Yule – Solstício de Inverno


Yule – Solstício de Inverno

Yule - Solstício de Inverno

 

Yule, com origem no Norte da Europa, celebra-se desde os finais do mês de Dezembro até aos primeiros dias de Janeiro e foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, estando associada ao renascimento.

Actualmente, as celebrações centram-se no fenómeno astronómico que marca o início do Inverno. A palavra solstício tem origem no latim Sol e sistere, ou seja, que não se move e ocorre quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do Equador.

Também conhecida como Ritual de Inverno, Meio do Inverno e Alban Arthan, esta é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer e as horas de escuridão a diminuir, pelo que é o festival do renascimento do Sol e o tempo de glorificar o Frey, um deus associado à fertilidade, à paz e à prosperidade, e de dizer adeus à Grande Mãe. De igual forma, o Yule é ainda o momento de celebrar a união da família e as realizações do ano que passou.

Algumas daquelas que são interpretadas hoje como tradições de Natal são, na realidade, práticas associadas ao Yule, como a decoração de uma árvores (Yggdrasil) o pendurar o visco e o azevinho ou queimar o tronco. Algumas correntes de historiadores defendem que o dia 25 de Dezembro foi escolhido pela Igreja Católica para marcar o nascimento de Jesus Cristo para que as tradições pagãs do Solstício pudessem ser eliminadas.

Quanto ao tronco de Natal, a sua queima tem origem no costume de acender uma fogueira que simbolizava a vida e o poder do Sol, renascido nesta altura do ano.  O facto de  se tratar de um tronco de carvalho está relacionado com as práticas druídicas, uma vez que esta é a árvore da Vida. O pinheiro pode também ser utilizado na queima, já que simboliza os deuses que agonizam nesta altura, como Attis, Dionísio ou Woden. Na Antiguidade, as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica e eram aspergidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.

já no que respeita a pendurar o visco sobre a porta, este era considerado pelos  druidas como a Árvore Dourada, com um profundo poder mágico, sobretudo, curativo e que permitia aos mortais acederem ao Submundo. Algumas sociedades viam o visco como a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco teve origem na ideia que seus frutos brancos eram gotas do sêmen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. Desta forma, a essência doadora de vida do visco fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram nesta época.

A tradição de decorar árvores de Natal desenvolveu-se nos bosques de pinheiros associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore são símbolos do Sol, da Lua e das estrelas, representando igualmente as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (as actuais prendas de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades.

Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Pai Natal (Santa Claus) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o “Cristo na Roda”, um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.

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3 thoughts on “Yule – Solstício de Inverno

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