Sexta-Feira 13


Sexta-Feira 13

As sextas-feiras 13 estão associadas, segundo a cultura popular, ao azar, fruto de diversos factos.

Esta data está também presente na mitologia nórdica. Numa das lendas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, o espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e iniciou uma escaramuça que terminaria com a morte de Balder, o favorito dos deuses.

De acordo com outra lenda nórdica está relacionada com a deusa do amor e da beleza, Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou reunir-se todas as sextas com outras 11 bruxas e o demónio para que os 13 rogassem pragas aos humanos.

No judaísmo, o 13 corresponde à letra Mem, que simboliza o renascimento e a liberdade. As superstições dia 13 estão também associadas ao dia em que o rei de França, Filipe o Belo, ordenou prender e matar todos os Templários sob a acusação de feitiçaria.

O cristianismo levou à superstição de evitar ter 13 convivas à mesa, numa reminiscência da Última Ceia, na qual um dos 12 apóstolos, traiu o 13. º comensal, Jesus Cristo.

Contudo, a superstição respeitante às Sextas-feiras 13 surgiu com os romanos, embora nada tivesse a ver com o azar mas sim com uma sucessão de acontecimentos que acabariam por marcar este dia e que levariam os cidadãos a acreditar que deveriam ter mais cuidado.

De acordo com algumas crenças europeias, as bruxas andam à solta nas Sextas-feiras 13.

Em Portugal, são algumas as localidades que assinalam as sextas-feiras 13. Entre estas, refira-se a vila de Montalegre, que dedica diversos dias a esta data, numa celebração relacionada com o oculto e com o singular que se transformou já numa tradição e que atrai visitantes de todo o país.

Este ano, o programa das festas inclui um jantar excomungado em diversos restaurantes do concelho, devendo os participantes trajar de acordo com a ocasião e uma concentração de trastos e bruxas na Praça do Município, seguido de um desfile endiabrado pelas ruas da vila.

Para além do espectáculo intitulado “Encenação da Queimada” os visitantes poderão ainda contar com tendas no Pelourinho e no Largo do Gato, sendo as ruas animadas por fogueiras. As celebrações encerrarão com o esconjuro comunitário pelo Bruxo-Mor, encarnado pelo Padre Fontes, com a distribuição da Queimada e com um espectáculo de fogo de artifício.

Já em em Cavalinhos, no concelho de Leiria, as mulheres juntam-se num encontro onde os homens não podem participar.

Refira-se ainda as celebrações na localidade transmontana de Cidões, na região de Vinhais, onde se realizam banquetes e fogueiras populares.

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