Ficheiros Secretos – X-Files


Inicialmente encarada como apenas mais uma série de culto, não foi preciso muito para que até os mais céticos passassem a acreditar.

Senhores e senhoras, os Ficheiros Secretos estão de volta, 14 anos depois

Ficheiros secretos
The truth is out there

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Pelas mãos da cadeia Fox, o primeiro dos seis novos episódios será exibido nos Estados Unidos no próximo dia 24, chegando aos pequenos écrãs lusos dois dias mais tarde.
Para quem tem vivido debaixo de uma rocha ou tenha acabado de chegar de Júpiter, os Ficheiros Secretos – X-Files no original – relatam a investigação de casos relacionados com o paranormal, investigação essa que é conduzida por dois agentes do FBI Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson).
Mulder acredita na existência de extraterrestres e nas mais diversas formas que os fenómenos paranormais podem assumir. Já Scully, médica de formação e cética por natureza, é designada para realizar os procedimentos científicos das descobertas de Mulder. Os dois agentes são alvo de uma conspiração (que os produtores gostam de classificar como mitologia) que se adensa logo nos primeiros episódios da série e que os leva a confiar apenas um no outro.
O relacionamento entre Mulder e Scully é dúbio, começando como platónico mas ganhando contornos românticos no final da série.
Estreada a 10 de setembro de 1993 nos Estados Unidos, a série surgiria em Portugal apenas no ano seguinte na TVI. Atualmente, pode ser seguida na RTP Memória, uma reposição oportuna e feliz.
Nas duas últimas temporadas, Scully tornou-se a protagonista, enquanto Mulder fazia apenas algumas aparições. No entanto, novas personagens ganharam destaque: os agentes John Doggett (Robert Patrick) e Monica Reyes (Annabeth Gish), enquanto o chefe de Mulder e Scully, o diretor assistente Walter Skinner (Mitch Pileggi) assumiu um papel central.
Até ao final, os Ficheiros Secretos foram a série com maior tempo de duração na história da televisão americana.
A sua popularidade levou à produção de dois filmes, o primeiro dos quais em 1998, chamado The X-Files: Fight The Future , e o segundo dez anos mais tarde, The X-Files: I Want to Believe.
Em Março último, foi anunciado o regresso de Mulder e Scully à televisão, no formato de uma minissérie que começou a ser gravada  em meados de 2015. Chris Carter mantêm-se como produtor executivo e escritor, tal como David Duchovny, Gillian Anderson e Mitch Pileggi como os atores principais.

História

Em 1992, o novo responsável pelas produções da FoxPeter Roth, chamou Chris Carter para desenvolver uma série para o canal. Dedicado sobretudo a escrever comédias, Carter queria agoa produzir uma série mais sombria, o que entusiasmou Roth. A ideia era centrar a série em dois agentes do FBI que iriam resolver casos até então sem uma conclusão. Para o efeito, Carter criou Fox Mulder,  batizado com o nome de um vizinho de infância e o sobrenome de solteira de sua mãe, e Dana Sculy, cujo sobrenome foi inspirado no locutor de baseball Vin Scully. Carter juntou à trama o elemento conspirativo que evitaria a fuga de informações sobre o lado mais obscuro da investigação, em particular no que respeitava ao contato com extraterrestres, inspirando-se no caso Watergate.
O projeto acabaria por ser recusado pelos executivos da Fox, o que obrigou Carter a uma revisão e a reapresentá-lo algumas semanas mais tarde, sendo então aprovado pelo vice-presidente do canal, Pete Greenblatt. O episódio piloto foi filmado em Vancouver, no Canadá, uma vez que teria custos de produção menores e cenários naturais adequados ao que Carter pretendia. Para produzir o material inicial da série, Carter aliou-se a Daniel Sackheim, que trabalhava na série policial NYPD Blue.
Após diversos testes, David Duchovny foi escolhido. O ator gostara do roteiro mas estava convencido que se tratava apenas de mais um piloto. Quanto à desconhecida Gillian Anderson, que só tinha um trabalho em televisão, o episódio piloto serviria para ter mais visibilidade para conseguir novos papéis. As filmagens do piloto duraram duas semanas (em março de 1993) e dois meses depois foi aprovado pelos executivos da Fox.
A série estreou nas noites de sexta, após aquela que era a grande aposta da Fox, o western The Adventures of Brisco County, Jr . No entanto, esta série duraria apenas uma temporada e sempre com baixas audiências, ao contrário dos Ficheiros Secretos.

Música

Carter precisava de alguém para compor a trilha sonora, tendo entrevistado cerca de 15 pessoas sem obter resultados. O produtor executivo R.W. Goodwin insistira por diversas vezes para que Carter falasse com um amigo seu, Mark Snow, mas sem sucesso. Snow faria três audições, mas não obteve qualquer resposta da produção até que o seu agente lhe ligou dizendo-lhe que fora escolhido.
Carter rejeitou todas as propostas de Snow, acabando por abandonar a reunião entre os dois. Frustrado, Snow colocou a mão e o antebraço no seu teclado, o que resultou num som em eco que agradaria a Carter. Nascia assim a trilha de abertura. O segundo episódio, “Deep Throat”, foi a primeira vez que Snow compôs sozinho a trilha sonora de um episódio inteiro dos Ficheiros Secretos.
Snow compôs igualmente trilha sonora para o filme The X-Files: I Want to Believe , tendo lançado o álbum The X-Files: I Want to Believe: Original Motion Picture Score. As músicas foram gravadas com a Hollywood Studio Symphony em maio de 2008 no Newman Scoring Stage. A banda britânica UNKLE gravaria uma nova versão da música tema para os créditos final do filme.

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