Ministério do Tempo


Ministério do Tempo

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Há muito que a ficção nacional nos habituou a televisão de qualidade, apesar de, nos anos mais recentes, ter ficado reduzida às telenovelas – não que sejam um género melhor ou pior, mas são (quase) sempre mais do mesmo.

No entanto, e justiça seja feita, a RTP tem apostado no formato mais clássico de série com uma qualidade assinalável.

Poderia aqui citar diversos exemplos, mas vou-me ficar pelo que mais interesse me desperta, quer pelo conceito, de origem espanhola, quer pela forma como é adaptado à realidade portuguesa: o Ministério do Tempo.

Muitos são os detratores – possivelmente, nunca viram um único episódio – mas a mim cumpre na perfeição o seu objetivo: prende a atenção do espetador e provoca umas boas gargalhadas, sem pretensões a uma exatidão histórica que faz todo o sentido noutros contextos (como foi o caso da bem sucedida produção luso-galega Vidago Palace) mas que seria despropositada neste formato.

Alguém consegue resistir ao Camões (adoro todas as personagens mas o Camões é, definitivamente, a preferida das preferidas) a dizer que levou o Pessoa “às miúdas”? Só alguém sem qualquer espécie de sentido de humor.

Sem destacar os personagens principais – Amélia Carvalho (Mariana Monteiro), Afonso Mendes de Noronha (João Craveiro), Tiago Silva (Sisley Dias), Ernesto (Luís Vicente), Irene (Andreia Diniz), Maria dos Prazeres (Carla Andrino) e Salvador Martins (António Capelo) – e para além do Camões (João Vicente) houve um outro personagem que, com muita pena minha, se vaporizou no terramoto de 1755 e que fez as minhas delícias Nuno Gonçalves (Rui Neto).

À produção faço dois apelos desesperados: ponham o Camões em mais episódios (engraçado como criaram um Camões muito parecido com aquele que sempre imaginei) e resgatem o Nuno Gonçalves dos escombros (além de ter dado nome a uma das escolas onde andei) para que eu possa irritar-me com o seu nervoso miudinho. E também tenho que ser honesta… Para que possa regalar os olhos com os dois.

Resumindo, esta é uma série como uma série deve ser: divertida e com mistérios relacionados com a história de Portugal. Entretém sem cansar e quem não gostar de ver, mude de canal. Há por aí muito reality show badalhoco para vos encher os olhos. E esvaziar a alma.

 

Para ver os episódios anteriores

http://media.rtp.pt/ministeriodotempo/

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