50 anos a ligar Lisboa e Almada


A maior ponte de vão suspenso da Europa

ponte1

“No ranking das pontes rodoferroviárias relativamente ao maior vão suspenso, a Ponte 25 de Abril ocupa a 1.ª posição na Europa e a 3.ª no mundo.

A Ponte possui duas torres de cerca de 190 m de altura e um comprimento total entre ancoragens de 2.300 m, dos quais 1.013 m de vão central. Cada cabo principal tem 58,6 cm de diâmetro e é composto por 11.248 fios de aço.

A Ponte obrigou à escavação de 6,6 milhões de metros cúbicos de rocha e solos, consumiu 300.000 metros cúbicos de betão e 82.000 toneladas de peças de aço. 

Cada torre de aço demorou mais de quatro meses a ser implementada.

Os dois cabos principais pesam 8.000 toneladas e foram construídos in loco.

A viga de rigidez foi construída por secções de 300 toneladas cada, transportadas por barcaça e içadas uma a uma.

ponte2

Apesar da sua imponência, a Ponte 25 de Abril é uma estrutura dinâmica e leve, flexível e com elasticidade: não quebra; verga e resiste. É resiliente ao atrito, ao vento e aos movimentos tectónicos.

Por ação da temperatura e das cargas rodoviárias e ferroviárias atuantes, o tabuleiro rodoferroviário pode movimentar-se longitudinalmente nas extremidades até 1.50 m (± 0,75 m em relação à posição de referência) e o topo das torres pode oscilar até ao máximo de 2.0 m (± 1.0 m relativamente ao seu alinhamento vertical). Com a cessação de qualquer carga, o comportamento elástico da Ponte permite-lhe retomar as suas características iniciais (posição espacial e dimensões).”

 

In http://www.infraestruturasdeportugal.pt/centro-de-imprensa/50o-aniversario-da-ponte-25-abril

 

Anúncios

Ponte 25 de Abril


Os meus 46 anos de Ponte 25 de Abril

10494941_10202422192948743_932735572272276863_o

by RavenLight

A Ponte sobre o Tejo, popularmente conhecida como 25 de Abril ou também como a irmã mais nova da Golden Gate, de São Francisco, completa no próximo sábado 50 anos. Trata-se de uma das mais emblemáticas obras públicas portuguesas, ligando as cidades de Lisboa e Almada através dos modos rodoviário e ferroviário.

Eu nasci quatro anos depois da inauguração da travessia, pelo que esta sempre fez parte da minha vida e sempre teve o mesmo nome, aquele pelo qual continuo – eu como tantos outros – a tratá-la: Ponte 25 de Abril.

Para mim, a ponte sempre fez parte da paisagem do estuário do Tejo, quase como se fosse um elemento natural. Dela guardo memórias de fins de semana e férias passados na Margem Sul, como o caminho divertido sobre o rio que tínhamos que fazer para chegar ao ambicionado e longínquo destino. Para mim era divertido. Calculo que para os adultos não fosse tanto.

É difícil lembrar-me de algo que me divertisse tanto como ouvir o ruído das rodas do Carocha azul do meu avô a deslizar sobre a grelha que componha metade do tabuleiro rodoviário. Ainda hoje conseguiria identificar o som se alguém o pudesse reproduzir. Como divertido era espreitar lá para baixo, por entre as ranhuras da grelha, e ver o rio ali tão ao pé.

Como fez parte da minha vida o buzinão contra Cavaco Silva, então primeiro-         -ministro, e que causou tal confusão no centro da cidade que me fez chegar tardíssimo a casa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

by RavenLight

Ou a construção do tabuleiro ferroviário – projetado de início mas que apenas décadas depois se viria a concretizar – e que tive a oportunidade de acompanhar a título profissional, tal como a respetiva inauguração. Ainda tenho o relógio oferecido na época aos convidados que fizeram a primeira travessia ferroviária do Tejo em Lisboa.

Depois disso, são incontáveis as vezes que já passei de uma margem para a outra através da 25 de Abril. Sim, digam lá o que disserem, mudem quantas vezes vos apetecer, justifiquem-no com provas científicas, para mim esta será sempre a Ponte 25 de Abril. Sem direito a quaisquer explicações.

 

Para conhecer mais em detalhe a sua construção e o relato, na primeira pessoa, de quem nela trabalhou, aqui fica o link para a reportagem emitida no programa Linha da Frente, na RTP, no passado mês de Abril.

Linha da Frente – RTP