S. Martinho/S. Martin


 

S. Martinho

Nesta época, os pagãos celebravam a despedida do Verão e do Outono (o fim das colheitas e o início da época em que estas eram consumidas) e era tradição abaterem-se alguns animais, uma vez que as pastagens eram já raras.

O S. Martinho que celebramos hoje era romano, nascido no seio de uma família pagã mas que se apaixonou pelo cristianismo ao ponto de abandonar o exército aos 18 anos.

Anos mais tarde, ascenderia a bispo de Tours. Ao longo da sua vida advogou a caridade (o que lhe valeria a canonização), ao mesmo tempo que foi responsável pela destruição de diversos templos e de espécies arbóreas que assumem particular importância para os pagãos.

Reza a lenda que Martinho, ainda no exército romano, cortou o seu manto em dois para dar uma das metades a um pobre enregelado. Pouco depois, o dia, até então frio, foi aquecido por um Sol luminoso.

Em Portugal, a celebração do S. Martinho tem também as suas raízes nos ritos agrícolas pagãos, sendo de destacar a sua profunda ligação ao vinho: em algumas das festas em sua homenagem, este santo era representado como a figura de um “beberrão”.

Falando mais a sério, Teófilo Braga lembrava (no Vol.I de “O Povo Português nos seus Costumes, Crenças e Tradições”), que as celebrações respeitantes ao deus Odin, também denominado Wuotan, coincidiam, no Sul da Europa, com o final do Verão e do Outono, por altura do S. Martinho. Wuotan partilhava também outras circunstâncias com S. Martinho: o manto, a espada e o cavalo branco.

St. Martin

Around this time of the year, pagans celebrated the farewell of Summer and Autumn (end of the harvest season and the beginning of the season in which products were largely consumed) and several animal were slaughtered, because the pastures were already rare.
The S. Martin we celebrate today was a Roman, born in the midst of a pagan family but who fell in love for Christianity leading him to leave the army at the age of 18.
Years later, he was nominated bishop of Tours. Throughout his life he advocated charity (a fact that would earn him the canonization), while it was responsible for the destruction of several temples and tree species that have particular relevance to pagans.
Legend has it that Martin, still in the Roman army, cut his cloak in two to give one half of it to a chilled poor man. Shortly afterwards, the until then cold day was heated by a bright sunshine.
In Portugal, the celebration of St. Martin also has its roots in pagan agricultural rites, highlighting its deep connection to wine: in some of the festivals in honor of this saint he was depicted as the figure of a “drunkard.”
More seriously, Teófilo Braga remembered (in Vol.I of “O Povo Português nos seus Costumes, Crenças e Tradições”) that the celebrations relating to the god Odin, also called Wuotan, matched, in southern Europe, the end of Summer and Autumn, around the time of S. Martin. Wuotan also shared other facts with S. Martin: the robe, the sword and the white horse.

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