Ensino Privado


Ensino Privado

Pontos prévios:

Nada tenho contra a iniciativa privada em qualquer que seja o sector de actividade, muito pelo contrário;

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Sou completamente a favor da liberdade de escolha e last time I’ve checked (mais uma expressão que os americanos nos roubaram) Portugal ainda era uma democracia. Bom, está a aprender e é, obviamente, um aluno com sérias dificuldades de aprendizagem, mas está a tentar.

Portanto, se os pais decidirem que o melhor para os seus filhos é frequentarem o ensino privado, nada a opor. Até compreendo que, em termos práticos, facilita muito a vida e permite respirar de alívio no que à segurança diz respeito.

O que não compreendo é porque tenho que pagar (eu e todos os poucos contribuintes que ainda sobram à Nação) para satisfazer essa vontade. Não compreendo nem aceito. É uma falta de respeito. Se não têm dinheiro para pagar um colégio privado, não paguem. Recorram à escola pública que, não obstante todos os seus defeitos e lacunas (e são quase incalculáveis) continua a ser uma opção.

É verdade que, quando existem alternativas viáveis (e não estou a falar das famílias não terem uma escola pública a menos de 3 km de casa… não me gozem, os meninos podem fazer 3 km para irem aprender), o Estado deve criá-las. Criá-las, não pagar para se ver livre do problema como se ele não existisse e, muito menos, impulsionar um negócio.

Eu, como tantos outros, não temos dinheiro para viajar e, assim, aumentar a nossa cultura e munirmo-nos de armas indispensáveis para sermos melhores cidadãos e contribuintes para o desenvolvimento do País. E depois? O Estado vai subsidiar-nos as viagens ao estrangeiro?

Não há dinheiro, não há palhaços, já lá diz a vox populi. Temos pena.

O Estado vai ajudar o desenvolvimento do sector privado da educação porquê?

Também vai criar um subsídio para os proprietários da restauração comprarem loiça Vista Alegre e assim servirem melhor os seus clientes?

Ou para os talhantes adquirirem as fantásticas facas japonesas?

Se é privado, é privado e, como tal, que se façam ao caminho, que suem as estopinhas e que gerem riqueza, para si e para o País. O Estado serve para regular o funcionamento do mercado e cobrar impostos. É assim que se faz nos países a sério.

* Este texto não obedece às regras do novo Acordo Ortográfico e aposto que mesmo no Brasil, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné  Bissau vão perceber o que pretendo dizer

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