A força da Natureza ou o poder de uma mãe/The force of Nature or the power of a mother


A força da Natureza ou o poder de uma mãe

Raras, e em regra tristes, são as vezes que o Homem reconhece a força da Natureza.

A mais recente foi o terramoto e o tsunami do Japão, mas, na realidade, trata-se apenas de mais uma no meio da lista infindável da qual todos nós conhecemos exemplos.

A tragédia é um sinal que a Terra está viva e bem viva, uma condição que poucos de nós somos capazes de interiorizar. É um sinal que esta esfera gigante  que é a nossa casa muda a sua forma sempre que entende necessário fazê-lo. Mas é, acima de tudo, um sinal da nossa imensa pequenez perante a grandiosidade deste planeta e da sua capacidade de transformação.

Creio ser isso o mais difícil de assumir.


Assumir que, ao contrário daquilo que pensamos, deixarmos de ser um micro-organismo marinho para passarmos a ser uma entidade tecnológica e culturalmente desenvolvida não foi um passo assim tão grande como pensamos. No fundo, para a Natureza, somos somente mais um animal, um animal como tantos outros que povoam o planeta.

A força da Natureza é, sem dúvida, algo incomensurável. E, tal como uma mãe, ela tanto castiga como embala. Exactamente com a mesma força.

No entanto, não o é só na sua vertente destrutiva, embora esse seja o traço do seu ser que mais nos impressiona. Culpa nossa, já que tudo o que a Natureza recebe, devolve em dobro e, tristemente, o homem parece reparar e impressionar-se apenas com ela se vinga ou quando revela que é tão maior que nós.

O Homem parece ter perdido a capacidade de se impressionar com o interminável virtuosismo da energia criadora da Natureza.

Com as inúmeras formas de vida que correm pela sua superfície, que nadam pelos seus mares ou que voam pelos seus ares.

Com as cores garridas das espécies vegetais que alcatifam a terra ou até mesmo com as suas criações mais inertes, desde os maciços rochosos das montanhas até aos frágeis grãos de areia dos desertos.

O próprio Homem, o que é ele se não uma das muitas criações da Natureza?

The force of Nature or the power of a mother


Rare, and usually sad, are the times that man recognizes the force of Nature.
The most recent occasion was the earthquake and tsunami in Japan, but  it was  just one more of many in an endless list from which we all know examples.
This tragedy is a sign that the Earth is alive and well alive, a condition that few of us are able to internalize. It is a sign that this giant sphere that is our house changes its shape whenever it considers necessary to do so. But above all, it’s a sign of our smallness before the vast grandeur of this planet and its ability to transform itself.

I believe this is  the hardest fact to assume.


Assume that, contrary to what we think, us stop being a marine microorganism to grow into an entity technologically and culturally developed was a step not as great as we think. Basically, for Nature, we are just another animal, an animal like so many others who inhabit this planet.
The force of nature is certainly something immeasurable. And  just like a mother,  she punishes and she cradles. With the same strength exactly.

However, it is not only in its destructive aspect, although this is the feature of its being that most impresses us. It’s our fault, since everything that Nature receives, it returns twice and, sadly, Man only seems to notice and to be impressed with it revenge or when it reveals how much bigger than us it is.
Man seems to have lost the ability to be impressed by the virtuosity of Nature’s endless creative energy.

With the many forms of life that runs through its surface, which swim by its seas or fly in its skies.
With the vivid colors of the plant species that carpets its land and even with its most inert creations, from the solid rock of the mountains to the fragile grains of sand in the deserts.
The Man himself, which is  he if not one of the many creations of Nature?

12 thoughts on “A força da Natureza ou o poder de uma mãe/The force of Nature or the power of a mother

  1. Adorei te conhecido ou seja ter tamado conhecimento da materia em tela, priscipalmente que sou uma que luta pela universidade, pois predendo fazer e quero engenharia de pesca.

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