“A Generosidade Infinita da Mãe Natureza”


“A Generosidade Infinita da Mãe Natureza”

A riqueza do nosso planeta é praticamente um milagre quando comparada com a ausência dela nos nossos irmãos de galáxia. Sobretudo se tivermos em conta que, na grande casa que é o universo, nós ocupamos apenas uma divisão.

A extraordinária variedade de formas de vida que povoam esta pequena assoalhada de todos nós é tal que dela pouco ou quase nada sabemos.

Mesmo tendo atingido o nível civilizacional que o Homem alcançou, com todos os seus prós, mas também com muitos contras, mesmo considerando o nosso desenvolvimento tecnológico, a Mãe Natureza tem ainda tanto para nos apresentar que não conseguimos sequer imaginar o que está para lá do nosso conhecimento. E esse facto é particularmente evidente no que respeita a nós próprios.

O Homem comporta-se como se estivesse inserido numa classificação científica que apenas se aplica a ele mesmo, considerando-se como uma criatura à parte de todas as outras. De facto, a Natureza abençoou-nos com dons difíceis de identificar em muitas das outras espécies, como a capacidade de criação artística e de engenho, mas permitiu-nos também sermos os únicos aptos para trabalhar para a própria extinção e connosco arrastar muitos dos restantes.

Ao contrário do que o Homem se tem tentado convencer ao longo da história, para a Natureza, nós não somos nem superiores, nem tão-pouco inferiores face às outras formas de vida: somos simplesmente iguais.

A nossa função no grande esquema da Natureza é a mesma que a de qualquer outro predador ou de qualquer outra presa, ou seja, caçar ou ser caçado e, infelizmente, a maior parte de nós só se consegue ver no papel do primeiro. A nossa capacidade de engenho facilitou-nos a vida no que concerne ao conforto e variedade de abrigo e à abundância de alimento, mas fez-nos perder uma competência vital para qualquer espécie: a da luta pela sobrevivência.

Muitas das espécies que habitam a casa de todos nós há mais tempo que o Homem mantêm as mesmas habilidades de sobrevivência que tinham quando deram os primeiros passos no planeta e, sem a nossa interferência perniciosa, continuariam a ser formas de vida bem sucedidas.

Já nós, e não obstante sermos claramente flexíveis perante a necessidade de adaptação, enfrentamos cada vez mais dificuldades quando confrontados com um modo de vida mais simples. Isto é, o nosso desenvolvimento parece ser inversamente proporcional às exigências da sobrevivência. Inventamos novas soluções para responder aos problemas sem nunca nos colocarmos a hipótese de, simplesmente, voltarmos ao que é mais básico.

Mesmo a nossa suposta inteligência superior parece ser incapaz de nos ajudar. A Natureza mostra-nos, por diversas vezes e, com frequência, de modo violento, que os destinos de todas as formas de vida do planeta azul estão, quase sempre, nas suas mãos, em jeito de aviso, mas nós recusamo-nos a entender a mensagem.

Da mesma forma, guardámos na gaveta mais escondida do nosso ser o dom com que fomos bem-fadados de apreciarmos o que de extraordinário a Mãe-Natureza, na sua infinita generosidade, tem para nos oferecer, de nos deleitarmos com a frescura do orvalho, com o cheiro de uma flor, com o canto de um pássaro, com o som do vento dançando por entre as árvores ou com as carícias que o mar nos faz quando o tocamos.

Se queremos provar que somos os mais inteligentes, temos que saber usar a inteligência que nos foi atribuída e não apenas em nosso benefício.

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