“First Man”


Space Today

“First Man”

A look at the life of the astronaut, Neil Armstrong, and the legendary space mission that led him to become the first man to walk on the Moon on July 20, 1969.

Ryan Gosling in 'First Man'

A Biopic on the life of the legendary American Astronaut Neil Armstrong from 1961-1969, on his journey to becoming the first human to walk the moon. Exploring the sacrifices and costs on the Nation and Neil himself, during one of the most dangerous missions in the history of space travel.

Director:

Damien Chazelle

Writers:

James R. Hansen (book), Nicole Perlman (earlier screenplay) | 1 more credit »

Stars:

Claire Foy, Ryan Gosling, Pablo Schreiber

Release Date:

12 October 2018 (USA)

In IMDB

https://www.imdb.com/title/tt1213641/

Ryan Gosling and Claire Foy as Neil and Janet Armstrong

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From Horizon to Horizon: Celebrating Fifteen years of Mars Express


Space Today

FEATURE: From Horizon to Horizon: Celebrating Fifteen years of Mars Express

Mars Express, so called because of the rapid and streamlined development time, represents ESA’s first visit to another planet in the Solar System. The spacecraft borrowed technology from ESA’s Rosetta mission (currently accompanying comet 67P/Churyumov-Gerasimenko along its orbit) and the Mars 96 mission. Since beginning science operations in 2004, the durable orbiter has given scientists an entirely new view of Earth’s intriguing neighbour, and is helping to answer fundamental questions about the geology, atmosphere, surface environment, history of water and potential for life on Mars.

In ESA

http://sci.esa.int/mars-express/

Mars Horizon to Horizon ©ESA/DLR/FU Berlin, CC BY-SA 3.0 IGO

Fifteen years ago, ESA’s Mars Express was launched to investigate the Red Planet. To mark this milestone comes a striking view of Mars from horizon to horizon, showcasing one of the most intriguing parts of the martian surface.

On 2 June…

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Dia Mundial da Tartaruga


Dia Mundial da Tartaruga

 

O Dia Mundial da Tartaruga é um evento promovido anualmente no dia 23 de maio desde 2000 pela American Tortoise Rescue. Tem o objetivo de trazer à atenção e aumentar o conhecimento e o respeito por tartarugas e cágados e difundir o conceito de ajudá-los a sobreviver e se desenvolver. O Dia Mundial da Tartaruga é comemorado em todo o mundo em uma variedade de formas, desde vestir-se como tartarugas para salvar outras tartarugas capturadas nas rodovias, como para a investigação de atividades que façam mal ao seu habitat.

As tartarugas caracterizam-se pela carapaça dura, formada por placas ósseas fundidas com o esqueleto. Conhecidas pela sua longevidade (algumas espécies podem viver mais de 100 anos), são alvo de inúmeras ameaças, como a captura e recolha dos adultos, juvenis e ovos para consumo humano, o comércio de espécies exóticas e a destruição dos habitats, o que tem vindo a reduzir drasticamente a população da maioria das espécies de tartaruga.

Morfologicamente é distinta de todos os outros répteis pela presença de uma carapaça formada por placas ósseas fundidas com o esqueleto;

A carapaça envolve as partes moles do corpo e serve de camuflagem e proteção;

Adapta-se tanto ao meio aquático como terrestre, existindo espécies marinhas e de água doce, bem como espécies estritamente terrestres;

É um ovíparo e não tem dentes, sendo incapaz de mastigar;

A sua alimentação é muito variada podendo encontrar, dependendo da espécie, tartarugas carnívoras/piscívoras, omnívoras ou estritamente herbívoras;

World Tortoise Day is an event promoted annually on May 23 since 2000 by the American Tortoise Rescue. It aims to bring awareness and increase knowledge and respect for turtles and tortoises and spread the concept of helping them survive and develop. World Turtle Day is celebrated around the world in a variety of ways, from dressing up as turtles to save other turtles caught on the highways, as well as researching activities that do their animals harm.

The turtles are characterized by the hard shell, formed by bony plates fused with the skeleton. Known for their longevity (some species can live for more than 100 years), they are the target of numerous threats, such as the capture and collection of adults, juveniles and eggs for human consumption, trade in alien species and destruction of habitats what has result in a drastic reduction of the population of most turtle species.

Morphologically it is distinct from all other reptiles by the presence of a carapace formed by bony plates fused with the skeleton;

The carapace involves the soft parts of the body and serves as camouflage and protection;

It adapts to both aquatic and terrestrial environments, with marine and freshwater species as well as strictly terrestrial species;

It is an oviparous and has no teeth, being unable to chew;

Their food is very varied and can find, depending on the species, carnivorous / piscivorous, omnivorous or strictly herbivorous turtles;

https://www.worldturtleday.org/

Expo’98 foi há 20 anos


Expo’98 foi há 20 anos

Expo'98

Expo’98

A EXPO’98, Exposição Mundial de 1998, ou, oficialmente, Exposição Internacional de Lisboa de 1998, cujo tema foi “Os oceanos: um património para o futuro”, realizou-se em Lisboa, Portugal, abrindo portas a 22 de maio e encerrando a  30 de setembro seguinte. Teve o propósito de comemorar os 500 anos dos Descobrimentos Portugueses.

A zona escolhida para albergar o recinto foi o limite oriental da cidade junto ao rio Tejo. Foram construídos diversos pavilhões, alguns dos quais ainda permanecem ao serviço dos habitantes e visitantes, integrados no agora designado Parque das Nações, destacando-se o Oceanário (à época o maior aquário do Mundo, hoje cotado como o melhor, com a reprodução de 5 oceanos distintos e diversas espécies de mamíferos e peixes) do arquiteto Peter Chermayeff um pavilhão de múltiplas utilizações, o Pavilhão Atlântico, do arquiteto Regino Cruz (hoje o Altice Arena) e um complexo de transportes com metropolitano e ligações ferro e rodoviárias, a Estação do Oriente, do arquiteto Santiago Calatrava.

A EXPO’98 atraiu cerca de 11 milhões de visitantes. Parte do seu sucesso ficou a dever-se à vitalidade cultural que demonstrou – a título de exemplo, refiram-se os cerca de 5000 eventos musicais. Arquitetonicamente, a Expo revolucionou esta parte da cidade e influenciou as estratégias de requalificação urbana do panorama português , sendo a zona considerada atualmente como um exemplo de requalificação urbana bem sucedida.

A utilização pioneira de ferramentas de design para grandes projetos de arquitetura, engenharia e construção transformou a EXPO’98 num caso de estudo internacional na área do desenho assistido por computador (CAD). O exemplo pegou e outras obras seguiram também a mesma metodologia desta experiência transformada já em «case study».

Expo'98

Expo’98

O pioneirismo da EXPO foi, aliás, ressaltado por um trabalho de reportagem intitulado ‘A Tale of Two Cities’ publicado na edição de Junho de 1999, da Computer Graphics World (volume 22, nº6), a revista de referência internacional do sector.

«Os clássicos estiradores foram substituídos por estações de trabalho. Estávamos em 1993, o que provocou uma verdadeira revolução no modo de trabalhar típico deste sector e representou uma situação ímpar na história de grandes projetos no nosso país». O homem no centro desta operação foi José da Conceição Silva, um especialista de Informática da área de CAD/AEC, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), de Lisboa, requisitado para a Parque Expo para responsável pelo Departamento de CAD, SIG, Web e Multimédia.

História do processo

A ideia de organizar uma Exposição Internacional em Portugal surgiu em 1989 da parte de António Mega Ferreira e Vasco Graça Moura. Ambos estavam à frente da comissão para as comemorações dos 500 anos dos Descobrimentos portugueses liderada Por Francisco Faria Paulino, director do Pavilhão de Portugal na Exposição de Sevilha.

Uma vez obtido o apoio do Governo, Mega Ferreira apresentou o projecto ao Bureau International d’Expositions. A candidatura de Lisboa ganhou à de Toronto. Criou-se uma empresa, ParqueExpo’ 98, com vista a criar um evento auto-sustentável que obtivesse receitas de bilhetes vendidos e pela venda de terrenos adjacentes à exposição.

O primeiro comissário da EXPO’98 foi António Cardoso e Cunha. Foi substituído em 1997 por José de Melo Torres Campos.

Decidiu-se construir a exposição na zona oriental de Lisboa, que vira através dos anos uma degradação crescente. A antiga Doca dos Olivais fora nos anos 40 um contacto privilegiado com o rio onde atracavam hidroaviões, tendo sido denominada de Aeroporto de Cabo Ruivo.

Quando os aviões a jacto de longo curso tornaram os hidroaviões obsoletos, a zona passou a ser um terreno industrial que conheceu uma degradação constante ao longo das décadas seguintes. A zona de 50 hectares onde hoje está o recinto era, no fim dos anos oitenta, um campo de contentores, matadouros e indústrias poluentes. Toda a exposição foi construída do zero. A torre da refinaria da Petrogal, única estrutura conservada, ficou como lembrança do espaço antes da intervenção. Houve um grande cuidado para que quase todos os equipamentos do recinto tivessem utilização posterior, evitando assim o seu abandono e a degradação.

Em paralelo, lançaram-se grandes obras públicas. Entre as maiores estão a Ponte Vasco da Gama (a maior da Europa à data), uma nova linha de metro com sete estações e um interface rodo-ferroviário, a Gare do Oriente.

A 9 de Maio de 1998 realiza-se, o ensaio geral, com a presença de cerca de 40 mil pessoas. A iniciativa procurou simular um dia em pleno funcionamento da exposição. A maioria das instalações e pavilhões encontrava-se com obras a decorrer e no espaço público, devido às sugestões dos visitantes, foram colocados mais bebedouros e locais com sombra, sendo visíveis, as alterações no dia 22 de Maio de 1998, aquando do primeiro dia oficial da exposição.

Bilhética

Foram emitidos bilhetes de um dia (5.000$00–25 euros), três dias (12.500$00–62,35 euros), e bilhetes diários apenas para a parte da noite (2500$00–12,50 euros). Existia também um passe livre com acesso ilimitado à exposição durante três meses (50.000$00–250 euros).

A Swatch lançou alguns meses antes da exposição o modelo Adamastor, que continha um chip carregado com um bilhete de um dia. Para entrar, bastava encostar o relógio ao sensor presente em todos os molinetes de entrada.

Música, logótipo e mascote

O tema musical da exposição foi composto em 1996 por Nuno Rebelo. A peça, de seu nome “Pangea” (o nome do super-continente pré-histórico de onde derivaram os actuais), misturava sobre guitarras portuguesas e uma base sinfónica de cariz épico muitas e díspares sonoridades, originárias dos quatro cantos do mundo.

O logótipo da EXPO’98, representando o mar e o sol, foi concebido por Augusto Tavares Dias, diretor criativo de publicidade.

A mascote foi concebida pelo pintor António Modesto e pelo escultor Artur Moreira. Foi selecionada entre 309 propostas e batizada de Gil (em homenagem a Gil Eanes) por José Luís Coelho, um estudante do ciclo, num concurso que envolveu escolas de todo o país.

Pavilhões e países participantes

Pavilhões

Durante a EXPO’98 houve dois tipos de pavilhões: os temáticos da responsabilidade do Parque EXPO (Departamento de Conteúdos), e os pavilhões das Regiões Autónomas, entidades convidadas e patrocinadores.

Pavilhões temáticos:

Pavilhão do Futuro

Pavilhão da Realidade Virtual

Pavilhão da Utopia

Pavilhão de Portugal

Pavilhão do Conhecimento dos Mares

Pavilhão dos Oceanos

Pavilhão do Território

Pavilhão da Água

Exibição Náutica

Outros pavilhões:

Pavilhão dos Açores

Pavilhão da Guiné-Bissau

Pavilhão de Macau

Pavilhão da Madeira

Países participantes

África

África do Sul; Angola; Argélia; Benim; Botsuana; Cabo Verde; Comores; Congo; Costa do Marfim; Djibuti; Egito; Eritreia; Guiné-Bissau; Lesoto; Madagáscar; Malawi; Mali; Marrocos; Maurícia; Mauritânia; Moçambique; Namíbia; Nigéria; Quénia; República Democrática do Congo; São Tomé e Príncipe; Senegal; Seychelles; Suazilândia; Sudão; Tanzânia; Tunísia; Uganda; Zâmbia; Zimbabué.

América

Antígua e Barbuda; Argentina; Bahamas; Barbados; Belize; Bolívia; Brasil; Canadá; Chile; Colômbia; Cuba; Dominica; El Salvador; Equador; Estados Unidos; Granada; Guatemala; Guiana; Honduras; Jamaica; México; Nicarágua; Panamá; Paraguai; Peru; República Dominicana; Santa Lúcia; São Vicente e Granadinas; São Cristóvão e Névis; Suriname; Trinidad e Tobago;Uruguai; Venezuela.

Ásia

Arábia Saudita; Arménia; Bangladesh; Cazaquistão; China; Chipre; Coreia do Sul; Emirados Árabes Unidos; Filipinas; Iémen; Índia; Irão; Israel; Japão; Jordânia; Kuwait; Líbano; Mongólia;Nepal; Palestina; Paquistão;Quirguistão; Sri Lanka; Turquia; Vietname.

Europa

Expo'98

Expo’98

Albânia; Alemanha; Andorra; Áustria; Bélgica; Bielorrússia; Bósnia e Herzegovina; Bulgária; Croácia; Dinamarca; Eslováquia; Eslovénia; Espanha; Estónia; Finlândia; França; Grécia;Holanda; Hungria; Islândia; Itália; Jugoslávia; Letónia; Lituânia; Luxemburgo; Macedónia; Mónaco; Noruega; Ordem de Malta; Polónia; Portugal; Reino Unido; Roménia; Rússia; Santa Sé; São Marino; Suécia; Suíça; Ucrânia.

Oceânia

Estados Federados da Micronésia; Ilhas Cook; Ilhas Salomão; Kiribati; Papua-Nova Guiné; Samoa Ocidental; Tonga; Tuvalu.

Depois da EXPO’98

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Expo’98

A exposição fechou as portas já ao nascer do dia 1 de Outubro de 1998. A última noite viu a maior enchente da sua história, tendo entrado no recinto depois das 20 horas cerca de 215 mil pessoas. A certo ponto da noite, e por razões de segurança, tiveram de ser destrancados os molinetes de acesso, o que faz com que nunca tenha havido um número certo para a quantidade de gente que se concentrou para ver o fogo-de-artifício de encerramento, o maior alguma vez realizado em Portugal.

De 1 a 15 de Outubro de 1998, o recinto esteve fechado ao público. Reabriu, já como Parque das Nações, recebendo nesse primeiro fim-de-semana mais de 100 mil visitantes. O Oceanário, o Pavilhão do Futuro, do Conhecimento dos Mares, permaneceram com as exposições que exibiram durante a EXPO’98 até ao dia 31 de Dezembro de 1998. Em Fevereiro de 1999 já era possível encontrar algumas alterações no Parque das Nações, tais como:

A entrada principal, frente à Gare do Oriente, reconvertida para Centro Vasco da Gama, administrado pelo grupo Sonae e inaugurado no final de Abril de 1999.

A zona internacional norte passou a acolher a Feira Internacional de Lisboa.

O Pavilhão da Utopia mudou de nome para Pavilhão Atlântico e, agora como Altice Arena, encontra-se apto a acolher grandes eventos de vários tipos (desportivos, musicais, feiras, press-rooms etc.).

A Torre Vasco da Gama (que posteriormente adaptada para Hotel Myriad by Sana).

O Pavilhão da Realidade Virtual (já encerrado e demolido).

O Oceanário de Lisboa.

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Expo’98

O Pavilhão do Conhecimento, que alberga um museu de ciência.

O Pavilhão do Futuro, hoje transformado no Casino Lisboa.

Muitas zonas do Parque das Nações foram sendo gradualmente vendidas para habitação e escritórios. No fim do processo de venda de terrenos, as receitas tinham superado o custo da exposição em oito vezes.

A zona oriental de Lisboa é hoje o bairro mais moderno da cidade, concentrando áreas comerciais, culturais e de lazer com uma vista privilegiada do rio Tejo. A zona atraiu uma série de instituições e empresas de grande nome, que aí basearam as suas sedes ou representações (Vodafone, Microsoft, Sonaecom SGPS, Sony etc.). Cerca de 28 mil pessoas habitam nas suas áreas residenciais Norte e Sul, integrando a freguesia do Parque das Nações.

Mais informações em Portal das Nações

http://www.portaldasnacoes.pt/

Memórias  pessoais

https://wordpress.com/post/castelodasandrix.wordpress.com/3858

Arquivo RTP

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/expo-98/

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/primeiro-dia-na-expo-98/

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/encerramento-da-expo-98/

 

Expo 98: a música que por lá se ouviu há 20 anos

Vamos lembrar o que se passou no contexto musical na Expo 98 que foi inaugurada há precisamente 20 anos.

Expo 98: a música que por lá se ouviu há 20 anos

Foi há 20 anos que começou a Expo 98. No recinto existiram 17 espaços cénicos vocacionados para acolher vários tipos de espetáculos. Curiosamente, quase 20 anos depois a zona oriental da cidade recebeu outro evento musical de dimensão internacional: o Festival Eurovisão da Canção.

De 22 de maio a 30 de setembro de 1998 a Expo dedicou-se ao tema: “Os oceanos: um património para o futuro” e atraiu cerca de 11 milhões de visitantes. Parte do seu sucesso ficou a dever-se à vitalidade cultural que demonstrou, chegando a ser considerada pelo BIE (o organismo internacional que elege as cidades a receberem as exposições) como a Melhor Exposição Mundial de sempre. O tema musical da exposição foi composto em 1996 por Nuno Rebelo e ganhou o nome de ‘Pangea’, o super-continente pré-histórico de onde derivaram os atuais. A música combinava cantares e instrumentos dos cinco continentes.

Para acolher os muitos espetáculos musicais que ali aconteceram foram criadas várias salas. O Teatro Luís de Camões – Sala Júlio Verne, localizava-se na área sul do recinto, próximo do Pavilhão dos Oceanos e do Pavilhão da Realidade Virtual. Este edifício, da autoria dos arquitetos Manuel Salgado e Marino Fei, foi concebido de acordo com as exigências da sua programação, isto é, com características cenográficas e acústicas e espaços auxiliares próprios para a realização de uma ópera, espetáculos de teatro e de variedades ou musicais. 

O Anfiteatro da Doca, vocacionado para grandes espetáculos de música, teatro, dança, moda e concertos multiétnicos, estava enquadrado no belo cenário natural da Doca dos Olivais. Por ali passaram, entre outros, Ney Matogrosso, Companhia de Dança Deborah Colker, Olívia Byington e João Afonso. Este espaço cénico contava com uma plateia para 1 800 espectadores, 900 dos quais sentados, tendo realizado 160 sessões para 281 070 pessoas.

Quem não se lembra da Praça Sony? Localizada no extremo norte do recinto da Expo 98, a Praça Sony ficou a dever o seu nome ao fornecedor oficial do ecrã gigante aí instalado – o Jumbotron. Durante a Expo, a Praça Sony foi palco de transmissões televisivas em direto, videoclipes e reportagens. Junto à Praça Sony existiu ainda uma zona com 14 bares de serviço permanente e uma enorme pista de dança. Ali os concertos foram, essencialmente, de música pop e rock. Por ali passaram nomes como Lou Reed, Garbage, BB King, Joaquín Cortez, Marisa Monte, Gabriel o Pensador, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Dulce Pontes, Savage Garden, Morcheeba, Xutos e Pontapés, Blind Zero, GNR, Delfins, Maria João e Mário Laginha, entre muitos outros. Albergou 235 sessões no palco principal, com 300 m2, 134 no palco Midnight Tea e 110 sessões autónomas de imagem no Jumbotron. O número total de espectadores ascendeu aos 2,3 milhões.

O palco Promenade foi dimensionado e projetado para a apresentação de formações musicais de maior porte, designadamente bandas ou orquestras, dança tradicional ou contemporânea e grandes grupos corais ou folclóricos. Recebeu todas as quintas-feiras, à meia-noite, o Festival de Guitarra Portuguesa, coordenado por Pedro Caldeira Cabral. Acolheu também, entre muitos outros, o Festival de Guitarra Portuguesa com António Chainho, Companhia de Dança Contemporânea de Angola, Las Malqueridas, Wagner Tiso, Barrio Ballet e Festival 1998 Lisboa Codex. Neste espaço cénico realizaram-se 304 sessões para 356 960 espectadores.

Pelo Palco 6, caracterizado pela presença da música alternativa portuguesa, passaram bandas de hip-hop, rock, pop, dance e outras tendências da música de expressão urbana. No Palco 6, com programação de Henrique Amaro e localizado no interior de uma esplanada na Frente Ribeirinha Norte, foram realizadas 129 sessões para 42 415 espectadores. O desafio, diz Henrique Amaro, foi enorme.

Pouco depois de começar a festa, a 31 de maio, todos os espetáculos agendados tiveram de ser cancelados devido à chuva e vento fortes que se fizeram sentir. Perderam-se, assim, as atuações dos Delfins, que tinham planeado o concerto “Planeta Azul” no anfiteatro ao ar livre da doca, que prometia fazer uma viagem pelo céu, terra e mar, baseado em canções do álbum “Azul” – primeiro disco dos Delfins a ter lançamento internacional. Também a brasileira Maria Bethânia não saiu do hotel para um espetáculo no qual interpretaria poemas de Fernando Pessoa.

Já em junho, o cantor colombiano Carlos Vives, que recentemente voltou à ribalta devido ao dueto com Shakira, ‘La Bicicleta’, prometia animar com músicas da Colômbia. O concerto acabou por causar muita polémica e envolveu uma indemnização ao cantor de cerca de 897 mil euros (180 mil contos) porque foi cancelado. O motivo? Vives nem sequer chegou a concluir a primeira canção do concerto: uma sobrecarga de corrente elétrica queimou os amplificadores de som.

O Dia do Algarve, 4 de junho, é comemorado com as atuações do cabo verdiano Leonel Almeida, de Vitorino e dos Primitive Reason. A 13 de junho a atuação de Ney Matogrosso, no Anfiteatro da Doca, marca o Dia do Brasil na Expo 98. Durante o concerto, assinala-se um momento especial: a entrada do visitante um milhão no recinto da Expo! Fernanda Abreu atua no dia 14. No dia seguinte houve concertos de Mário Laginha e da Ala dos Namorados.

BB King também passou pela Expo com um concerto acompanhado da sua eterna “Lucille”. Fator de grande surpresa foi o dueto que fez com Rui Veloso, embora já não fosse a primeira vez que tal acontecia. No final, B.B.King distribuiu pelos presentes alfinetes de lapela com réplicas da sua famosa guitarra, a “Lucille”, que Rui Veloso garantiu ter oferecido ao avô, que a usou até morrer.

No ano em que Teresa Salgueiro foi mãe, os Madredeus atuaram várias vezes na Expo 98. A 21 de maio ouviu-se ‘Haja o Que Houver’, em dueto com José Carreras. Dia 17 atuaram na Praça Sony.

22 de junho era um dia muito aguardado já que no lado norte do recinto, na área aberta, desfilavam as Marchas Populares de Lisboa com apresentação de Fialho Gouveia. A expectativa era grande, o frio era muito, e uma falha na organização levou a que, exatamente à mesma hora, a Praça Sony abafasse o som típico das Marchas de Lisboa com os muitos watts debitados pelas guitarras de Dave Grohl e dos Foo Fighters, em palco.

Chega o dia 23 e o tão esperado concerto do grupo pop/rock norte-americano Garbage. Em Portugal, tinham conquistado um Disco de Prata; eram muito populares. A incendiária vocalista dava várias entrevistas onde se mostrava satisfeita com o rumo que o rock alternativo estava a tomar.

4 de julho e já muito calor em Lisboa. Na Expo 98 vive-se um dia tropical (Dia de Cabo Verde) com Cesária Évora e Tito Paris a fazerem vibrar a multidão que enchia a Praça Sony através de mornas e coladeras entoadas com o sentimento que celebrizou a “diva dos pés descalços”. A 15 de julho, Dia Nacional do Kuwait, atua Rui Veloso na Praça Sony (ou vídeo-estádio, como os jornalistas mais puristas a descreviam), enquanto António Pinho Vargas atua no Palco Promenade.

17 de julho é o Dia Nacional da Jordânia na Expo 98 comemorado com um Festival de Música da CPLP. A 24 de julho, o Anfiteatro da Doca está por conta do português José Cid e, no mesmo dia, há música com a banda angolana Kussondolola, na Praça Sony. O Dia Nacional da Espanha, a 25, conta com uma gala pelo tenor Alfredo Kraus, acompanhado pela Orquestra Sinfónica de Madrid, no Teatro Camões. No dia 26, quando se cumprem metade dos 132 dias de duração da Expo e o Dia Nacional de Cuba, entra em cena a orquestra Ritmo Oriental, de La Havana, e a 27 o espetáculo espanhol “Nalaua”. A 28 de julho atua a banda Blind Zero num concerto onde dava a conhecer o álbum “Redcoast”. A banda viria a tocar várias vezes na Expo quer na Praça Sony, quer no Palco 6, como lembra o vocalista da banda, Miguel Guedes.

Mafalda Veiga mostra os seus talentos dia 29 na Praça Sony, onde no dia 30 Sérgio Godinho tem encontro com o público, convidando os Gaiteiros de Lisboa, Guto Pires, a Companhia Bengala e Da Weasel, numa jornada com a presença da brasileira Fafá de Belém.

Ainda em julho, um novo recorde de afluências da Expo-Noite foi batido na altura em que decorria o concerto de Caetano Veloso, Pedro Abrunhosa e Paulino Vieira, com a entrada de 35 455 pessoas, de um total de 94 993 em todo o dia.

Entramos em agosto e, no dia 3, ouvimos a brasileira Maria Bethânia que regressa à Expo, para atuar na Praça Sony, concerto que viria a repetir logo no dia 5, e no dia 7 há música tradicional galega com os Milladoiro que iniciam uma série de atuações na Expo, enquanto a “diva dos pés descalços”, a cabo-verdiana Cesária Évora, dá concerto na Praça Sony, desta vez acompanhada por Marisa Monte, Dulce Pontes e pelo grupo de dançadeiras Finka Pé.

No dia 11, na Praça Sony tem lugar um concerto de solidariedade para com a Guiné-Bissau, com atuações de Dulce Pontes, Rui Veloso, Sara Tavares, Paulo Gonzo, Jorge Palma, Pedro Caldeira Cabral, General D, Cool Hipnoise, Tim, Filipa Pais, Guto Pires, Carlos Martins, Bernardo Sassetti, Camané, Angelo Torres e Miguel Hurst, revertendo o valor das entradas da Expo-Noite inteiramente a favor do povo daquela ex-colónia portuguesa.

A 18 de agosto, o cantor colombiano Carlos Vives volta à Expo 98. Desta vez teve muito público e correu tudo bem. No mesmo dia assiste-se a um concerto inédito do antigo baterista dos Beatles, Ringo Starr.Ali apresentou o seu álbum “Vertical Man”, 16.º da sua carreira a solo, acompanhado pela All Starr Band. No dia seguinte há Luís Represas e um concerto de jazz com Mário Laginha (piano) e Maria João (voz). A 25 de agosto, e prestes a lançar o seu álbum “Taco a Taco”, Amélia Muge dá um concerto na Expo 98 no qual tem como convidados Jorge Palma e o grupo búlgaro Pirin Folk Ensemble. Dia 29 é a vez de David Byrne no palco principal.

Chega setembro e no dia 14 o bailarino espanhol Joaquin Cortés brilha na Praça Sony. Um dia depois temos destaque por conta das atuações da Companhia de Dança de Olga Roriz, de Paulo de Carvalho, fado com Alexandra e Rodrigo, Festa Cigana e o concerto dos Zen. 23 de setembro de 1998 foi inesquecível para quem viu o concerto de Lou Reed, na Praça Sony, no mesmo dia em que o recinto voltou a acolher espetáculos de Sérgio Godinho, Manuela Azevedo, dos Clã, e General D.

Uma muralha de fogo de artifício nunca vista, com dois quilómetros de extensão por 140 metros de altura, e o ritmo vertiginoso do pai do rock n’ roll, Chuck Berry, marcam a festa do fim da Expo, a 30 de setembro. O maestro António Vitorino de Almeida, ao piano, e Paulo Vaz de Carvalho oferecem melodias no Pianomóvel, em contraste com as  sonoridades africanas que se podem ouvir no Palco 3, pelo angolano Paulo Flores e os seus convidados Tito Paris, Nandinho, Ottis, Manecas Costa e Lura. A parede branca do Pavilhão do Conhecimento dos Mares é o pano de fundo para uma projeção da cronologia de Zeca Afonso nessa noite na qual também houve uma homenagem de músicos ao guitarrista Carlos Paredes.

In Rádio Comercial

http://radiocomercial.iol.pt/noticias/79442/expo-98-a-musica-que-por-la-se-ouviu-ha-20-anos