Marquês de Pombal – Heróis Populares Portugueses (9)


Marquês de Pombal

Heróis Populares Portugueses (9)

 

Marquês de Pombal

Sebastião José de Carvalho e Melo, conhecido como Marquês de Pombal e Conde de Oeiras, títulos atribuídos pelo rei D. José I (em 1769 e 1759, respectivamente), nasceu em Lisboa, 13 de Maio de 1699 numa família nobre, embora pouco endinheirada. Estudou na Universidade de Coimbra e casou, aos 23 anos, com uma senhora 10 anos mais velha e viúva.

Entre 1738 e 1749, representou Portugal em Londres (Inglaterra) e em Viena (Áustria) em missões diplomáticas. Na Áustria casou, em segundas núpcias, com D. Leonor Daun.

Quando D. José subiu ao trono, depois da morte de D. João V, Sebastião José de Carvalho e Melo foi chamado de volta à corte de Lisboa para ser foi nomeado secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra.

Durante o seu trabalho como ministro, o Marquês de Pombal realizou diversas reformas, algumas das quais de carácter polémico, como a decisão de expulsar os Jesuítas, recorrendo para tal através ao encerramento de vários colégios que eles tinham. Confiscou os bens da Companhia de Jesus já que considerava que a sua influência na sociedade portuguesa e as suas ligações internacionais eram um entrave ao fortalecimento do poder régio. No que à educação diz respeito, adoptou novos métodos pedagógicos e criou novas escolas, entre as quais se destaca o Real Colégio dos Nobres.

O ministro do rei granjeou diversas inimizades, quer pelas suas atitudes que retiravam poder às grandes famílias, quer pelos muitos abusos de poder que protagonizou. De facto, empenhou-se fortemente no reforço do poder régio, diminuindo em paralelo o poder de algumas casas nobres. Um dos casos mais conhecidos foi o do processo dos Távora. A 13 de Janeiro de 1759, sob a acusação de atentarem contra a vida do rei, o duque de Aveiro, o marquês de Távora e a sua mulher foram torturados e executados em acto público.
Entretanto, a interrupção na exploração do ouro brasileiro conduziram as finanças do Reino ao descalabro, levando o marquês a retomar a política de fomento industrial que fora iniciada com o conde da Ericeira.

Contudo, uma das suas maiores reformas reúne consenso ainda na actualidade: a reconstrução da cidade de Lisboa depois do terramoto de 1755. Para além de redesenhar uma traça mais funcional e mais promotora da saúde pública, o Marquês aproveitou grande parte dos destroços para reutilizar nas novas edificações e reuniu-se dos especialistas da época para chegar uma construção anti-sísmica assente em conceitos que se mantêm válidos na actualidade.

Com o falecimento de D. José I, em 1777, a oposição ao marquês tornou-se muito activa e D. Maria I mandou realizar uma sindicância aos seus actos.
O Marquês, que atribuiu todas as responsabilidades a D. José I, exilou-se então em Pombal, na sequência do degredo a que fora votado e que lhe perdoava uma ida para o estrangeiro devido à sua idade avançada (estava nos 80 anos).

Faleceu a 8 de Maio de 1782 no seu palácio de Pombal.

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