Carcavelos, a minha praia


 

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“As Bolas de Berlim são um ex-líbris das praias portuguesas.

No entanto, aposto o que quiserem em como quando alguém fala de comer Bolas de Berlim na praia, a maior parte das pessoas lembra-se imediatamente de Carcavelos.

Atualmente, existem diversos vendedores que percorrem quilómetros e mais quilómetros sobre areia escaldante com as suas geleiras penduradas ao ombro. Ao contrário do que sucedia antigamente, os banhistas têm agora à sua disposição uma gama alargada desta delícia frita e carregada de açúcar: com creme, sem creme, de chocolate e até de espinafre. Mentira, diz o vendedor veterano que percebe mais disto de vender Bolas na praia do que os outros todos juntos. Não, não tenho Bolas de Berlim de espinafre, garante. Se calhar, penso eu, até teria clientes para isso, daqueles chatos que adoram cozinha de fusão – que faz com que a gastronomia seja igual aqui e em Tóquio – ou então os radicais da comida saudável.

Os pregões também são diferentes. Há o tradicional “com creme ou sem creme” adaptado ao século XXI com o acrescento “de chocolate” em voz feminina e masculina, há a versão brasileira num tom cantado que anuncia que a Bola de Berlim “está passando” e há até uma versão silenciosa do vendedor mais “contemporâneo” que se revela pela farda diferente e pelo pequeno poste que carrega.

Seja como for, as Bolas de Berlim – sempre com creme, seja na praia, no campo ou na cidade – sabem tão bem como sabiam há 30 ou há 40 anos e isso é que importa.”

In “A Minha Praia” por Sandra Terenas

 

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Dia Mundial dos Oceanos World Oceans Day


http://www.un.org/en/events/oceansday/

Dia Mundial dos Oceanos

World Oceans Day

8 de Junho é designado pelas Nações Unidas o Dia Mundial dos Oceanos, dia oficial de celebração, para lembrar a sua importância na vida do planeta e como podemos protegê-lo.

O conceito de um “Dia Mundial dos Oceanos” foi proposto pela primeira vez em 1992 pelo Governo do Canadá e como resultado de uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas aprovado em 2008.

http://www.icnf.pt/portal/icnf/noticias/eventos/dia-mundial-dos-oceanos-8-junho-1

Fundo para a Conservação dos Oceanos

Ocean Conservation Fund

O Oceanário de Lisboa e a Fundação Oceano Azul criaram o Fundo para a Conservação dos Oceanos, um fundo de 100 mil euros para apoiar projetos científicos que contribuam para a conservação de espécies marinhas.

Sob o tema “Raias e tubarões. Da escuridão para a luz da ciência”, a 1ª Edição vai financiar os melhores projetos desenvolvidos a nível nacional ou internacional, que contribuam para a conservação destas espécies. Esta iniciativa procura consciencializar para a importância da conservação deste grupo de peixes, um dos mais ameaçados à escala global. 

The Oceanário de Lisboa and the Oceano Azul Foundation (Fundação Oceano Azul) have created the Fund for the Conservation of the Oceans, a fund of 100,000 euros to support scientific projects that contribute to the conservation of marine species.

Under the theme “Rays and Sharks. From Darkness to the Light of Science”, the 1st Edition will finance the best projects developed at national or international level, contributing to the conservation of these species. This initiative seeks to raise awareness of the importance of conservation of this group of fish, one of the most threatened on a global scale.

Candidaturas

Applications

Os projetos podem decorrer em território nacional ou internacional, ter início até março de 2018, após a atribuição do Fundo para a Conservação dos Oceanos e estar impreterivelmente concluídos até dezembro de 2020.

As candidaturas terminam a 14 de julho de 2017 e os projetos podem ter a duração máxima de três anos. O formulário de candidatura deve ser preenchido e enviado com os restantes elementos, em formato PDF, por correio eletrónico para conservacao@oceanario.pt.

The projects may take place in national or international territory, beginning until March 2018, after the allocation of the Fund for the Conservation of the Oceans and be completed by December 2020.

Applications end on July 14, 2017 and the projects can last for a maximum of three years. The application form (formulário de candidatura) must be completed and sent with the other elements, in PDF format, by e-mail to conservacao@oceanario.pt.

In Oceanário de Lisboa (PT/EN)

https://www.oceanario.pt/conservacao/fundo-para-a-conservacao-dos-oceanos/

Onde o Tejo se faz ao mar


TRAFARIA

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A Trafaria fica localizada na margem esquerda do rio Tejo entre o Bico da Calha e o Portinho da Costa. Na Cova do Vapor (uma localidade com casas em madeira, a maioria utilizada como segunda habitação)  dá-se o encontro do rio Tejo com o Oceano Atlântico.

Aos habitantes da Trafaria dá-se o nome de trafarienses.

Ao que tudo indica a origem da Trafaria remonta a um pequeno aglomerado de pescadores, sendo hoje aliás uma das actividades da população da Trafaria, se bem que em número reduzido.

Em 1565 (7 de agosto), o cardeal D. Henrique, mandou edificar um lazareto destinado às quarentenas das tripulações vindas de locais atingidos pela peste.

O acontecimento mais marcante na sua história valeu ao Marquês de Pombal ser apelidado de «Nero da Trafaria» por Camilo Castelo Branco, em «Perfil do Marquês de Pombal»: a 24 de Janeiro de 1777, altura em que viviam na região cerca de cinco mil pessoas, o Marquês de Pombal ordenou a Pina Manique que levasse 300 soldados em faluas do Tejo e incendiasse a Trafaria, por esta albergar centenas de rapazes que fugiam da vida militar. Os que não morreram no incêndio foram obrigados a ingressar nas fileiras militares.

A povoação de Trafaria foi, entretanto, reconstruida.

Entre a Trafaria e a Costa de Caparica existe um grande pinhal, de plantação relativamente recente (sec. XVIII), pertencente ao Estado, com o qual se pretendeu fixar as dunas da costa e com duas valas de drenagem enxugaram-se as terras pantanosas entre a Arriba Fóssil e o Oceano Atlântico.

Na Trafaria existem vários fortes desactivados, estavam incluídos no conjunto defensivo da barra e porto de Lisboa: Alpena, 1 e 2 e Raposeira (lugar da freguesia de Trafaria) 1 e 2.

m 1873, estabeleceu-se na região uma fábrica de dinamite de um  engenheiro francês, referido como Combemale. No decorrer do século XIX observou-se um maior desenvolvimento da localidade, com presença de algumas novas indústrias: duas fábricas de conservas de peixe e uma de produção de guano de peixe. 

Nos finais do século XIX, a Trafaria começa a ser frequentada pela burguesia vinda da capital, durante o Verão. Desenvolveu-se um plano urbano e começaram a ser construidos prédios para alojar os veraneantes. Surge mesmo um casino. Em 1901, a rainha D. Amélia inaugurou na região a primeira colónia balnear do País.

De parte do território da Trafaria foi constituída, em 1949 (Decreto-Lei N.º 37301, de 12 de Fevereiro), a freguesia da Costa da Caparica. Na década de 1950, acentuou-se a recessão das areias do litoral da Cova do Vapor que irá fazer perder algumas centenas de hectares de praia e floresta de pinheiros. Em 1970, a Trafaria tinha 6 145 habitantes, para dez anos depois ter 6 489. Foi elevada a vila pela lei 79/85 de 26 de Setembro de 1985.

Frei João de Sousa afirma, em «Vestígios da Língua Arábica em Portugal», que a palavra provém do vocábulo árabe «Tarifa», que significa «cousa extrema, final ou última». 

A. Baldaque da Silva defende que o nome tem origem num dizer dos pescadores de Setúbal, que costumavam ir pescar com tarrafa para a região e que carregavam o «r»: «Vamos à Tarrafa à ria». 

David M. Lopes alega que o termo deriva da junção do elemento árabe «Traf» (ponto ou cabo) com o vocábulo latino «Arena» (areia), e da transformação fonética de «Trafarena».

50 anos a ligar Lisboa e Almada


A maior ponte de vão suspenso da Europa

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“No ranking das pontes rodoferroviárias relativamente ao maior vão suspenso, a Ponte 25 de Abril ocupa a 1.ª posição na Europa e a 3.ª no mundo.

A Ponte possui duas torres de cerca de 190 m de altura e um comprimento total entre ancoragens de 2.300 m, dos quais 1.013 m de vão central. Cada cabo principal tem 58,6 cm de diâmetro e é composto por 11.248 fios de aço.

A Ponte obrigou à escavação de 6,6 milhões de metros cúbicos de rocha e solos, consumiu 300.000 metros cúbicos de betão e 82.000 toneladas de peças de aço. 

Cada torre de aço demorou mais de quatro meses a ser implementada.

Os dois cabos principais pesam 8.000 toneladas e foram construídos in loco.

A viga de rigidez foi construída por secções de 300 toneladas cada, transportadas por barcaça e içadas uma a uma.

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Apesar da sua imponência, a Ponte 25 de Abril é uma estrutura dinâmica e leve, flexível e com elasticidade: não quebra; verga e resiste. É resiliente ao atrito, ao vento e aos movimentos tectónicos.

Por ação da temperatura e das cargas rodoviárias e ferroviárias atuantes, o tabuleiro rodoferroviário pode movimentar-se longitudinalmente nas extremidades até 1.50 m (± 0,75 m em relação à posição de referência) e o topo das torres pode oscilar até ao máximo de 2.0 m (± 1.0 m relativamente ao seu alinhamento vertical). Com a cessação de qualquer carga, o comportamento elástico da Ponte permite-lhe retomar as suas características iniciais (posição espacial e dimensões).”

 

In http://www.infraestruturasdeportugal.pt/centro-de-imprensa/50o-aniversario-da-ponte-25-abril