Dia Mundial da Tartaruga


Dia Mundial da Tartaruga

O Dia Mundial da Tartaruga é um evento promovido anualmente a 23 de maio desde o ano 2000, resultando da iniciativa da American Tortoise Rescue.

O seu objetivo é chamar a atenção e aumentar o conhecimento e o respeito pelas tartarugas e cágados e difundir o conceito colaborar e contribuir para a sua sobrevivência e desenvolvimento.

Trachemys scripta (Tartaruga de orelhas amarelas)

 

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Inês e Pedro

Originaria do sul dos Estados Unidos, está presente no Rio Mississippi, leste do Kentucky, Alabama e Florida, e norte do Golfo do México. Na década de 90 do século passado a sua venda era muito popular mas devido às pessoas abandonarem as tartarugas na natureza e estas terem uma grande capacidade de adaptação, rapidamente se tornaram uma espécie invasora em muitos países.

Preferindo ambientes aquáticos quietos e calmos, com fundo de lama e com espaço suficiente fora de água para que possam tomar sol como lagos, riachos e rios de águas calmas, barragens e pântanos. Vivem num território definido, saindo da água apenas para desovar e hibernar (quando criadas em climas onde a temperatura se mantém quente ao longo do ano não costumam hibernar).

Esta espécie apresenta listas avermelhadas ou alaranjadas na região atrás dos olhos. Os indivíduos jovens apresentam a carapaça e a pele em tons que variam entre o  verde-amarelado e o verde escuro com listas. A cor dos adultos perde os tons vivos, ficando verde-oliva.

A carapaça é oval e achatada em cima. O seu plastrão é amarelo com manchas circulares escuras. Os adultos medem entre 13 e 30 cm de comprimento de carapaça. Os machos são mais pequenos que as fêmeas e apresentam garras dianteiras muito longas, tal como a larga cauda longa, com a abertura cloacal afastada do plastrão.

As fêmeas apresentam garras dianteiras curtas, cauda mais curta e estreita e abertura cloacal mais próxima do plastrão.

Na Natureza podem viver em média 30 anos. Em cativeiro a esperança de vida aumenta para 50-70 anos, acreditando-se que podem passar dos 100 anos.

O animal mais velho do planeta

Tartaruga que vive em ilha pode ser animal mais velho do planeta

Plantation House, na ilha de Santa Helena, é a residência oficial do governador dos territórios britânicos ultramarinos no Sul do Atlântico. Lá vivem Jonathan, Myrtle e Fredrika – três tartarugas das cinco de uma espécie rara que habitam a ilha.

A mais velha delas é Jonathan, cuja idade registrada é de 182 anos. Ele é possivelmente o animal mais velho do mundo.

“Ele é praticamente cego, por causa da catarata, e não tem mais olfato – mas sua audição é boa”, diz Joe Hollins, um dos guias turísticos da ilha.

O animal é um espécime raro de tartaruga-das-seychelles, oriunda da ilha do mesmo nome, que fica no Oceano Índico. As companheiras de Jonathan são de uma espécie levemente diferente – o jabuti-gigante-de-aldabra, do atol que leva o mesmo nome.

Hoje há poucos jabutis-gigantes-de-aldabra no mundo – apenas 100 mil, mas só algumas dúzias conseguirão se reproduzir.

A ilha de Santa Helena é famosa por ser isolada no meio do Atlântico Sul (no mapa, é um pequeno ponto entre a Bahia e Angola). Muitas vítimas do tráfico de escravos que adoeciam e não conseguiam completar a viagem da África às Américas ficavam na ilha, onde morriam após poucos dias. Além disso, Santa Helena abrigou Napoleão.

Nenhum dos moradores sabe explicar como Jonathan veio parar aqui. No século 17, os navios costumavam transportar centenas de tartarugas, muitas delas que serviam de refeição aos marinheiros.

Nas ilhas Galápagos, 200 mil tartarugas teriam sido abatidas para servir como refeição.

A pergunta que intriga todos é: como Jonathan escapou deste destino?

Uma hipótese é que o governador da ilha na época, Hudson Janisch, tenha adotado a tartaruga como animal de estimação.

Desde Janisch, 33 governadores já passaram por aqui, e ninguém quer ter a má-sorte de ver Jonathan morrer durante o seu mandato.

O atual mandatário, Mark Capes, diz que é importante que Jonathan seja “tratado com respeito, atenção e carinho, que ele merece”.

Uma foto de 1882 já mostra Jonathan em tamanho adulto. Esta espécie leva 50 anos para crescer ao seu tamanho pleno.

Caso ele realmente tenha 182 anos, Jonathan teria perdido por uma década a chance de “conhecer” Napoleão, que morreu em 1821 – pouco mais de dez anos antes do nascimento de Jonathan, que, segundo a estimativa, teria sido em 1832.

Os anos de “assédio” dificultaram ainda mais a vida de Jonathan. Turistas costumam fazer o possível e o impossível para conseguir registrar uma imagem do animal. Hoje em dia, foi organizada uma fila para que os turistas possam – de longe – fotografar Jonathan.

A tartaruga tem seus privilégios. Ela ganha carinho no pescoço e recebe bananas, repolho e cenouras para comer. Ele costuma comer com tanta ferocidade que uma vez quase perdeu parte de um dos dedos. Por isso, foram colocadas luvas em suas patas.

Tartarugas desta espécie podem viver até 250 anos. Os moradores da cidade já têm um plano especial de “funeral” para o caso de sua morte. O casco de Jonathan será exposto permanentemente em Santa Helena. Alguns estão até arrecadando dinheiro para criar uma estátua de bronze de Jonathan.

Nota da editora:

Em Dezembro de 2015 as notícias davam Jonathan como estando vivo e de boa saúde, embora cego pelas cataratas e sem o apurado sentido do cheiro. Mesmo sem ser capaz de detetar a comida, a sua audição continuava excelente.

by Sally Kettle

in http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/03/140313_tartaruga_velha_dg

Curiosidades

As tartarugas são criaturas solitárias. A mãe tartaruga protege as suas crias por pouco tempo. 

Soldados do Império Romano inspiraram-se nas tartarugas para criar uma espécie de escudo para vários soldados ao mesmo tempo. 

As tartarugas têm exoesqueleto e esqueleto interno, tal como costelas, clavícula e espinha dentro da concha.

Mesmo que uma tartaruga não seja marinha, ela tem a capacidade de segurar a respiração por muito tempo, esvaziando os pulmões antes de se esconderem na carapaça.

O casco das tartarugas tem terminações nervosas, sendo, por isso, sensíveis ao toque e capazes de sentir cócegas e arranhões, por exemplo. Há até as tartarugas que gostam de receber festas na carapaça.

Charles Darwin adotou uma tartaruga, a Harriet, em 1835. Anos depois Harriet foi entregue a um zoo australiano, onde morreu já em 2006.

As tartarugas conseguem extrair nutrientes e água mesmo através de mordidas minúsculas. O seu sistema digestivo separa a água e reserva o resto para quando esta escasseia.

O cheiro chega até as tartarugas pela garganta, pelo que quando ela se encontra de boca aberta está apenas tentando sentir o cheiro do meio ambiente.

Em 1968 uma tartaruga foi enviada para o espaço por uma equipa de astrónomos russos. A nave foi a primeira a circular a Lua e regressar à Terra em segurança. A tartaruga que estava a bordo perdeu 10% do seu peso corporal durante a viagem, mas voltou em boas condições.

Um teste realizado em 2006 descobriu que as tartarugas são mais espertas do que os ratos quando colocadas em labirintos para encontrar comida. Ao contrário dos ratinhos, as tartarugas não fazem o mesmo caminho mais do que uma vez. Um outro estudo mais recente comprovou que as tartarugas costumam aprender táticas de outros animais apenas pela observação.

 

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