Brites de Almeida, a Padeira de Aljubarrota Heróis populares portugueses 3


Brites de Almeida, a Padeira de Aljubarrota

(Heróis populares portugueses 3)

Brites de Almeida, Padeira de Aljubarrota


Quando, por volta de 1350, os donos de uma taberna humilde tiveram uma menina, a quem chamaram de Brites de Almeida, estavam longe de imaginar o futuro da sua filha. Brites terá nascido em Faro ou em Loulé.

Os dados históricos são escassos, mas reza a lenda que Brites de Almeida seria uma mulher corpulenta, ossuda e pouco abençoada pela beleza, de boca grande, nariz adunco e cabelos crespos.

A lenda diz também que nascera com seis dedos em cada mão, levando os pais a acreditar que seria uma mulher trabalhadora. Contudo, diz-se também que era uma mulher e que, quando aos 20 anos terá ficado órfã, pouco se terá importado com o facto.

Nessa altura, terá optado por levar uma vida errante, ganhando a vida como vendedora de feira. O facto de levar uma vida pouco convencional para uma mulher da sua época aumentou a lenda em redor da sua personalidade e das aventuras que terá vivido:  atribuem-lhe a autoria da morte de um pretendente e, cerca de 1377, terá sido vendida como escrava a um senhor da Argélia, depois de ter embarcado para Espanha num batel que seria assaltado por piratas argelinos.

No regresso a Portugal (diz-se que desembarcou na Ericeira) receosa de ainda ser perseguida pela acusação da morte do seu pretendente, disfarçou-se de homem e deambulou durante algum tempo pela região, trabalhando como almocreve.

Mais certo parece ser o facto de ter fixado residência em Aljubarrota, em 1383, para onde foi trabalhar como ajudante de padeira. Algum tempo depois a dona da padaria terá morrido e deixado o estabelecimento à sua ajudante.

Durante a batalha de Aljubarrota, que, em 1385, opôs portugueses e castelhanos, o seu carácter rude terá impelido Brites a ajudar em algumas escaramuças. Numa dessas ocasiões, numa fase em que os castelhanos, reconhecendo que estavam derrotados, começavam a fugir de Aljubarrota, sete deles fugiram do campo da batalha para se albergarem nas redondezas. Estando Brites ocupada a ajudar as tropas portuguesas, a sua padaria revelou-se o abrigo ideal para os sete fugitivos.

Quando Brites regressou, deparou-se com a porta fechada, o que a fez desconfiar da presença dos inimigos. Alvoraçada, procurou os castelhanos, que encontrou escondidos no seu forno. Mandou-os sair, mas eles não obedeceram, fingindo estar a dormir. Brites de Almeida pegou então na sua pá e sovou-os até à morte.

Terá casado em 1389 com um lavrador de Aljubarrota.


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