SLB A águia está de volta



Depois de renovada

A águia está de volta

Quem não conhece a águia de metal que encima a porta 1 do Estádio do Sport Lisboa e Benfica?

O símbolo maior do Benfica esteve “no estaleiro” durante algumas semanas para assegurar a sua saúde, mas está já de volta ao seu poiso.

A águia de metal foi inaugurada a 21 de setembro de 1985 e marcou o fecho do famoso 3º Anel do estádio do Benfica.

A estátua tem 6,45 m de altura, 15 m de largura e 3,6 m de profundidade. Na sua construção foram utilizados 1,206 kg de cobre e 1,633 kg de ferro. Composta por 325 peças de cobre, para que a águia do Benfica ficasse concluída foram necessários 33 técnicos de diferentes especialidades e 6640 horas de trabalho.

Quando foi inaugurada, a escultura tinha um dispositivo elétrico no interior destinado a produzir um efeito resplandecente. A luz era transmitida através do olho, do bico, das letras e do espaço entre a sobreposição das penas. De igual forma, a águia do Benfica tinha um sistema de iluminação indireta com 62 projetores e 4 armaduras florescentes. No total, a iluminação exigia 700 m de cabos elétricos.

Em março de 1991, a águia do Benfica foi retirada para a construção das novas instalações para a comunicação social e dos camarotes de empresa no 3º Anel. Em agosto seguinte foi recolocada na entrada principal, de acordo com o novo projeto da fachada principal do Estádio do Sport Lisboa e Benfica.

A 19 de dezembro de 2001 foi retirada para a demolição do Estádio e construção do atual complexo desportivo do Benfica.

Em maio de 2003 foi para as oficinas da Edimetal para ser submetida a trabalhos de reparação e limpeza, tendo sido depois colocada a encimar a entrada principal do novo estádio do Sport Lisboa e Benfica em agosto do mesmo ano.

Águia de pedra

Mas a primeira águia do Estádio da Luz foi a águia de pedra que, atualmente, pode ser vista no átrio da porta 1-2-3.

A águia é em pedra lioz de Sintra e foi descerrada a 27 de fevereiro de 1955, em frente ao portão nº1 do Estádio da Luz. A águia de pedra do Benfica foi produzida por canteiros de Pêro Pinheiro.

Simbolizando a amizade e a camaradagem entre os clubes desportivos, foi oferecida ao Sport Lisboa e Benfica na celebração das suas bodas de ouro e da inauguração do estádio. 

A iniciativa partiu do Atlético Clube de Portugal e contou com a colaboração de dezenas de clubes.

Quando foi colocada a águia de metal, a sua “irmã” de pedra passou a ocupar um lugar de destaque no interior do Estádio do Benfica.

O autor

Domingos Soares Branco (1925-2013) teve o primeiro contato com a escultura ainda em criança, enquanto convalescia de febre tifóide, moldando diversas figuras em plasticina.

Entre 1944 e 1953, Domingos Soares Branco fez o curso de Escultura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, que viria a concluir com distinção (20 valores). Durante 40 anos, lecionou na mesma Escola.

Ao longo da sua vida, Domingos Soares Branco produziu diferentes obras, dando particular atenção ao movimento figurativo dentro da escola realista, trabalhando o barro, a pedra, o cobre e o aço inox.

Para além da águia do Benfica, o escultor foi também autor da estátua do Padre Pio XII, no Santuário de Fátima (1961), do Santo António de Lisboa, no largo com o mesmo nome na capital (1983)  e do Monumento Comemorativo da 1ª Travessia Aérea do Atlântico Sul, no Jardim da Torre de Belém (1991).

O processo de conservação

 

A águia de metal está de volta ao topo da porta 1 do Estádio da Luz, depois de submetida a diversos trabalhos de restauro e conservação.

O processo de conservação do símbolo maior do Benfica iniciou-se com a recolha de pequenas amostras de diferentes pontos da escultura, amostras estas que foram depois submetidas a análises diversas.

Estes trabalhos implicaram também a revisão estrutural da escultura, com a avaliação da condição física das estruturas de suporte e interior e a limpeza, através de escovagem, lavagem, limpeza mecânica e extração de sais. A águia do Benfica sofreu também alguns tratamentos de estabilização, com a aplicação de um inibidor de corrosão, extração de oxicloretos de cobre e estabilização da camada de oxidação, ao que se acrescenta a conversão de hidróxidos de ferro.

Por fim, foi também aplicada uma camada de proteção com recurso a resina acrílica e a cera microcristalina.

A intervenção feita na águia do Benfica foi realizada pelo Departamento de Reserva, Conservação e Restauro do Sport Lisboa e Benfica, Faculdade de Ciências e tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, ISQ – Industrial Engineering Services, Duartesfer e Laborspirit.

In www.slbenfica.pt

Imagens by ©RavenLight RavenLight

 

 

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