Quando a paixão dos outros nos surpreende


Quando a paixão dos outros nos surpreende

Há fenómenos na sociedade portuguesa, e em particular, nalguns quadrantes pseudo-intelectuais, que nos espantam a todos.

E não é preciso muito para se encontrarem alguns que, para aqueles que, como eu, andam mais atentos a estas coisas, são tão inexplicáveis como um objecto voador não identificado.

Recentemente apercebi-me que uma paixão tomou de assalto alguns dos mais conhecidos (mas não reconhecidos, pois não haverá razões para tal) escrevinhadores da nossa praça e que surge sem aparente explicação. Talvez por ser uma paixão não se possa esclarecer ou justificar. Ou talvez sim, quem sabe.

Sem por em causa a qualidade da autora objecto de tal paixão, e é de Patricia Highsmith que falamos, intriga-me que, sem mais nem ontem, de há dois anos para cá tenham surgido na imprensa nacional diversos textos apreciativos da sua obra. Textos esses, diga-se, escrevinhado por quem, tal como eu, não tem nem bagagem cultural nem capacidade para julgar ou avaliar a obra da autora do célebre livro “O Talentoso Mr. Ripley”.

O que mais me espanta é o facto dos referidos escritos surgirem sem que se conheça um motivo válido para tal. Não que a escritora não mereça ser trazida à memória colectiva – e não conheço o trabalho da norte-americana em profundidade e confesso que não tenho particular curiosidade em conhecer – mas sem que tenha sido lançada alguma colectânea, algum conto póstumo ou que tenha sido feita alguma adaptação ao cinema da sua obra, porquê falar reiteradamente dela?

E o mais estranho é que a paixão não avassalou apenas um leitor (?) incauto, mas vários, amigos entre si. Estarão a preparar a formação de um clube de fãs de Patricia Highsmith?

 

Nota:

Patricia Highsmith

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Patricia Highsmith (Fort Worth, Texas, 19 de Janeiro de 1921Locarno, Suíça, 4 de Fevereiro de 1995) foi uma escritora estado-unidense famosa pelos seus thrillers criminais psicológicos. Tornou-se mundialmente famosa por Strangers on a Train, que teve já várias adaptações para cinema, sendo a mais famosa dirigida por Alfred Hitchcock em 1951, e pela série Ripliad com a personagem Thomas Ripley. Escreveu também muitas histórias curtas, frequentemente macabras, satíricas ou tingidas de humor negro.

 

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