Festa da Cabra e do Canhoto 2012


Festa da Cabra e do Canhoto – foto Associação Raízes Aldeia de Cidões

“QUEM DA CABRA COMER E AO CANHOTO SE AQUECER UM ANO DE SORTE VAI TER”

Festa da Cabra e do Canhoto 2012 – Programa

Noite de 31 de Outubro De 2012 entre as 19:00h e as 24:00h.

A Associação Raízes Aldeia de Cidões, a Capital Portuguesa da Cultura Celta (no concelho de Vinhais, distrito de Bragança), promove, uma vez mais, a celebração de uma das mais genuínas festas portuguesas, a Festa da Cabra e do Canhoto 2012.

Este ano, o programa da celebração inclui:

Programa da NOITE DA CABRA E DO CANHOTO

-19h – Jantar de Cabra matchorra no Pote, feijoada e caldo verde, vinho, Jerupiga, Ulhaque e Café no Pote com a Brasa;
-20h – Espetáculo do acender da Fogueira Gigante com 3 Deusas Celtas;
20H a 22h- Atuação de diversos grupos de música tradicional como o Grupo Etnográfico da Casa do Professor de Bragança;
-21h- 21.45h e 22.45h Espetáculo da Queimada Celta com Druída e 3 Deusas;
-22h a 23.30h-Concerto de Música Celta com o Grupo Quadrilha de Sebastião Antunes;
– 23.30h – Espetáculo da Queima do BODE GIGANTE;
– 24h – Espetáculo do DIABO em Cima do Carro de Bois a Chiar;
– Toda a noite Dj de Música Celta e Bar aberto;

Tal como referiu Luís Castanheira, da Associação Raízes Aldeia de Cidões , “em muitas aldeias transmontanas queima-se o canhoto e fazem-se fogueiras comunitárias em diferentes alturas do ano. Há 2000 mil anos já os Celtas acendiam fogueiras na noite de 31 de Outubro, que para os Celtas marcava o início da estação escura quando os dias passavam a ser mais pequenos e as noites mais longas. No dia de todos os Santos acendem-se velas nos cemitérios. Em Cidões acende-se a maior vela que é a gigantesca Fogueira. “Qualquer ano ainda havemos de concorrer também ao Guiness para a maior fogueira do mundo”
Conscientes que as tradições que não evoluem, morrem, mantemos todo o original da festa, mas acrescentar algo  de novo para dar mais espetacularidade ao evento com rituais de sons e Luzes. Servimos e acolhemos muito melhor as pessoas. Podem vir jantar logo a partir das 19h numa tenda gigante para nos sentirmos mais confortáveis. A ementa vai ser o manjar da cabra Matchorra no Pote,  feijoada à Cidões,  caldo verde,  acompanhada com as bebidas espirituosas da aldeia – Vinho, Ulhaque,  Jerupiga  e a queimada Celta. Claro que não pode faltar o já tradicional e sempre apetecido Café do Pote com a BRASA.
Este ano contamos com o precioso apoio do Instituto Politécnico de Bragança e do CITAR (Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes da Universidade  da Universidade Católica Portuguesa. Às 20h temos o espetáculo do acender da fogueira que este ano será diferente, envolverá música, deusas celtas e flechas a arder! Entre as 20h e as 22h temos a atuação de  grupos de gaiteiros e o grupo Etnográfico da Casa do Professor de Bragança. De hora a hora haverá um espetáculo da queimada Celta realizado por um Druida acompanhado pelas Deusas, e muita luz, cor e sons! Depois entre as 22h e as 23.30h vamos assistir à atuação do Grupo Quadrilha de Sebastião Antunes. Trata-se de um grupo de música de Inspiração Celta.

Terminado o concerto, chegará o grande momento por volta das 23.30h que é a queima do Bode. Trata-se de um Bode gigante construído na Escola Superior de Educação.  Este animal gigante que representa o Demónio virá pelo ar a arder e cairá em cima da fogueira num espetáculo de sons, luzes e fogo de artificio deslumbrantes que não deixará ninguém indiferente. Logo a seguir chegará o Diabo em cima do tradicional carro de bois com as tarraxas bem apertadas a chiar bem alto e durante o seu percurso irá acender 13 estrelas flamejantes. Durante o resto da noite temos ainda a atuação de um DJ que nos apresentará um repertório de música Celta.
Esta é uma festa que foi nossa ao longo dos anos. Agora é de todos, principalmente daqueles que procuram preservar as suas tradições. É certo que, em muitos casos, a tradição já não é o que era, mas talvez por isso, sabe bem saborear algumas das tradições que ao longo dos tempos se mantiveram e que souberam adaptar-se aos novos usos e costumes Populares. Esta tradição perde-se na noite dos tempos.
É uma festa tradicional de características únicas. Realiza-se todos os anos na noite anterior ao dia de todos os santos.
Manda a tradição que se faça uma grande fogueira com o canhoto ou tronco maior que se conseguir arranjar. O canhoto e toda a lenha que se queima nesta fogueira deverá ser “roubada”, pois se o não for não arde e não dá sorte. Nesta fogueira vai ser cozinhada a(s) cabra(s) em grandes potes. A cabra fica com um sabor delicioso e único como manda a tradição. O tempero é ancestral e não pode ser divulgado. A cabra é preparada com todos os cuidados de higiene. É morta e esfolada no matadouro de Vinhais. Depois, é colocada com os temperos como manda a tradição num recipiente onde fica até à sua hora.
É uma festa única e inigualável, dadas as suas caraterísticas. Apesar de ter muitas inovações mantém-se o original que é estar com amigos à volta de uma gigantesca fogueira e, sentir, ver, apreciar, aquecer, comer e beber. Precisamente como faziam os nossos antepassados.  Podem participar todas as pessoas da aldeia ou de fora dela, que queiram conviver um pouco, divertir-se, matar a fome ou aquecer o corpo com lume e vinho nestas noites frias de Outono. Todos querem aquecer-se a esta fogueira pois assim vão deitar fora a má sorte, que é queimada nas chamas da fogueira que chegam a atingir algumas dezenas de metros de uma beleza inigualável, com o efeito que dá com a noite como companheira. Quem se aquecer a esta  fogueira fica preparado para o novo ano e para o Inverno rigoroso que se avizinha, e com mais sorte nas suas actividades e trabalhos, e que todos bem precisamos este ano.
Nessa noite, a aldeia é virada ao contrário” ao avesso”, pois a rapaziada da aldeia vai roubar  os vasos de flores das varandas e colocá-los pelas ruas, e virar ao contrário os carros de bois e carroças de burros e machos. Nessa noite também aparece o Diabo em cima dum carro de bois puxado apenas pela malta. O carro vai com as atarraxas bem apertadas para cantar bem alto para não deixar dormir ninguém. Durante o seu percurso irá acender 13 estrelas de fogo.
Esta é uma tradição que já vem de há séculos, e que está ligada por ser nesta noite o inicio da estação escura para os Celtas. É realizada apenas à noite, é virado tudo ao avesso, e é cozinhada a cabra fêmea do bode que representa o Satanás, o Lúcifer, o cornudo, o diabo, o canhoto ( se verificar no dicionário da língua Portuguesa –  Canhoto significa Diabo, o demónio).
É a festas das colheitas, é a festa da chegada do tempo frio, uma nova fase da vida do agricultor.
De referir que o dia na aldeia é um dia normal só se alterando com o chegar da noite onde as pessoas que se vão juntar à volta do canhoto. A farra só começa à noite, talvez porque à noite “todos os gatos são pardos”.
Mas o melhor será estarem presentes na nossa festa e verem, sentirem e saborearem como nós sentimos e saboreamos sentimentos e paladares que se vão perdendo no tempo. Conviverem com as nossas mais puras gentes transmontanas e escutarmos as suas vozes e as suas almas.

Na noite de 31 de outubro, venha passar uma noite garantidamente diferente das restantes ao longo do ano. Venha dar  um louvor à Terra, à Natureza e à Mãe de todas as coisas. É uma data muito bonita e de grande significado.
Aproveite, sai da rotina do seu dia a dia, e venha conhecer e dar um passeio a Cidões, aldeia que parece que está em cima do rio Tuela. Conheça o seu típico artesanato de cestaria, os seus produtos, as suas belas paisagens, o rio, a ponte do manhuço, a caça e pesca, a mina de água, a fonte, o NICHO, as ruínas do Convento do Franco, a Igreja com a sua secular pia baptismal, as suas casas e ruas, as  suas terras acidentadas. Venha provar da sua tradicional gastronomia à base de produtos biológicos como a prova do seu requintado vinho que nesta altura é sempre a prova do excelente vinho novo.
Aqui em Cidões a tradição ainda é o que era, e queremos que continue a ser.
Não deixe de apoiar estas iniciativas locais de geração de riquezas  SÓ OS CONVIDAMOS PARA PASSAR UMA DAS 365 NOITES QUE O ANO TEM. UMA NOITE DIFERENTE. Deixe o sofá e o café e regresse ao passado tomando parte numa festa ancestral.
Contamos convosco, OBRIGADO”.

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