Os meus verdadeiros heróis


Os Meus Heróis

Numa época em que em Portugal praticamente ninguém falava na importância da conservação da Natureza (com excepção do Jardim Zoológico de Lisboa), é espantoso que a infância da minha geração tenha sido tão profundamente marcada por três figuras mundiais para as quais a Terra era (e é) o verdadeiro lar.

Numa próxima ocasião, colocarei as minhas impressões pessoais sobre estas figuras maiores. Quero ouvir as vossas.

Sem qualquer ordem de importância, seguem pequenas biografias daqueles que são, muito provavelmente, os meus verdadeiros heróis: Jacques Cousteau, David Attenbourough e Félix Rodriguez de la Fuente.

Jacques Cousteau

Jacques Cousteau

Jacques Cousteau nasceu a 11 de Junho de 1910 na pequena localidade francesa de Saint André de Cubzac.

Pioneiro em diferentes áreas no que respeita à exploração dos territórios submarinos, há um equipamento em cujo desenvolvimento colaborou que se destaca, quer pela surpresa que provocou na época, quer pela sua utilidade, o aqualung. Cousteau tinha 33 anos quando, em conjunto com outros exploradores, criou o aqualung, que permitiu aos investigadores descer às profundezas do mar por longos períodos e mostrar ao mundo um mundo até então praticamente desconhecido.

Facilmente reconhecido pela sua figura esguia encimada por um gorro de lã vermelha, as viagens de Cousteau a bordo do Calypso ofereceram-nos a possibilidade de, através dos seus inúmeros documentários e séries televisivas, conhecer e contactar com factos que pareciam, até então, pertencer ao domínio dos livros de Júlio Verne. Saliente-se a extensa investigação que desenvolveu sobre as capacidades do sonar dos golfinhos, bem como os trabalhos sobre a necessidade de proteger os oceanos dos lixos radioactivos e da sua exploração excessiva pelo Homem.

Em 1996, Cousteau e a sua equipa sofreu um enorme revês, quando o histórico Calypso afundou na sequência de uma colisão acidental em Singapura. Actualmente, o mais reconhecido navio do mundo está a ser recuperado na costa francesa, fruto de um projecto coordenado pela viúva do investigador, Francine Cousteau, e desenvolvido pela Sociedade Cosuteau.
O Calypso foi construído em Seattle, nos Estados Unidos, durante a II Guerra Mundial. Em 1950, e depois de ter servido a Marinha britânica em 1943 e de ter funcionado como ferry no pós-guerra, foi comprador por um milionário irlandês que o alugaria a Cousteau por um preço simbólico: um franco por ano.

Cousteau morreu em 1997.

Tal como relembra o director da Sociedade Cousteau para a Ciência e Ambiente, Tarik Chekchak, “os oceanos ocupam cerca de 72 por cento da superfície do nosso planeta e contêm mais de 97 por cento da água existente na Terra. Foi neles que a vida surgiu há cerca de 3.8 mil milhões de anos e permanece hoje como o maior espaço com vida no universo conhecido. Contudo, o Homem conhece menos de 20 por cento da sua totalidade e já danificou a maior parte.”

http://www.cousteau.org/

David Attenborough

David Attenborough

David Frederick Attenborough nasceu em Londres a 8de Maio de 1926 e formou-se em Ciências Naturais em Cambridge e em Antropologia na London School of Economics.

Em 1950 aceitou um estágio na jovem estação de televisão BBC, embora ele próprio não possuísse um televisor e tivesse assistido apenas a um único programa. Começava assim uma longa carreira que se mantém até aos dias de hoje.

Os trabalhos dedicados ao planeta Terra e às suas mais diversas formas de vida que produziu e/ou apresentou são inúmeros. Contudo, há uma que se destaca na memória de todos: “A Vida na Terra”, de 1979.

O seu trabalho mais recente está em exibição um pouco por todo o mundo: “A Vida a Sangue Frio”, um conjunto de programas dedicado aos répteis. Para 2011 espera-se a estreia de uma série de seis episódios, intitulada “The Frozen Planet”.

“O futuro da vida na Terra depende da nossa habilidade de reagir a problemas. São muitos os indivíduos que fazem o que podem, mas o sucesso real só pode acontecer se existir uma mudança na nossa sociedade, economia e política. Eu fui afortunado por poder ver, ao longo da minha vida, alguns dos maiores espectáculos que a Natureza tem para oferecer. Nós temos a responsabilidade de deixar para as gerações futuras um planeta que seja saudável e habitável para todas as espécies”.

http://www.davidattenborough.co.uk/

 

Félix Rodríguez de la Fuente

Rodriguez de la Fuente

Félix Samuel Rodríguez de la Fuente nasceu em Poza de la Sal, na provincia de Burgos, em Espanha, a 14 de Março de 1928.

Licenciado em medicina, foi um autodidacta em biologia, tendo desenvolvido diversos estudos que se revelaram fundamentais para o conhecimento do comportamento de determinadas, em particular das autócnes da Península Ibérica, como foi o caso do desenvolvimento de relações entre os elementos de uma alcateia.

A sua produção televisiva mais conhecida, “O Homem e a Terra”, que contava também com a sua apresentação, foi para o ar entre 1974 e 1980.

Para além do seu trabalho sobre a fauna e a flora da Península, Rodríguez de la Fuente explorou também outros cantos do planeta, tendo sido guia de safaris fotográficos em África. Morreria em 1980, no Alasca, nos Estados Unidos, enquanto realizava uma filmagem aérea para um documentário.

http://www.felixrodriguezdelafuente.com/

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