Imbolc – O Crescimento da Luz


Imbolc – O Crescimento da Luz

(Imbolg, Oimelc, Candlemas, Treguenda Lupercalia)

Esta celebração,com origem na antiga Irlanda, celebra o crescimento da luz e homenagea a Deusa Brigid (também conhecida como Brighid ou Brigith), na fase de Donzela e como Noiva do Sol.

Apesar de ser celebrado no pico do Inverno, o festival, cujo nome significa “apressar-se”é dedicado ao aumento do dia, ou seja, da luz e ao início do despertar das sementes enterradas na terra ainda fria.

A celebração da festa de Imbolc tem lugar aproximadamente seis semanas depois de Yule (o momento do solstício de Inverno) e simboliza a recuperação da Deusa após o nascimento da criança solar e sua transformação numa Donzela jovem e cheia de vigor.

Brigid, ou Bride, era uma Deusa Tríplice, representando a inspiração (arte, criatividade, poesia e profecia), a cura (ervas, medicina, cura espiritual e fertilidade) e da metalurgia (ferreiros, ourives e artesãos).

Uma vez que se trata de uma Deusa do Fogo, era homenageada com fogueiras, rodas solares, coroas de velas e rituais com as quais se pretendia despertar o fogo criador original. As lendas celtas descrevem-na na sua representação de donzela tocando, com seu bastão mágico, a terra que fora congelada pelo cajado da anciã, marcando o momento em que a terra desperta para a vida e permite o aumento do número de horas da luz solar.

Algumas tradições mantêm-se até aos dias de hoje. Em certos pontos do Reino Unido e na Irlanda as pessoas atam fitas ou pedaços de roupas nas árvores próximas às fontes tidas como sagradas, e que actualmente são dedicadas às santas católicas, orando para obter a cura de seus males.

No Norte da Europa, este era o momento de, em conjunto com as agruras do Inverno, enterrar os aspectos negativos da vida, enquanto se purificava a terra, salpicando-a de sal e cinzas.

Em Portugal

Em Portugal, as celebrações da Antiguidade do 2 de Fevereiro foram adaptadas para a visão católica, comemorando-se a festa da Nossa Senhora da Luz ou Nossa Senhora das Candeias. Na tradição popular, o estado do tempo neste dia condiciona o tempo para o resto do Inverno. Diz a voz popular que “Nossa Senhora a rir, está o Inverno para vir. Nossa Senhora a chorar está o Inverno a passar.”, ou seja, se no dia estiver Sol ainda teremos muito tempo invernoso pela frente, enquanto se chover o Inverno já terá passado.

A vila de Vale do Peso, situada a 7 km de Crato, é um dos locais onde esta celebração é mais marcante.

A festa tem origem, segundo alguns investigadores, na apresentação do Menino Jesus no templo e na purificação de Nossa Senhora, quarenta dias após o nascimento de Cristo. Dizia a tradição que as parturientes, após darem à luz, ficavam impuras, devendo inibir-se de visitar ao templo até 40 dias após o parto. Nessa altura, deviam apresentar-se ao sacerdote e oferecer o seu sacrifício (um cordeiro e duas pombas ou duas rolas), pudendo assim purificar-se.

Nossa Senhora da Luz era tradicionalmente invocada pelos cegos e tornou-se particularmente venerada em Portugal a partir do início do século XV. Segundo a tradição, deve-se a um português, Pedro Martins, muito devoto de Nossa Senhora, a descoberta de uma imagem da Mãe de Deus por entre uma estranha luz, em Carnide.

 

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