90 anos a pedalar


90 anos a pedalar

A Volta a Portugal em Bicicleta, que tem início hoje em Lisboa, completa este ano 90 anos.

A sua primeira edição foi criada pelos jornais Diário de Notícias e Os Sports. Segundo Gil Moreira, na sua obra “A História do Ciclismo em Portugal”, a ideia de realizar uma Volta a Portugal partiu do jornalista de  Os Sports, Raul Oliveira. 

A primeira Volta teve início a 26 de Abril na Praça Marquês de Pombal e dirigindo-se ao Cais do Sodré, onde os ciclistas embarcaram no cacilheiro Atalaia até Cacilhas, onde começou a competição propriamente dita.

O número de ciclistas que participaram na primeira edição diverge, de acordo com os jornais organizadores. Assim, Os Sports fala 37 corredores e o Diário de Notícias de 26 de Abril em 42. A explicação desta diferença estará relacionada com a data da notícia: a 26 eram esperados 42 ciclistas, tal como referia o Diário de Notícias. No entanto, como Os  Sports só dá a notícia um dia depois da partida refere já o número correto de ciclistas que se apresentaram à competição.

A primeira edição teve 18 etapas distribuídas ao longo de 20 dias e foi vencida por Augusto Carvalho, do Carcavelos.

 

Ministério do Tempo


Ministério do Tempo

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Há muito que a ficção nacional nos habituou a televisão de qualidade, apesar de, nos anos mais recentes, ter ficado reduzida às telenovelas – não que sejam um género melhor ou pior, mas são (quase) sempre mais do mesmo.

No entanto, e justiça seja feita, a RTP tem apostado no formato mais clássico de série com uma qualidade assinalável.

Poderia aqui citar diversos exemplos, mas vou-me ficar pelo que mais interesse me desperta, quer pelo conceito, de origem espanhola, quer pela forma como é adaptado à realidade portuguesa: o Ministério do Tempo.

Muitos são os detratores – possivelmente, nunca viram um único episódio – mas a mim cumpre na perfeição o seu objetivo: prende a atenção do espetador e provoca umas boas gargalhadas, sem pretensões a uma exatidão histórica que faz todo o sentido noutros contextos (como foi o caso da bem sucedida produção luso-galega Vidago Palace) mas que seria despropositada neste formato.

Alguém consegue resistir ao Camões (adoro todas as personagens mas o Camões é, definitivamente, a preferida das preferidas) a dizer que levou o Pessoa “às miúdas”? Só alguém sem qualquer espécie de sentido de humor.

Sem destacar os personagens principais – Amélia Carvalho (Mariana Monteiro), Afonso Mendes de Noronha (João Craveiro), Tiago Silva (Sisley Dias), Ernesto (Luís Vicente), Irene (Andreia Diniz), Maria dos Prazeres (Carla Andrino) e Salvador Martins (António Capelo) – e para além do Camões (João Vicente) houve um outro personagem que, com muita pena minha, se vaporizou no terramoto de 1755 e que fez as minhas delícias Nuno Gonçalves (Rui Neto).

À produção faço dois apelos desesperados: ponham o Camões em mais episódios (engraçado como criaram um Camões muito parecido com aquele que sempre imaginei) e resgatem o Nuno Gonçalves dos escombros (além de ter dado nome a uma das escolas onde andei) para que eu possa irritar-me com o seu nervoso miudinho. E também tenho que ser honesta… Para que possa regalar os olhos com os dois.

Resumindo, esta é uma série como uma série deve ser: divertida e com mistérios relacionados com a história de Portugal. Entretém sem cansar e quem não gostar de ver, mude de canal. Há por aí muito reality show badalhoco para vos encher os olhos. E esvaziar a alma.

 

Para ver os episódios anteriores

http://media.rtp.pt/ministeriodotempo/

37 anos de Komodo


37 anos de Komodo

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Fotos: Sandrix

O Parque Nacional de Komodo, em Tenggara, na Indonésia, foi estabelecido pelo governo da Indonésia em 1980, com o objectivo de proteger o habitat do dragão-de-komodo, assim como para preservar as florestas e os recifes de coral. No parque habitam variadas espécies para além do dragão-de-komodo, como por exemplo o veado-de-timor. O parque tem também um dos mais ricos ambientes marinhos, incluindo recifes de coral,mangues, mantas de ervas marinhas, montes submarinos e baías semi-fechadas. Estes habitats abrigam mais de 1000 espécies de peixes, mais de 260 espécies de corais, e 70 espécies de esponjas. Dugongos, tubarões, jamantas, pelo menos 14 espécies de baleias, golfinhos e tartarugas marinhas também fazem do Parque Nacional de Komodo a sua casa.

Foi declarado Património Mundial da Unesco em 1991.

 

Mais info in

http://www.komodo.asia/

http://www.zoo.pt/site/animais_detalhe.php?animal=235&categ=4

100 anos de Carmen Miranda


 

100 anos de Carmen Miranda

http://www.averdade.com/2017/02/07/marco-de-canaveses-exposicao-de-homenagem-a-carmen-miranda-conta-com-29-trabalhos-de-alunos/

Google homenageia Carmen Miranda

Desenhado pelo artista Sophie Diao, o Doodle do Google faz homenagem a cantora e atriz luso-brasileira Carmen Miranda que hoje completaria 108 anos.

“Carmen Miranda é um raro exemplo de uma tripla ameaça: talentosa em agir, cantar e dançar. Nascida em Portugal e criada no Brasil, Miranda se apresentou às artes do espetáculo em tenra idade. O amor de seu pai pela ópera e o apoio de sua mãe levaram-na a prosseguir uma carreira no mundo do espetáculo. Inspirada por baianas, vendedores de frutas afro-brasileiros, Miranda vestiu um ‘chapéu de frutas’ ao ela se apresentar. Isso se tornaria sua assinatura à medida que sua estrela se elevava, primeiro no Brasil e depois, no mundo inteiro” publicou o Google.

“A grande momento de Miranda aconteceu depois de seu desempenho no Instituto Nacional de Música. Ela conseguiu uma audição em um estúdio de gravação onde ela foi imediatamente contratada para lançar um single. O primeiro álbum de Miranda foi lançado em 1929, e foi imensamente popular entre os brasileiros. Seu estilo de atuação ajudou o samba a ganhar respeito e um lugar no destaque brasileiro (e mais tarde, do mundo)”.

“Quando ela se mudou para os Estados Unidos em 1939, Miranda era uma estrela nacional no Brasil e tinha o poder de garantir que sua banda pudesse viajar com ela. O famoso Teatro Chinês de Garuman, em Hollywood, convidou-a a deixar suas impressões de mão no cimento em 1941, o primeiro latino-americano a fazê-lo”.

“Hoje, nós comemoramos Carmen Miranda e seu 108º aniversário”.

 

https://googlediscovery.com/2017/02/09/carmen-miranda-ganha-homenagem-do-google/

 

 

In English

http://www.imdb.com/name/nm0000544/

 

A zona de Sapadores


A zona de Sapadores

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Rua dos Sapadores 1953-07 Foto Eduardo Portugal Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa

A Rua dos Sapadores (dividida administrativamente pelas freguesias da Penha de França e de Santa Engrácia) foi instituída a partir da antiga Rua do Abarracamento da Cruz dos Quatro Caminhos (mais tarde Rua dos Quatro Caminhos e dos Sapadores) pelo Edital de 8 de junho de 1889.

A Cruz dos Quatro Caminhos era, nos finais do século XIX, uma zona natural de confluência de quatro diferentes áreas, sendo que o bairro da Graça era a única claramente urbanizada. Por aqui se fazia o acesso à Penha de França e ao Poço dos Mouros.

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Rua dos Sapadores 1969 Foto Artue Inácio Bastos – Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa

Já no século XX, esta zona contava com diversas habitações de traça simples e cércea baixa, pertencentes às classes sociais mais desfavorecidas, desenvolvendo-se junto à Rua Angelina Vidal. Do lado contrário, e à semelhança do que sucede atualmente, existia já um quartel, do então Regimento de Telegrafistas.

Saliente-se que a presença de um aquartelamento nesta zona remonta ao século XVIII, embora menos imponente e que seria a sede do Regimento de Engenharia.

Um ano após a implementação da República, aquando da reorganização do Exército, este quartel passou a albergar os Sapadores Mineiros, cuja presença deu origem ao nome da Rua. Após as Revoltas de 1927, o aquartelamento voltou a ficar entregue aos Telegrafistas. Atualmente, pertence ao seu “sucessor”, o Regimento de Transmissões.

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Rua dos Sapadores (Quartel) Foto Arnaldo Madureira Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa

Com o desenvolvimento urbano das zonas em redor ao longo das primeiras décadas do século passado, nomeadamente, da Penha de França, as pequenas habitações foram sendo progressivamente substituídas por prédios menos caraterísticos. Para além dos edifícios habitacionais e do quartel, a zona de sapadores conta também com um mercado (na génesa estava uma tradicional “praça”) datado do início da década de 90 do século XX e concebido pelo arquiteto Souza Oliveira.

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Mercado de Sapadores Arquivo de Souza Oliveira

Pepperkakebyen, A Cidade de Gengibre


Pepperkakebyen

A Cidade de Gengibre

A cidade norueguesa de Bergen é conhecida por diferentes fatores. No entanto, nesta altura do ano, a sua grande atração é aquela que os locais designam como a maior cidade de gengibre do mundo.

Jardins de infância, escolas, empresas e milhares de cidadãos contribuem para a sua construção todos os anos, uma tradição que teve início no Natal de 1991.

No entanto, a denominada como Pepperkakebyen (ou seja, “a vila do pão-de-espécie”), não é exemplo único na Noruega, podendo ser vistas iniciativas semelhantes em locais como Finnsnes, Stavanger, Hammerfest, Hamar e Bodø.

Mas a tradição de construir cidades de gengibre não tem origem na Noruega, onde atinge o seu expoente máximo. 

Na realidade, fazer casas de pão-de-espécie decoradas começou na Alemanha no início do século XIX. Segundo alguns investigadores, as primeiras casas de gengibre foram o resultado do famoso conto de fadas dos irmãos Grimm, “Hansel e Gretel”, no qual se relatam as aventuras de duas crianças abandonadas na floresta que encontraram uma casa comestível feita de pão com decoração de açúcar.

Após a publicação desta história infantil, os padeiros alemães começaram a cozinhar casas de conto de fadas ornamentadas de lebkuchen (pão de gengibre), tornando-se populares durante o Natal. Já segundo outros historiadores, a ideia já existiria e terá levado mesmo os irmãso Grimm a inspirarem-se para o conhecido contos.

Apesar de existirem diversas cidades deste género noutras partes da Europa e até nos Estado Unidos, a de Bergen ganhou fama internacional, sendo mesmo o motivo de atração turística nesta época do ano.

Reivindicada como sendo a maior do mundo, a Pepperkakebyen pode ser visitada no centro de Bergen, estando instalada na arena  Sentralbadet, uma antiga piscina pública.

In 

www.facebook.com/Pepperkakebyen/

www.visitbergen.com

www.visitnorway.com

Ilhas Féroe


Ilhas Féroe

As Ilhas Féroe fazem parte do meu imaginário há muitos anos.

A minha curiosidade foi atiçada na década de noventa do século passado, quando alguém com quem convivia socialmente relatou as suas aventuras no distante arquipélago. As duas semanas de férias do meu conhecido foram tão ricas antropologicamente que dariam uma série do National Geographic. Felizmente, ele é um viajante e não apenas um turista.

Uma outra razão de peso para a minha curiosidade a respeito das Ilhas? Apenas alguns entenderão. Antes de serem um território autónomo da Dinamarca, foram norueguesas ao longo de 8 séculos. Que fique registado: não fazia ideia até à alguns minutos atrás.

Portanto, e aproveitando que Portugal e as Ilhas Féroe jogam hoje , aqui ficam alguns dados sobre o arquipélago dinamarquês.

 

Línguas  oficiais:          feroês e dinamarquês

Unificada com a Noruega    1035

Cedida à Dinamarca    14 de Janeiro de 1814

Transformação em região autónoma    1 de Abril de 1948

Área  Total:        1399 km²

População em 2010 (estimativa):                   48917 hab.

Moeda:      coroa feroesa (DKK)

A título de curiosidade, refira-se que as Ilhas não têm nenhum McDonalds e, em 2014, existiam apenas 3 semáforos, todos na capital. De igual forma, o território não tem nenhuma cadeia: Os condenados a penas de maior duração são enviados para a Dinamarca.

Ilhas Féroe  (em feroês Føroyar ou Føroyarland, em dinamarquês Færøerne e em nórdico antigo Færeyjar) são um território dependente da Dinamarca, localizado no Atlântico Norte entre a Escócia e a Islândia.

O arquipélago é formado por 18 ilhas maiores e outras menores desabitadas que acolhem, ao todo, 47.000 pessoas em uma área de 1.499 km². Na ilha maior (Streymoy), encontra-se a capital, Tórshavn, com 16.000 habitantes (1999). As terras mais próximas são as ilhas mais setentrionais da Escócia (Reino Unido), que ficam a sul-sueste, e a Islândia, situada a noroeste.

São autónomas desde 1948, tendo decidido não aderir à União Europeia. Gradualmente têm alcançado maior autonomia e para o futuro tem-se descortinado a possibilidade de tornarem-se independentes da Dinamarca.

Como território autónomo da Dinamarca, as Ilhas contam com um Alto Comissário – representante da Rainha da Dinamarca, com um parlamento unicameral formado por 32 membros (Lagting) e com um primeiro-ministro chefe de governo.

Em dinamarquês atual, o nome das ilhas é Færøerne, e na língua local (feroês), Føroyar. O nome tradicional em português, “Féroe”, provém do nórdico antigo Færeyjar, que significa literalmente “ilhas das ovelhas” ou “ilhas dos carneiros”, e chegou à nossa língua proveniente do francês Féroé.

Credits: Stig Nygaard

Tórshavn, a capital, situada na Ilha Streymoy Credits: Stig Nygaard

HISTÓRIA

A história conhecida do arquipélago inicia em 600 d.c. com sua colonização por irlandeses. A primeira menção conhecida das Ilhas Féroe foi feita pelo monge irlandês Dicuil em 82

Segundo a Saga dos Feroeses (de cerca de 1200), o primeiro colonizador foi um viking chamado Grímur Kamban, que aportou às ilhas em data incerta, pelos finais do séc. IX.

600 – 800 d.c. – Estabelecimento de monges eremitas irlandeses

825 – Conquista e colonização por vikings noruegueses

970 – 1280 – República

1135 – Torna-se país tributário à Coroa Norueguesa

1380 – Dinamarca e Noruega (incluindo as ilhas Féroe) realizam uma união monárquica

1655 – 1709 – O Rei da Dinamarca confia as ilhas à família von Gabel como um estado feudal

1709 – A coroa dinamarquesa novamente toma posse

1720 – Administrada como parte da Islândia

1776 – Administrada como parte do condado dinamarquês de Sjælland (Sealand – Zelândia)

24 de janeiro de 1814 – Reconhecida como possessão dinamarquesa pelo Tratado de Kiel

1816 – Recebe o grau de condado

12 de abril de 1940 — 16 de Setembro de 1945 – Ocupação britânica durante a II Guerra Mundial

14 de setembro de 1946 – Referendo aprova a independência (48,7% a 47%). A independência é declarada em 18 de Setembro de 1946. É anulada pela Dinamarca dois dias depois.

30 de março de 1948 – Governo autónomo é permitido.

GEOGRAFIA

As Ilhas têm uma morfologia muito acidentada, rochosa, com costas alcantiladas recortadas por profundos fiordes. Nenhum ponto das ilhas está a mais de 5 km do mar. O ponto mais alto é o Slættaratindur, na ilha Eysturoy, com 882 metros de altitude.

O clima é oceânico, marcado pela influência moderadora da Corrente do Golfo, o que, tendo em conta a elevada latitude, suaviza as temperaturas invernais. Em Tórshavn não se registam temperaturas médias mensais negativas, oscilando estas entre os 0,3 °C em janeiro e os 11,1 °C em Agosto. A média anual é de 6,7 °C. A amplitude térmica é assim muito reduzida, com verões frescos e invernos suaves. A precipitação aproxima-se dos 1400 mm por ano, com um mínimo relativo na primavera e verão. O céu é em geral nublado, com frequentes nevoeiros. São frequentes os ventos fortes.

POPULAÇÃO E CULTURA

Grande maioria da população das Ilhas Féroe é de ascendência norueguesa e escocesa. Análises recentes de DNA revelaram que os cromossomos Y da população das ilhas, que traça a descendência masculina, são 87% escandinavos. Estudos mostram que o DNA mitocondrial, que traça a descendência feminina, é 84% escocês.

As Ilhas Féroe tem pessoas de 77 nacionalidades diferentes.

Os recursos naturais são escassos. A vegetação – gramíneas – dos morros é utilizada para a criação de ovelhas. Em algumas partes da ilha de Suðuroy, existem alguns depósitos de lignito, úteis como combustível.

No mar – nos peixes – é que está a grande riqueza da nação feroesa. A pesca é responsável por 96 a 98% das exportações realizadas e praticamente todo o comércio deriva dos produtos capturados no mar. Dentro do limite de 200 milhas marítimas são encontradas espécies como bacalhau, arinca, argentina-dourada, faneca da Noruega, alabote, tamboril, peixe vermelho, pechelim, salmão e arenque. A piscicultura de salmão e truta é um setor que tem crescido e contribuído para o crescimento da balança comercial

O aeroporto Vagar (EKVG) é o único na ilha. Foi construído na segunda guerra mundial pelos militares ingleses, mas hoje é um aeroporto civil. Perto do aeroporto, existem 7 heliportos.

A cultura das Ilhas Féroe tem suas raízes na cultura nórdica. As Ilhas estiveram isoladas, durante muito tempo, dos principais movimentos culturais que surgiram em diferentes partes da Europa, o que significa que a população local conseguiu manter uma grande parte de sua cultura tradicional.

Apesar de uma rica tradição oral ter sobrevivido, a língua não foi escrita durante 300 anos, significando isto que todos os poemas e histórias foram transmitidos oralmente.

O principal festival das Ilhas é o Ólavsøka, que é realizado no dia 29 de julho e homenageia São Olavo. As celebrações são realizadas em Tórshavn, com início na noite do dia 28 e até ao dia 31.

in https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ilhas_Feroe

Mais info http://denmark.dk/pt/sociedade/groenlandia-e-ilhas-faroe/

 

 

Foto Stig Nygaard from Copenhagen, Denmark