Não que seja fã, mas entre ouvir aquela desgraça de concorrente ou uma banda que faz mais barulho que um 747 com os motores em plena, fico-me pelos últimos.

Chegou a vez do Salvador que, se não tivesse mais nada, tinha o nome apropriado ao espírito português nestas coisas.

Mas antes, vamos a mais uma pausa. Desta vez, breve e sem compromissos comerciais. Só autopromoções.

Até já. Vocês não vêem mas estou a piscar o olho como o José Rodrigues dos Santos.

 

David Guetta na Eurovisão


Festival da Eurovisão 2017

Primeira parte

O Festival da Eurovisão 2017 tem ocupado os espaços televisivos nos últimos dias de uma forma que poderá mesmo concorrer com a visita do Papa a Fátima.

Ao contrário do que muitos pensam, o festival não perdeu importância nem público, muito pelo contrário. Mudou, talvez, o tipo de público e tornou-se um fenómeno de popularidade em países que nem sequer sabiam que tal espetáculo existia. É verdade, o Festival movimenta milhões, literalmente, de espetadores mas também de euros.

Para aqueles que não sabem – e já percebi que há muitos – a Austrália participa este ano tal como já o fez em edições anteriores. Trata-se do país convidado deste ano, uma técnica a que a Eurovisão recorreu para chamar outros públicos e que tem produzidos resultados. A “novidade” tem já alguns anos, para os mais distraídos.

Estranho mesmo – e sempre o foi para mim – é ter Israel como país europeu.

De volta à Ucrânia, a edição deste ano – e do que eu vi, porque não segui atentamente as duas semifinais  – não difere muito das mais recentes que a antecederam.

Muitas candidatas que acreditam piamente que ser uma boa cantora é atingir o máximo possível de decibéis enquanto balem como uma borrego desesperado para não desafinarem; alguns rapazes que se julgam entre um Justin Bieber entre o alternativo e o intelectual e outros que não deviam cantar nem sequer no chuveiro; concorrentes que, sabendo que este é um espetáculo televisivo mas tendo plena consciência da sua incapacidade cénica, decoram a sua atuação com os olhos colados nas câmaras; playbacks vergonhosos; toneladas de músicas eletrónicas que se arrogam de serem dançáveis mas cuja batida não consegue fazer mexer nem um organismo unicelular, quanto mais um humano. Sugiro que, em 2018, a França leve como concorrente o David Guetta. Pelo menos, goste-se ou não, sabe como por os corpos a mexer com a batida certa que desperta o cérebro humano.

Vestidos que mais parecem para uma gala dos Óscares patrocinada pela loja do chinês, cabelos que, das duas uma: ou viram demasiada escova ou não viram escova nenhuma. Nos homens, muitas tentativas vãs de “fazer”moda.

Portanto, nada de muito diferente do habitual. Mas o Festival da Eurovisão é isto mesmo. Salva-se o espetáculo cénico, sempre bem composto e grande parte do sucesso de um programa de televisão que desde os ABBA não dita tendências musicais.

No entanto, nos últimos anos têm sido notório algum arrojo que tem mantido os admiradores presos ao acontecimento e 2017 não é exceção.

Do que vi, gostei da prestação do duo da Finlândia, com uma canção digna desse nome, do concorrente da Hungria, com uma arriscada mistura de música cigana com rap, e até do concorrente israelita que, ao contrário do que muitos disseram, apresentou uma música eletrónica verdadeiramente dançável. 

Ao Salvador – sim, gosto da música e até do rapaz – já lá vamos. Save the best for last, como dizem os americanos, que também vêem o Festival da Eurovisão.

Já aquele que as casas de apostas apontam como o potencial vencedor, o concorrente italiano, apenas vi um homem feio – alguém conseguiu descobrir um homem feio em Itália, um feito quase tão difícil como contatar com aliens -, mal vestido e que se contorceu em palco como uma centopeia a sofrer um episódio epilético ao som de qualquer coisa que me pareceu um motor de uma carro a afogar-se. 

Quanto à concorrente belga, que divide opiniões, talvez a rapariga de faça, mas deixou-se dominar pelo nervosismo e acabou por desafinar numa música que também não lá grande coisa, mas que pelo menos é uma canção a sério.

As irmãs holandesas – os irmãos estão a dar que falar nesta edição –  que tantos elogios receberam dos espetadores masculinos (sim, os homens também vêem o Festival, só não o confessam), cantarolaram uma coisa qualquer que me soou a um cruzamento entre girl band inglesa dos finais dos anos 90 e duplas pop-country norte-americanas. Pelo menos, não desafinaram, a não ser naqueles vestidos que foram buscar ao armário da Diana Ross. É nestes casos que eu agradeço que a televisão não tenha cheiro, se não ninguém aguentava o fedor a naftalina.

Querem saber mais? Esperem, que daqui a pouco já vos conto. 

Volto já, voltem também. Mas voltem mesmo, porque consigo perceber pelas estatísticas se voltaram mesmo.

Intervalo para compromissos comerciais. O programa segue dentro de momentos.

 

15 empresas portuguesas no espaço


15 empresas portuguesas no espaço

Elon Musk, CEO da SpaceX, quer começar a enviar o seu sistema interplanetário de transporte para Marte em 2022. Jeff Bezos, CEO da Blue Origin, quer lançar as fundações para viagens turísticas à Lua, e também a Marte. As duas empresas norte-americanas são pequenas, arrojadas e muito ambiciosas. Estão a fazer história com lançadores e foguetões reutilizáveis, desafiando uma indústria de 295 mil milhões de euros em que a inovação é lenta e a aversão ao risco enorme. Musk e Bezos querem revolucionar o espaço e o futuro da humanidade. E Portugal? Terá capacidade para participar nesta nova era? É possível que a nova economia do espaço chegue às (poucas) empresas portuguesas do setor espacial?

Sim e não, diz quem está por dentro deste nicho altamente especializado. Portugal tem cerca de 15 empresas a trabalhar ativamente em projetos espaciais internacionais, sobretudo da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla inglesa), não contando com o envolvimento de institutos e universidades. “Neste novo mercado new space é difícil as empresas portuguesas terem uma fatia. Nós em Portugal vamos tipicamente continuar a trabalhar com as grandes missões científicas da ESA”, diz ao Dinheiro Vivo Ricardo Patrício, CEO da Active Space Technologies. Esta é uma das mais avançadas empresas portuguesas do setor. Patrício esteve em Guadalajara, no Congresso Internacional de Aeronáutica onde Elon Musk revelou o seu arrojado plano de colonização de Marte, e ficou surpreendido pela positiva com o tamanho e energia da conferência. Portugal tem cerca de 15 empresas a trabalhar ativamente em projetos espaciais internacionais, sobretudo da Agência Espacial Europeia O intuito: sentir o pulso ao mercado para poder aproveitar a dinamização que Musk e Bezos estão a dar à indústria. “Estamos muito presos ainda aos projetos da Agência Espacial Europeia e estamos a olhar para estas questões do new space e do mercado que vai abrir na indústria espacial”, refere. O CEO acredita que a Active Space é uma das empresas que está mais bem preparada para isso, embora tenha “um trabalho pela frente.”

A questão é que nenhuma empresa portuguesa do setor irá ser beneficiada diretamente. Tanto a SpaceX como a Blue Origin usam apenas tecnologias e engenharia norte-americanas, pelo que não haverá espaço para contratação noutros países. “Na SpaceX, não há oportunidades para Portugal”, declara Patrício. No entanto, o impulso que as duas empresas estão a dar ao mercado irá ter um efeito multiplicador com hipótese de chegar cá. É o que explica António Neto da Silva, presidente da associação Proespaço, que congrega as empresas do setor. “A indústria portuguesa está bem posicionada para participar em qualquer explosão da indústria do espaço. Seria muito conveniente que tivéssemos clientes que não fossem apenas a ESA”, adianta. “Temos conhecimento que outras empresas não têm. Nalguns nichos, se essa explosão acontecer, eles têm que vir cá.” O responsável refere-se a tecnologias em que Portugal é perito, nomeadamente os sistemas de aterragem das naves nos planetas, que fazem que a nave não aterre numa zona muito inclinada ou dentro de um buraco. “A indústria portuguesa está bem posicionada para participar em qualquer explosão da indústria do espaço. Seria muito conveniente que tivéssemos clientes que não fossem apenas a ESA” Para haver essa expansão do mercado, é preciso que outras empresas reajam à investida da SpaceX, e é precisamente o que parece estar a acontecer. Esta semana, o CEO da Boeing, Dennis Muilenburg, disse que iria chegar a Marte primeiro que Elon Musk. Numa conferência em Chicago, o executivo afirmou estar convencido de que “a primeira pessoa a pôr os pés em Marte vai chegar lá num foguetão Boeing.” Boas notícias, diz António Neto da Silva. “Se a Boeing e a Airbus decidirem entrar nesta competição, é evidente que haverá trabalho para cá, fundamentalmente na área da aeronáutica e também no espaço.” Bruno Carvalho, diretor de desenvolvimento de negócio da Critical Software, concorda. “Estes investidores estão a exercer pressão no status quo. Podem correr riscos e isso tem obrigado empresas que estão no mercado há anos, como a ULA [United Launch Alliance] a repensar a forma como estão a desenvolver o negócio e a inovar.” –

No entanto, o responsável da Critical – cujo primeiro cliente foi a NASA – avisa que as empresas portuguesas do setor terão de se internacionalizar para poderem beneficiar do “efeito multiplicador” que isto terá. “Portugal tem as suas limitações em termos de investimento nacional, mas ao mesmo tempo não é limitado pela engenharia que faz e a qualidade que tem”, sublinha. O governo português tem cerca de 20 milhões de euros investidos em programas opcionais da ESA, o que garante a participação das empresas portuguesas nas missões europeias. Esse investimento será revisto na próxima reunião interministerial da agência, que acontece em dezembro. A Proespaço está a trabalhar para garantir que o nível de investimento se mantém ou aumenta, dado o enorme retorno que tem. Mas trata-se de uma entidade institucional, diferente destes novos players privados e de outros já no mercado, como a Lockheed Martin, Airbus, Boeing e Arianespace. O governo português tem cerca de 20 milhões de euros investidos em programas opcionais da ESA “A estratégia da indústria nacional tem de passar por um processo sistematizado de internacionalização e de uma abordagem de transferência de tecnologia desses mercados institucionais, que financiam a inovação, com algum investimento privado para conseguir dar um passo mais à frente”, diz Bruno Carvalho. É o que a Critical está a fazer, com presença nos Estados Unidos e Reino Unido. O executivo revela que a empresa está já envolvida nalguns projetos espaciais privados, um dos quais conta com investimento próprio. E para o cidadão comum, o que é que isto interessa? Muito. “Tipicamente não passa para o público em geral, mas tudo o que tenha que ver com a navegação, tecnologias médicas, internet, tudo isto vem muito da exploração espacial”, sublinha Ricardo Patrício. “Vejo tudo o que é exploração espacial como um meio de nós inovarmos como espécie humana”, acrescenta. “Tecnologicamente, isto dá um empurrão muito forte.”

in

https://www.dinheirovivo.pt/buzz/como-marte-vai-catapultar-a-industria-do-espaco-portuguesa/#sthash.XPHvsE3Y.dpuf

100 anos de Carmen Miranda


 

100 anos de Carmen Miranda

http://www.averdade.com/2017/02/07/marco-de-canaveses-exposicao-de-homenagem-a-carmen-miranda-conta-com-29-trabalhos-de-alunos/

Google homenageia Carmen Miranda

Desenhado pelo artista Sophie Diao, o Doodle do Google faz homenagem a cantora e atriz luso-brasileira Carmen Miranda que hoje completaria 108 anos.

“Carmen Miranda é um raro exemplo de uma tripla ameaça: talentosa em agir, cantar e dançar. Nascida em Portugal e criada no Brasil, Miranda se apresentou às artes do espetáculo em tenra idade. O amor de seu pai pela ópera e o apoio de sua mãe levaram-na a prosseguir uma carreira no mundo do espetáculo. Inspirada por baianas, vendedores de frutas afro-brasileiros, Miranda vestiu um ‘chapéu de frutas’ ao ela se apresentar. Isso se tornaria sua assinatura à medida que sua estrela se elevava, primeiro no Brasil e depois, no mundo inteiro” publicou o Google.

“A grande momento de Miranda aconteceu depois de seu desempenho no Instituto Nacional de Música. Ela conseguiu uma audição em um estúdio de gravação onde ela foi imediatamente contratada para lançar um single. O primeiro álbum de Miranda foi lançado em 1929, e foi imensamente popular entre os brasileiros. Seu estilo de atuação ajudou o samba a ganhar respeito e um lugar no destaque brasileiro (e mais tarde, do mundo)”.

“Quando ela se mudou para os Estados Unidos em 1939, Miranda era uma estrela nacional no Brasil e tinha o poder de garantir que sua banda pudesse viajar com ela. O famoso Teatro Chinês de Garuman, em Hollywood, convidou-a a deixar suas impressões de mão no cimento em 1941, o primeiro latino-americano a fazê-lo”.

“Hoje, nós comemoramos Carmen Miranda e seu 108º aniversário”.

 

https://googlediscovery.com/2017/02/09/carmen-miranda-ganha-homenagem-do-google/

 

 

In English

http://www.imdb.com/name/nm0000544/